Girão da Série C #08: Recorde de gols, expulsões e Londrina vence a primeira fora

Foto: Samara Miranda/Remo
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Opa, o Chama o VAR está chegando com mais um resumão da rodada da Série C. Nesta rodada tivemos muita treta, três expulsões no mesmo time e lances polêmicos. Tá do jeito que a gente gosta!

Finalmente tivemos uma rodada com muitos gols: foram 14 em 4 jogos. Com uma média de 3,5 gols/jogo esta rodada teve a maior média de gols do campeonato até agora e a primeira em que todos os times marcaram. Bom para todo mundo, que acompanhou jogos bem emocionantes. Mas bora lá, vamos ao confrontos.

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SANTA CRUZ 1 x 2 VILA NOVA

O Santa Cruz, jogando em casa, foi engolido pelo Vila Nova. O time de Goiânia, que vinha decepcionando na competição e passou por uma troca de técnicos na última semana (Bolívar demitido e volta de Márcio Fernandes) mostrou toda sua força e jogou pressionando o time Coral durante o jogo inteiro. O que sobrou de intensidade para o Tigre novamente faltou para o Santa Cruz, que parecia mais estar jogando um amistoso do que uma decisão pelo acesso.

Com a derrota, o Santa Cruz é o lanterna do grupo no momento. O time soma apenas 1 ponto nesta fase e vem de 5 jogos sem vitória (são 3 derrotas e 2 empates). Para o acesso à Série B, o Santa Cruz precisa muito reagir na competição, ou pode chegar a uma 4ª rodada já sem muito o que disputar no torneio, o que será um balde de água fria para os torcedores que viram o time fazer uma grande campanha na 1ª fase. Parece que desligaram a chave da competitividade no clube e agora, para mudar de novo, vai ser difícil.

Caminho oposto ao do Vila Nova, que fez uma das suas melhores partidas na Série C esse ano e ganhou sobrevida. Esta vitória veio da melhor forma que o time consegue se apresentar, jogando com intensidade, com marcação alta e muita velocidade pelas pontas até achar Henan. Foi um time completamente diferente daquele de semana passada, o que faz parecer que a troca entre Bolívar e Márcio Fernandes fez bem ao elenco. O novo treinador inclusive é extremamente identificado com o clube e já conquistou a própria Série C em 2015 com o Tigre.

 

REMO 3 x 1 PAYSANDU

A história do  RePA de número 758 pode ser contada a partir de uma jogada central. Aos 20 minutos, o Paysandu fazia um grande jogo, melhor inclusive do que o rival, dominante na partida e ainda com 1 a 1 no placar. Aí, o volante Serginho quis trazer emoção e foi expulso de maneira completamente infantil. Assiste aí:

Daí em diante o jogo foi outro. O Remo, com um a mais, foi para cima e conseguiu virar a partida. Mesmo assim, em alguns momentos, o Leão foi ameaçado pelo Paysandu.

Mesmo abaixo do que pode jogar, o Remo é líder do grupo D e pode dar um salto muito grande para a classificação caso vença o próximo jogo. Ainda assim, o desempenho no clássico não convenceu. O time ainda tem muitas dificuldades de criação e sofre para se impor em campo, principalmente do meio para a frente.

O Paysandu perdeu o clássico, mas enquanto os dois times tinham 11 jogadores era melhor na partida. O Nicolas, além de marcar um gol, tinha papel fundamental para fazer o pivô, segurar a bola e passar para as pontas. O time dá mostras de que pode seguir firme na luta pelo acesso, mesmo com essa derrota.

 

YPIRANGA 2 x 3 LONDRINA

O time da casa começou muito bem. O placar marcava 2 a 0 com 14 minutos. Mais um desempenho pífio do Londrina fora de casa, todos pensaram. Pois é, depois disso foi só ladeira abaixo para o Ypiranga.

O time de Erechim teve o lateral Muriel expulso pelo segundo amarelo. Depois o atacante Caprini, que tinha marcado os dois gols, sentiu e pediu para sair. Mesmo assim, o Ypiranga ainda foi para o intervalo com 2 a 0.

Na volta para o 2º tempo, o Londrina descontou de pênalti e começou a pressionar mais no jogo. Aí, aos 25 minutos, tivemos uma grande confusão: Zé Mário deu uma cotovelada digna de MMA em Gedeílson e foi corretamente para rua mais cedo. O lance gerou revolta no time do Ypiranga, o que fez até a polícia entrar em campo. Ao final, o atacante Neto Pessoa, que partiu para cima do juiz, e o técnico do Ypiranga, o professor Celso Teixeira, também foram expulsos.

Aqui tem também a súmula da partida, dá uma olhada:

Como a bola ainda estava em jogo, o árbitro deveria ter marcado pênalti para o Londrina, mas ele acabou marcando somente o tiro de meta. Errou o senhor Gilberto Rodrigues Castro Junior.

A partida voltou somente aos 34 minutos, com o Londrina atrás do marcador e o Ypiranga com 3 jogadores a menos. Pressionando, o Tubarão só foi empatar aos 48 minutos do 2º tempo e conseguiu a virada aos 53 minutos, quase no apagar das luzes.

O Ypiranga teve uma atuação muito boa até o final do 1º tempo, mesmo com um a menos. Já na parte final, o time perdeu a cabeça e ocasionou expulsões desnecessárias. Jogadores profissionais não podem se descontrolar tão fácil assim, ainda mais quando as expulsões foram corretas. Faltou calma e profissionalismo, inclusive para o técnico Celso Teixeira, que deveria dar o exemplo aos seus jogadores. Lembrando que o número de cartões conta como critério de desempate na competição. Tudo isso custou os 3 pontos teoricamente mais fáceis do grupo ao clube. O próximo jogo é fundamental, o time precisa ao menos de 1 ponto para se manter na competição, só que vai todo remendado e sem os seus principais nomes do ataque.

Já o Londrina conseguiu restabelecer um ambiente favorável à classificação. Não ganhou em casa mas buscou os pontos fora, o que deixou o clube ainda com boas chances para a disputa. É importante, no entanto, lembrar que em condições normais, o time tomou 2 gols em menos de 15 minutos, o que poderia ser fatal não fosse o amadorismo demonstrado na partida pelo Ypiranga.

 

ITUANO 1 x 1 BRUSQUE 

O jogo que fechou a rodada aconteceu debaixo de muita chuva. O empate, embora não ajude, também não chega a atrapalhar os dois times. Mesmo com poucos gols, o jogo foi bem interessante, cheio de emoção. Se de um lado tivemos um Ituano não tão dominante como de costume, outras armas foram utilizadas no 2º tempo, principalmente nos cruzamentos perigosos de Corrêa. Do outro lado, mesmo perdendo rendimento, o Brusque voltou a jogar bem, coisa que não vinha ocorrendo desde o começo do 2º turno.

Mesmo líder, o Ituano teve um desempenho abaixo do normal. Sem aquela mesma intensidade e velocidade para as criações de jogadas nas pontas, o caminho se deu nos cruzamentos e bolas paradas.

É verdade, tivemos um lance em que o time de Itu foi prejudicado: o juiz Marielson Alves Silva não marcou um pênalti claro ainda no 1º tempo. O possível gol poderia mudar a história da partida, mas ainda não explica os momentos de oscilação durante o jogo. A pressão veio somente no final, depois da entrada de Corrêa, que mostrou como é diferenciado mesmo aos 39 anos de idade.

Com esta 1ª vitória em casa, o Londrina ainda sonha com o acesso à Série B, mas tem que voltar a ganhar em casa. É importante destacar que, em condições normais, o time tomou 2 gols em menos de 15 minuitos e, quanto tinha 3  a mais, só foi empatar e virar no final. Não é um desempenho a ser comemorado


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