Guia Improvável da Copa do Brasil 2017

Guia Improvável da Copa do Brasil 2017

CARO(A) LEITOR(A)

O melhor do Brasil é…? A Copa do Brasil!

Por Julio Simões

Não há nada mais brasileiro do que a Copa do Brasil. Uma infinidade de times, grandes e pequenos, se enfrentam em busca do sonho de ser campeão nacional e jogar a cobiçada Copa Libertadores da América. Quer dizer, alguns querem mesmo é casa cheia, nem que a “casa” seja alugada e fique em um “bairro” distante. Tudo para fazer o pé de meia e poder pagar as contas do resto do ano. Quer coisa mais brasileira do que isso?

Porém, sempre tem uma CBF no meio do caminho – olha aí outro traço muito nosso.

Neste ano, a entidade mexeu seus pauzinhos e incluiu uma regra que pode encurtar as chances de sucesso das equipes menores: as fases iniciais serão em jogo único e com vantagem do empate para o melhor colocado no ranking. Por um lado, isso obriga o time maior a usar seus titulares desde o começo, já que antes alguns os poupavam de olho na partida de volta, em casa. Por outro, os menores terão apenas 90 minutos para superar o adversário, quase sempre de maior poder econômico. Como isso nunca aconteceu antes, vamos aguardar e ver quem será ajudado ou prejudicado…

Em todo caso, nada disso tira a beleza da competição mais democrática do país. E é por isso que, pelo quarto ano consecutivo, mobilizamos nossa equipe fixa e uma série de colegas para produzir um conteúdo especial sobre ela, o já famoso Guia Improvável da Copa do Brasil, onde os menores têm espaço maior, invertendo a lógica dos guias de competições tradicionais, que focam apenas nos favoritos. Para não se estender, nós, do Última Divisão, fazemos apenas um pedido: se você enxergar valor neste trabalho, COMPARTILHE nas suas redes sociais. É muito importante para que ele alcance mais pessoas e nos motive a seguir fazendo nos próximos anos. Desde já, agradecemos. :D

Bom, vamos ao que interessa. Boa leitura e uma ótima Copa do Brasil a todos os times!

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RAIO-X

Novatos debutam sonhando com ano fantástico

Entre os 10 estreantes desta Copa do Brasil, oito disputarão também o Brasileiro Série D 2017

Por Felipe Augusto, da Revista Série Z

Democrática que é, a Copa do Brasil sempre tem novidades entre os clubes participantes. No ano passado, 10 times tiveram a honra de jogar o mata-mata nacional pela primeira vez e, neste ano, outros 10 terão a mesma oportunidade – entre eles, uma agremiação centenária e duas que sequer têm uma década de existência.

No entanto, não são apenas as diferenças que marcam estas estreias. Alguns novatos se parecem em muitos pontos, como na profissionalização tardia ou no fato de estarem em franca ascensão. Há ainda outro detalhe interessante: oito dos 10 estreantes também disputarão a Série D do Brasileiro neste ano.

Por isso a Copa do Brasil pode ser o início de um ano ainda mais histórico do que já é para estes times, apesar do novo formato da competição, que diminui as chances de sucesso dos times menores. Para apresentar estes calouros, investigamos a trajetória de cada um deles. Confira:

Altos-PI

Fundado em 2013, profissionalizado e campeão da segunda divisão estadual em 2015, vice-campeão estadual e um flerte com o acesso na Série D em 2016. Este é o Altos, clube mais emergente do Nordeste brasileiro atualmente. Como um raio, a equipe atingiu um patamar que muitos clubes do estado não conseguiram em um período maior. A Copa do Brasil é mais um passo para continuar esta trilha de sucesso.

Anápolis-GO

Um dos poucos clubes a quebrar a hegemonia estadual na história (venceu em 1965), o Anápolis finalmente disputará uma Copa do Brasil. Após anos só assistindo a estabilidade do Anapolina, o Galo da Comarca mudou e conseguiu terminar acima do rival. Com um time digno de Mercadão Alternativo (Leandro Euzébio, Toró e Waldemar Lemos), conquistou o vice-estadual e se classificou para a disputa inédita.

Audax-SP

Conhecido como o ‘time que toca a bola’, o Audax é daqueles clubes menores que faz até o mais ‘elitizado futebolisticamente’ parar para assistir ao jogo da equipe. Comandado pelo técnico Fernando Diniz, que em 2016 “revelou” Tchê Tchê (Palmeiras), Sidão (São Paulo) e Camacho (Corinthians), a equipe nascida como Pão de Açúcar EC promete repetir o estilo de jogo atual, moderno e encantador que já virou sua marca.

Oeste-SP

Apesar do título da Série C do Brasileiro em 2012, o Oeste de Itápolis (ou seria de Barueri, para onde se mudou nesta temporada?) vem flertando com o rebaixamento na Série B há alguns anos e definitivamente não tem conseguido boas campanhas no Estadual. Rebaixado novamente em 2016 (havia sido em 2014), disputará a Série A-2 do Paulistão neste ano e, entre os estreantes, é o único cabeça-de-chave que se classificou pelo ranking da CBF.

PSTC-PR

Você já deve ter ouvido falar dele, seja pela piada (ruim) da sigla de partido político ou pelo ótimo trabalho de base. Pois bem, devido a uma mudança no estatuto da federação local há alguns anos, o clube teve que se profissionalizar. Original de Londrina, o clube adotou Cornélio Procópio, onde, com apelo do público, chegou nas semifinais do último Paranaense e se beneficiou da ida do Atlético-PR à Libertadores para estrear na Copa.

Rondoniense-RO 

O Rondoniense Social Clube foi fundado em 2010, com foco nas categorias de base. A estreia no futebol profissional só aconteceu no ano passado, ano em que a equipe faturou o título estadual e a vaga inédita na copa nacional. A expectativa do clube de Porto Velho é se fortalecer a cada ano, se possível acumulando acessos em torneios nacionais.

São Bento-SP 

Não, o São Bento não é apenas o clube do coração do ator Paulo Betti – embora isso seja bem legal. É um clube de 103 anos de história, que, por mais estranho que pareça, nunca jogou a Copa do Brasil. A vaga inédita tem relação com a mudança de gestão dos últimos anos, que também rendeu o 5º lugar no Paulistão 2016 e o acesso à Série C 2017. Marcelo Cordeiro e Morais, que iniciaram essa história, voltam ao clube para esta nova missão.

São Francisco-PA

Assim como o São Bento, o São Francisco também vem se estabilizando nos últimos anos. Com 87 anos de futebol, a agremiação devolveu ao torcedor azulino a emoção de vibrar com vitórias no Colosso dos Tapajós quando venceu o segundo turno estadual no ano passado. No entanto, o time ainda tenta fazer frente ao São Raimundo, que venceu a primeira edição da Série D do Campeonato Brasileiro, em 2009.

Sete de Dourados-MS

Em 22 anos de história, o Sete sempre foi coadjuvante no futebol sul-matogrossense. No ano passado, porém, o time se planejou e conseguiu seu primeiro título estadual, tendo Eduardo Arroz como maior destaque. No segundo semestre, apostou em Aloísio Chulapa para a Série D do Brasileiro, mas ele pouco jogou. Agora, o estádio Douradão voltará a receber a Copa do Brasil, competição já disputada pelo tradicional Ubiratan.

Uniclinic-CE

Antes conhecido apenas por ser um clube simpático de Fortaleza, o Uniclinic teve uma campanha surpreendente em 2016, quando, contra todos os prognósticos, terminou em segundo lugar no Campeonato Cearense. Se o ano passado já foi histórico, imagina 2017, que terá Copa do Brasil, Copa do Nordeste e Série D. Fiquemos de olho na Águia de Precabura!




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FICHA TÉCNICA

Esta edição do Guia Improvável da Copa do Brasil foi realizada a partir do esforço coletivo de 13 jornalistas de várias partes do país, que gentil e voluntariamente cederam seu tempo e trabalho para que alcançássemos este resultado. Portanto, se você curtiu o conteúdo acima, seja generoso e compartilhe em suas redes sociais. Assim, você valoriza o trabalho de todos e ainda contribui para que o guia chegue a mais gente. Se quiser fazer alguma crítica, elogio ou comentário, estamos sempre online no Facebook e no Twitter. Será um prazer trocar uma ideia! :)

Abaixo, segue a ficha técnica desta edição, em ordem alfabética. Até o ano que vem!

REDAÇÃO

  • Diego Freire
  • Diorgnes Saldanha Lima
  • Emanuel Colombari
  • Felipe Augusto
  • João Almeida
  • Julimar Pivatto
  • Leonardo Bonassoli
  • Napoleão Almeida
  • William Correia
  • Will Rosa

EDIÇÃO & REVISÃO

  • Allan Brito
  • Igor Nishikiori
  • Julio Simões
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