Em três anos, Chicão virou ídolo do ascendente Operário (e viu da torcida o título da Série D)

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Capitão do Operário no inédito título brasileiro da Série D do Campeonato Brasileiro de 2017, o volante Chicão, 31 anos, teve uma experiência inusitada no jogo de volta das finais diante do Globo: suspenso pelo terceiro amarelo recebido na ida, quando o Fantasma goleou o Globo por 5 a 0, o meio-campista precisou dividir a angústia dos outros cerca de 8 mil torcedores que lotaram o Estádio Germano Krüger na noite do título.

Na ocasião, o time de Ponta Grossa (PR) perdeu por 1 a 0. O placar adverso, no entanto, não ameaçou o título alvinegro.

Chicão é um dos remanescentes dos melhores e piores momentos recentes da vida do clube: o primeiro título estadual da história mais que centenária em 2015 e a incrível queda para a segunda divisão estadual na temporada seguinte, quando defendia a taça. Agora, tem o nome nas duas taças que o futebol princesino ostenta, a primeira em nível nacional.

O Última Divisão bateu um papo com Chicão para falar sobre as últimas temporadas do Operário, a conquista da Série D e a ausência no jogo do título. Confira:

Última Divisão: Para quem é voluntarioso em campo, é extremamente complicado ficar fora da última partida?
Chicão: Na verdade, é diferente. Do lado de fora, acaba tendo toda a ansiedade de não conseguir poder ajudar.

UD: O gol sofrido no primeiro tempo contribuiu muito para essa ansiedade toda?
C: Pelo menos foi importante ressaltar que a gente tinha construído um placar fora de casa. Apesar da derrota, a gente sabia de nossa qualidade e dificilmente perderia o título, que é importante para o clube, para a cidade e para jogador.

UD: Nos primeiros 103 anos de história, o Operário bateu várias vezes na trave – teve impressionantes 14 vices estaduais, e nada de título. De repente, você faz parte de uma geração que levantou duas taças e recolocou o Operário no mapa do futebol brasileiro após um começo de século que o clube quase desapareceu. Os jogadores têm noção do feito?
C: Eu sempre falo que o ápice para um atleta é títulos e entrar para a história. Desde que cheguei aqui em 2015, estou feliz pelo momento de conquistar mais um título e entrar para o hall de campeões pelo Operário mais uma vez. Agora é hora de comemorar, pois foi bem difícil e temos de aproveitar o momento.

(A foto que abre o texto é de Josué Teixeira, via NET Esporte Clube)

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