O fim trágico de Vágner Bacharel

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Zagueiro de estilo clássico que jogava com muita raça e sabia fazer grandes desarmes. Fora dos campos, um atleta sarrista e bem humorado. Esta talvez seja a melhor maneira de definir o profissional de futebol Vágner de Araújo Antunes, o Vágner Bacharel (1954-1990).

O defensor iniciou sua carreira no Madureira, do Rio. Após passagens por Joinville e Internacional, foi comprado pelo Palmeiras em 1983. Nessa época, o jogador ainda não tinha fama no futebol de São Paulo. Muitos setores da crônica esportiva paulista olharam o novo atleta alviverde com desconfiança.

O bom desempenho transformaram Vágner em titular do Palmeiras. Ele se tornou um dos grandes nomes do time verde na década de 80, período em que o clube não ganhou nenhum título de expressão. O zagueiro defendeu a equipe por 260 partidas, tendo marcado 22 gols com a camisa alviverde. Era um bom cobrador de escanteios e sabia subir para apoiar o ataque. Fez parte do elenco palmeirense vice-campeão paulista em 86 e formou uma inesquecível dupla de zaga com Luís Pereira. Muitos jornalistas da época chegaram a recomendar a convocação do defensor para a Seleção Brasileira.

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Zagueiro era o capitão do Palmeiras nesta foto de 1984

Após a passagem pelo time do Parque Antártica, Bacharel foi para o Botafogo do Rio. Em 1988, o treinador José Luiz Carbone levou o zagueiro para o Guarani, onde Vágner atuou ao lado de craques como Evair, Neto e Ricardo Rocha. O time acabou sendo vice-campeão paulista, perdendo a final para o Corinthians de Viola e Biro-Biro.

“O Bacharel foi uma das pessoas de melhor caráter que eu conheci no futebol. Trabalhamos juntos no Palmeiras, e quando eu estive no Guarani, pedi pro Beto Zini (presidente do clube de Campinas na época) contratar ele. Nos anos 80, você só podia pedir um, dois jogadores pro dirigente. Não é como hoje”, relembra o técnico Carbone.

Bacharel também teve passagens por Fluminense, Cruzeiro, Sport Recife e Villa Nova (GO). O eficiente defensor atuava pelo Paraná Clube quando sofreu um choque com um jogador adversário e entrou em coma. Os médicos lhe deram alta e ele voltou pra casa. Mas por conseqüências do choque, o zagueiro acabou morrendo no dia 20 abril de 1990.

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O jogador iria fazer 36 anos em dezembro do mesmo ano.

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Paraná Clube foi o último time de Vagner Bacharel
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  1. Marcelo Staionof says

    Não há um único palmeirense que tenha acompanhado o Paulista de 86 que não tenha certeza absoluta de que a história daquela final teria sido diferente se o nosso Bacharel não tivesse se contundido na primeira partida. Com ele a defesa estaria segura e os escanteios batidos pelo Jorginho e pelo Éder seriam mais mortais. E aquele timaço não teria sido desfeito depois da derrota.

  2. Renata Antunes says

    Sensacional a matéria …Bacharel não pode ser esquecido!

  3. Vanda Antunes says

    Olá Matheus,
    Lhe agradeço em nome da família Antunes a belíssima homenagem feita ao meu ”Irmão” pelos 20 anos de saudades … Além de ter sido um ser humano maravilhoso, ele foi um grande profissional e amava o que fazia.
    Valeu pela lembrança, ele merece todas estas homenagens.
    Abs,
    Vanda Antunes.

  4. NÉLIO CESAR says

    PARA MIM E MEU CUNHADO (MARIDO DE MINHA IRMÃ) ELSON, QUE JOGOU COM O VAGNER NO RECEM CRIADO PARANA CLUBE, ORIUNDO DA FUSÃO ENTRE COLORADO E PINHEIROS, FOI UMA PERDA MUITO GRANDE, DIFICIL DE ACREDITAR QUE UM ATLETA PODERIA MORRER, COMO CONSEQUENCIA DE UM ACIDENTE DURANTE A PRATICA DAQUILO QUE ELE MAIS GOSTAVA DE FAZER.
    BELA HOMENAGEM,
    SDS,
    NÉLIO

  5. Wagner Jr says

    Ola Matheus.. Em nome da familia.. Gostaria de agradecer pela singela homenagem que fizestes ao MEU PAI. São 20 anos de saudades, porém sabendo que sua passagem aqui pela terra foi inesquecível..!!!! Abs!!!! Wagner Jr

    1. Edson says

      Querido Wagner, torço para o Corinthians e sempre tive seu pai como espelho de atleta e homem, meus sinceros sentimentos pela perda dela, saiba que ele deve estar batendo uma bolinha hoje lá em cima…Abs