Um Callejón tenta a sorte na Bolívia

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Durante o jogo da Copa Libertadores entre Flamengo e Bolívar, nesta quarta-feira (13), um nome chamou a atenção: Callejón. Poderia ser só mais um caso de jogador homônimo, como milhares do futebol, mas bastou uma rápida pesquisa para descobrir que Juanmi Callejón é, sim, parente de José María Callejón, atual jogador do Napoli. Mais do que isso: eles são irmãos gêmeos! Foi impossível não se perguntar: o que teria acontecido para eles tomarem destinos tão diferentes? E como um espanhol foi parar em um time boliviano? Será que isso pode dar certo?

E agora, quem é quem?
E agora, quem é quem?

Juanmi e José começaram a carreira juntos no Real Madrid. Atuaram pelo time C e pelo time B, mas apenas um deles conseguiu jogar pelo time profissional. Atrapalhado por lesões e problemas extra-campo, Juanmi passou a rodar por clubes menores da Espanha (Mallorca, Albacete Balompie, Cordoba e Hercules) e até um da Grécia, o Levadiakos. Entre 2008 e 2013 teve a “incrível” média de um gol por ano.

Juanmi parecia fadado ao fracasso enquanto via seu irmão ter um pequeno destaque no Real e rumar para o Napoli, clube no qual ele tem se destacado nesta temporada. Mas a salvação para Juanmi veio da Bolívia.

Os três espanhóis do Bolívar
Os três espanhóis do Bolívar: Capdevila, Moya e Callejón

Com moral no Bolívar após vencer o Clausura 2013, o técnico espanhol Miguel Ángel Portugal aproveitou para indicar jogadores do seu país para reforçar a equipe. O rico dono do time, Marcelo Claure, que tem empresas na Espanha, contratou três deles: José Capdevila (ex-Pontevedra, Valladolid, Murcia e Xerez), Eduardo Moya (ex-Tenerife, Mallorca, Celta de Vigo, Hércules e Xerez) e o Callejón menos famoso.

Miguel Ángel havia trabalhado com Juanmi nas categorias de base do Real e deu moral para ele no Bolívar. O título nacional não veio (o time ficou em 2º lugar), mas Callejón reencontrou o bom futebol que tinha perdido ainda nas categorias de base do time madrileno.

Em 2014, Miguel Ángel Portugal foi para o Atlético-PR, mas Callejón seguiu no clube para disputar sua primeira Copa Libertadores. Já fez gols na competição, algo que só mais um espanhol tinha conseguido antes – Juan Manuel Basurco, em 1971. Está jogando com uma lesão no ombro, o que pode atrapalhá-lo em breve, mas tem feito tudo que é possível para provar que sim, um espanhol (ou três) pode dar muito certo em um time boliviano, por mais alternativo que isso seja.

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