Três clássicos paraenses que vão além de Remo x Paysandu

Colosso do Tapajós dividido entre as torcidas de São Francisco e São Raimundo. (Foto: Dominique Cavaleiro/globoesporte.com)
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Remo e Paysandu é, sem dúvida, um dos maiores clássicos do futebol brasileiro. No entanto, não é só de ‘Re-Pa’ que vive o torcedor do Pará. O interior do estado tem rivalidades únicas e cheias de história. Por isso, o Última Divisão selecionou três bons clássicos alternativos do futebol paraense que valem a pena você conhecer. Confira a seguir um pouco mais sobre cada um deles:

‘Rai-Fran’: clássico entre São Raimundo x São Francisco divide Santarém

Em Santarém, no oeste do Pará, o alvinegro São Raimundo e o azulino São Francisco fazem o tradicional “Rai-Fran”. Pantera e Leão, respectivamente, dividem a cidade desde 1944, quando o preto e branco do bairro da Aldeia surgiu para fazer frente ao azul da Prainha, fundado em 1929.

No início da década de 2000, porém, o clássico deixou de ser disputado profissionalmente, porque o São Francisco se licenciou do futebol. Enquanto isso, o São Raimundo seguiu na ativa e, em 2009, conquistou seu grande título, a primeira edição da Série D do Campeonato Brasileiro, derrotando o Macaé (RJ) no Colosso do Tapajós.

Em 2010, o São Francisco retornou ao futebol profissional e, em 2012, subiu à primeira divisão estadual, onde foi vice-campeão em 2016. Nacionalmente, a melhor participação azulina aconteceu no Brasileirão Série C de 1998, quando caiu para o São Raimundo (o do Amazonas) na segunda fase.

Na atual temporada, as duas equipes disputarão a Série D do Brasileiro e já estão classificadas para a segunda fase da Copa do Brasil. No mata-mata nacional, o São Francisco venceu o Botafogo (PB) por 3 a 0 na primeira fase e agora enfrentará o Cruzeiro no Mineirão. Já o São Raimundo ganhou do Fortaleza (CE) por 2 a 1, de virada, e medirá forças com o Joinville (SC), fora de casa.

‘Clássico da Cachaça’: rivais, Vênus e Abaeté dividem o mesmo estádio

Você imagina o Flamengo atuando como mandante em São Januário ou o Bahia escolhendo o Barradão como sua casa? Pois em Abaetetuba, município que fica a aproximadamente 120 km de Belém, ocorre uma situação semelhante a esta.

Lá, o estádio Humberto Parente é dividido entre o Abaeté, proprietário do local, e o Vênus, que não tem praça própria e acaba locando o espaço. Ambos também fazem o “Clássico da Cachaça”, apelido dado porque a cidade foi sede de muitos engenhos de cana, no início do século XX.

Foto posada do Vênus, no Estádio Humberto Parente. Detalhe para o escudo do Abaeté, na arquibancada. (Foto: Facebook/Vênus Atlético Clube)

Em campo, o Abaeté fez uma boa participação no Brasileiro Série C de 2005, quando caiu na terceira fase para o Remo (PA), que acabaria sendo campeão daquela edição. O Vênus, por sua vez, disputou a Terceirona em 1998, sendo eliminado pelo Moto Club (MA), na segunda fase.

Atualmente, o Abaeté está licenciado do futebol profissional e o Vênus disputa a Segunda Divisão do Paraense, competição que venceu em 2014.

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Pinheirense x Santa Rosa: o clássico alternativo de Belém

Em Icoaraci, distrito de Belém, dois tradicionais clubes fazem um clássico alternativo ao tradicional Re-Pa: Pinheirense x Santa Rosa. Tradicionalmente, os times mandavam suas partidas no acanhado estádio Abelardo Conduru, de propriedade do Pinheirense, já que o Santa Rosa, assim como o Vênus, também não tem praça esportiva própria.

Entretanto, nos últimos anos, o estádio do General da Vila Sorriso não estava regularizado, o que levou o Santa Rosa a mandar seus jogos no Maximino Porpino, em Castanhal, a 70 km de Belém. Hoje, porém, o clube encontra-se licenciado do futebol profissional.

Pinheirense (de azul e branco) recebeu a Tuna, no Abelardo Conduru, em amistoso disputado no mês de setembro de 2016. (Foto: Matheus Raymundo/Rodada Paralela)

O Pinheirense nunca disputou o Brasileirão, mas é o atual campeão da Segunda Divisão do Paraense, o que o credenciou a disputar a elite em 2017. O Santa Rosa teve sua melhor participação em competições nacionais no Brasileiro Série C de 1997, quando foi eliminado pelo Sampaio Corrêa (MA) na terceira fase.

O futebol paraense é rico em história, títulos e fatos alternativos. Afinal, como diria a Banda Calypso, que também faz parte da cultura local, “isso e muito mais você só vai encontrar no Pará”.

*Fonte da foto em destaque: Dominique Cavaleiro/globoesporte.com

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