Tem raiz indígena, tem campeão brasileiro e tem clube itinerante: com vocês, a Segundinha Paraense de 2017

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Chegou a hora! A 32ª edição da Segunda Divisão do Campeonato Paraense, mais conhecida como “Segundinha”, começa neste domingo (15).

Serão 15 equipes (cinco a mais que em 2016) que estarão na luta por duas vagas na elite do futebol papa-chibé. Como todo ano, a disputa promete ser intensa.

Entre os participantes, tem clube com raiz indígena, clube “itinerante”, clube que acabou de se tornar profissional e até clube que é bicampeão brasileiro.

O regulamento é simples: na primeira fase, os 15 times são divididos em três grupos (A1, A2 e A3) com cinco times cada. Em cada chave, os times se enfrentam em cinco rodadas. Passada a primeira fase, classificam-se às quartas de final os dois primeiros colocados de chave, mais os dois melhores terceiros lugares.

A partir daí, os times se enfrentam em jogo único, classificando-se para as semifinais e para a final. A decisão do título acontece em 3 de dezembro. Clique aqui e confira a tabela.

Vamos aos detalhes dos clubes?

Bragantino

O time de Bragança (Região Nordeste do estado) estará de volta à Segundinha após não participar dela em 2016. O Tubarão do Caeté tem 45 anos e é um dos clubes mais importantes do estado. A volta promete ser em grande estilo, já que o clube investiu pesado na contratação de jogadores.

O goleiro do clube, Marcelo Valverde, foi formado nas categorias de base do Flamengo. O time ainda conta com jogadores campeões da Segundinha de 2016, além de jogadores com passagens por Remo e Paysandu.

O clube não disputa a elite desde 2010. O técnico que tentará levar time ao seu terceiro título da segundinha é Arthur Oliveira, ídolo do Clube do Remo. É um time tradicional e pode brigar pelo acesso.

Carajás

O clube de 20 anos é da Ilha de Outeiro, em Belém. Ele já foi uma espécie de “time B” do Paysandu, quando ainda era chamado de Time Negra. O Pica-Pau da Ilha foi considerado uma surpresa na Segundinha 2016, quando chegou às semifinais do campeonato e ficou em terceiro lugar, beirando o acesso.

O clube tenta repetir essa boa campanha e, sob o comando do técnico Buião, tenta conseguir o seu terceiro titulo da Segundinha e um acesso inédito à elite do Parazão.

Desportiva Paraense

O time de Marituba (região metropolitana de Belém) é o primeiro clube-empresa do futebol paraense. A estreia como equipe profissional foi na Segundinha de 2015, onde fez uma campanha surpreendente e chegou às semifinais, sendo eliminada pelo Águia de Marabá. Em 2016, participou da Segundinha e não repetiu a façanha: foi eliminada na primeira fase e ficou em penúltimo lugar.

A base é praticamente a mesma dos anos anteriores e o comando fica por conta de Walter Lima, que está na Desportiva desde a sua profissionalização. Por conta de sua grande estrutura, o clube tem forças para alcançar um inédito acesso.

Gavião Kyikatejê

É um clube de raiz indígena (era formado totalmente por indígenas; hoje, é um clube misto) da cidade de Bom Jesus do Tocantins, na região sudeste do Pará, porem manda seus jogos em Marabá, também na região sudeste.

O clube de 36 anos (desde a sua fundação como Castanheira Esporte Clube) se tornou profissional em 2009, ano que disputou a sua primeira Segundinha – na ocasião, não passou da fase de grupos. O clube vai para a sua sétima participação na Segundinha, da qual já foi vice-campeão em 2015. E tenta voltar à elite, que chegou a disputar em 2014 e 2015. O responsável por essa missão é Samuel Cândido, treinador que já passou por vários clubes do estado.

Izabelense

Após chegar às semifinais em 2014 e não participar em 2015 e 2016, a equipe de Santa Izabel do Pará, na região metropolitana de Belém, está de volta à Segundinha. O clube tenta voltar aos tempos áureos da década de 80 e 90, onde batia frente a frente com os grandes da capital e conseguiu ser vice-campeão paraense (1981), fazendo participações (boas e ruins) no Campeonato Brasileiro da terceira divisão.

O Frangão da Estrada tenta voltar à fase principal do Parazão, que não disputa desde 1993. Essa é a 18ª participação do clube na Segundinha, na qual tenta pelo menos repetir a campanha de 2005, quando conseguiu ser vice-campeão. E o responsável para comandar o clube é Fran Costa.

Paraense

É o segundo clube de Marituba e é o caçula do futebol paraense. Tornou-se profissional em setembro de 2017 para disputar a Segundinha. O seu executivo de futebol é Carlos Lisboa, pai do jogador Yago Pikachu, revelado pelo Paysandu e que chegou ao Vasco emn 2016.

O clube aposta totalmente nos jovens talentos da região. É a grande incógnita desta Segundinha. Será que em sua primeira competição o clube pode surpreender? É esperar pra ver.

Parauapebas

O clube é da cidade de mesmo nome que fica no sudeste paraense. O Trem de Ferro fez ótima campanha na elite de 2015, ficando na terceira colocação e ganhando o direito a disputar a Copa do Brasil pela primeira vez no ano seguinte.

O ano de 2016 era para ser promissor, mas não foi. O clube foi eliminado na primeira fase da competição nacional, com direito a goleada por 6 a 0 para o Londrina, e ainda foi rebaixado no Parazão.

Em 2017, vai tentar repetir a boa campanha de 2015. Assim como a maioria dos clubes, o Parauapebas aposta em um técnico conhecido e vitorioso no Pará: Sinomar Naves. Caiu no ano anterior, mas segue forte e pode brigar pelo acesso.

Pedreira

O time de 92 anos é da Ilha de Mosqueiro, um distrito de Belém. Mas o Gigante da Ilha não anda muito bem. Em crise financeira, o clube não paga salário aos seus jogadores, e sim uma “comissão” de até R$ 200 por partida. A sua última participação na elite foi em 2008.

Após dois anos sem disputar um jogo oficial, o clube volta à Segundinha em 2017 atrás de dias melhores. A inspiração do clube são as campanhas de 1994 e 2000, quando se sagrou campeão. Não estando em seu melhor momento e em meio a inúmeros problemas, é pouco provável a volta do Pedreira a elite; a aposta é que o clube fique apenas entre os figurantes desta segunda divisão.

Santa Rosa

É o clube “itinerante” do estado. Originalmente de Icoaraci, outro distrito de Belém, o clube de 93 anos já teve várias sedes pelo interior. E não será na Segundinha de 2017 que o clube voltará à sua casa, já que fez uma parceria e vai jogar em Tucumã, no sul do Pará, passando a se chamar Tucumã/Santa Rosa.

O Pantera da Vila não disputa a Segundinha desde 2013, quando chegou as semifinais. Volta após quatro anos em uma nova cidade e com a promessa de repetir a campanha de 2009, quando foi vice-campeão.

Quase todo o elenco é formado por jogadores conhecidos no futebol paraense, mas sem destaques no futebol nacional. Muita mudança para um clube só, que praticamente recomeça do zero. É esperar para ver.

Sport Belém

É o “primo pobre” de Remo e Paysandu. Sua sede é em Belém, porém não têm tanta popularidade como os dois grandes.

O Dragão da Maracangalha quase consegue o acesso em 2016, quando parou nas semifinais. O clube de 51 anos, vice-campeã paraense de 1973, está longe da elite desde 2012.

Animado pela campanha de 2016, o clube tenta o seu segundo título da competição, já que foi campeão dela em 2008. Longe do seu melhor momento, quando chegou a ser considerado a quarta força do futebol paraense, o Rubro-Negro tenta reconquistar o seu espaço na elite do Parazão.

Tapajós

É o terceiro clube de Santarém, oeste do estado. O Boto da Amazônia teve ascensão meteórica, desde a ​sua fundação em 2012. Em 2014, disputou pela primeira vez a Segundinha e conquistou logo o acesso a elite, onde permaneceu até o ano passado, quando fez a segunda pior campanha e foi rebaixado.

A base é praticamente a mesma que caiu no ano passado. O técnico é Lecheva, ídolo do Paysandu e que conquistou o acesso à Série B com o Papão.

Tiradentes

O clube tem sede em Belém, mas por falta de torcedores, manda os seus jogos em Barcarena, no nordeste do estado. O Tigre tem 45 anos, busca o seu segundo título da competição – já que foi campeão em 2006 – e tenta chegar à elite pela primeira vez.

Em 2016 fez uma péssima campanha na Segundinha, não passou da primeira fase e ficou em penúltimo lugar.

Tuna Luso Brasileira

É o segundo clube mais vitorioso do Pará, com um título da Série B (1985) e um da Série C (1992). É também o clube mais tradicional e o que fez o maior investimento nesta Segundinha.

A centenária Águia Guerreira do Souza tenta voltar aos tempos de glória que já viveu um dia. A equipe que já foi campeã paraense 10 vezes, mas não disputa a elite desde 2015.

Em 2016, fez uma campanha pífia na segunda divisão e nem chegou a brigar pelo acesso. Agora, tenta repetir a campanha de 2014, quando se tornou vice-campeã.

Com o maior investimento e a maior tradição entre os clubes participantes, a Tuna é, sem dúvidas, a grande favorita para o acesso à elite. Camisa e tradição não ganham jogo, e o próprio clube sentiu isso em 2016; mas agora, com os pés no chão, o clube tenta fazer diferente.

Vênus

O Azulão é de Abaetetuba, no nordeste paraense. O clube tem dois títulos da segunda divisão (2005 e 2014) e neste ano, vai tentar o terceiro – para, assim, voltar à elite que não disputa desde 2015.

Em 2016, fez uma campanha razoável e terminou a segundinha em 5º lugar. Esse ano, o clube de 68 anos vai fazer a nona participação na Segundinha.

Vila Rica

Após algumas passagens e parcerias pelo interior, o clube voltou a sua cidade de origem, Belém. O Cachorro Doido tem três títulos da Segundinha, mas atualmente tem sido um mero coadjuvante no campeonato – há um bom tempo o clube não passa da primeira fase.

A promessa é que esse ano seja diferente. O elenco é pouco conhecido e diz que vai surpreender.

Confira os jogos da primeira rodada:

15 de outubro
09h30: Tuna Luso 3 x 0 Pedreira (A1)
09h30: Carajás 1 x 0 Tiradentes (A2)
16h: Gavião Kyikatejê 1 x 1 Paraense (A3)
16h: Parauapebas 3 x 0 Desportiva (A2)

17 de outubro
15h30: Vila Rica 0 x 3 Tapajós (A3)

21 de outubro:
16h00: Bragantino x Vênus (A1)

Folgam: Sport Belém (A1), Izabelense (A2) e Santa Rosa (A3)

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