Série D no UD: Brasiliense enfrenta Tocantinópolis com “craques alternativos”

Douglas, ex-Corinthians, é reserva no Brasiliense
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Finalmente vai começar a Série D! Dessa vez o regulamento prevê uma fase preliminar, com 8 times se enfrentando no estilo mata-mata. Os 4 vencedores se classificarão para a fase de grupos, que começará em 19 de setembro. 

Como sempre, o Última Divisão vai acompanhar de perto a Série D. E é claro que essas preliminares não serão ignoradas. Sabemos como é difícil acompanhar os destaques da última divisão nacional. Por isso preparamos um breve conteúdo para apresentar os times desta fase. 

Já falamos sobre:

Aquidauanense x Real Noroeste
Ji-Paraná x Nacional-AM
Baré x Ypiranga

Agora é hora de falar sobre Tocantinópolis x Brasiliense…

Tocantinópolis

Breve histórico: Mesmo sendo do interior, é o vencedor do primeiro Campeonato Tocantinense na fase profissional. Depois ainda ganhou o estadual duas vezes, em 2002 e 2015. Já disputou a Série D duas vezes.

Tocantinopolis

Em 2019: Foi vice-campeão estadual. Perdeu a decisão para o Palmas.

Em 2020: Passou da primeira fase em 3º lugar. Depois, ainda disputou o 1º jogo da semifinal e empatou com o Interporto por 0 a 0, em casa. Mas na sequência o campeonato foi interrompido, por causa da pandemia, e ainda não voltou a ser disputado.

Ponto forte: A principal vantagem do Tocantinópolis é entrar no jogo sem pressão. O time não é favorito, então poderá jogar mais leve que o adversário.

Ponto fraco: O ataque era pouco produtivo antes da pandemia. Sem ritmo de jogo nem entrosamento, é difícil acreditar que isso vai melhorar. Mas a diretoria contratou reforços para o setor, como o jovem meia Elisfran, o experiente atacante Lourigol e o já conhecido Marquinhos Bala.

Curiosidade extra: dois jogadores do Tocantinópolis tiveram atividades inusitadas durante a pandemia. O zagueiro Geovane virou agente de saúde e ajudou ativamento no combate contra o coronavírus. Já o lateral Marks Henrique precisou trabalhar na roça para sustentar a família.

Brasiliense

Breve histórico: Foi fundado em 2000 e rapidamente ganhou destaque nacional. Venceu a Série C em 2002, a Série B em 2004 e também foi vice-campeão da Copa do Brasil em 2002. No Distrito Federal, porém, ainda é o segundo maior campeão, perdendo para o Gama, mais antigo e tradicional. São 13 títulos contra 9 do Jacaré.

Em 2019: Foi vice-campeão no Distrito Federal. Caiu na primeira fase da Copa do Brasil e nas oitavas de final da Copa Verde. Na Série D, passou bem pela 1ª fase, mas caiu no mata-mata, diante do Vitória-ES.

Em 2020: Mais uma vez foi vice-campeão no Distrito Federal. Perdeu para o Gama, na decisão por pênaltis. Também caiu na 1ª fase da Copa do Brasil.

Ponto forte: Experiência. O elenco está cheio de “craques alternativos”, digamos assim. São jogadores que já rodaram por grandes times, como Fernando Henrique (ex-Fluminense), Fernandinho (ex-Palmeiras), Douglas (ex-Corinthians e Grêmio), Marcos Aurélio (ex-Santos), Radamés (ex-Fluminense), Zé Love (ex-Santos) e Neto Baiano (ex-Vitória). Nem todos estão em forma, para ajudar em campo, mas pelo menos todos podem ajudar com liderança e conselhos.

Ponto fraco: Preparo físico e falta de opções no elenco. O time caiu de produção durante os jogos, tanto na semifinal quanto na final do Candango. Isso tem a ver com a idade dos jogadores, mas também com a ausência de boas peças para manter um bom nível.

Curiosidade extra: o Brasiliense tem trocado de técnicos com muita frequência. E mais uma vez fez isso: depois do vice no Campeonato Candango, em 29 de agosto, Márcio Fernandes foi demitido. Edson Souza entrou no lugar e teve uma semana de preparação antes da Série D.

E na fase de grupos?

O vencedor deste jogo entrará no Grupo 6, que tem Atlético de Alagoinhas, Bahia de Feira, Caldense, Gama, Palmas, Tupynambás e Villa Nova-MG.

Minha aposta

É muito difícil ter uma surpresa nesse duelo. Apesar de ter problemas, o Brasiliense possui um investimento maior, um time melhor e está com mais ritmo de jogo.

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