Querida, publiquei um release! (ou “Como o Red Bull Brasil quer dominar o país”)

0 160

Releases jornalísticos são, em 99,9% dos casos, uma chatice. Isso porque grande parte deles se baseia em declarações quase sempre vazias sobre obviedades que todos nós, jornalistas ou não, já sabemos. É um tal de “fulano promete empenho”, de “ciclano comemora vitória” (ou “lamenta derrota”, se for o caso) e até de “beltrano pede apoio da torcida”. Tudo para tentar colocar em evidência um zé qualquer – e ainda há quem compre essas furadas. Felizmente, há sempre aquele 0,01% dos releases que informam algo ainda inédito, que trazem a declaração oficial de alguma personalidade sobre um fato ou aqueles que simplesmente trazem um olhar diferente e criativo sobre algum acontecimento.

O Última Divisão não gosta muito de releases. Aliás, odeia. Eles quase nunca acrescentam nada às nossas pautas e sequer nos ajudam a pensar em novas abordagens ou relembrar personagens esquecidos. Porém, nessa semana, um texto escrito pela assessoria de um clube de futebol cruzou o nosso caminho. Era o Red Bull Brasil, que, depois de alcançar um objetivo desejado desde a fundação do clube em 2007 (o acesso para a Série A-1 do Campeonato Paulista), resolveu se apresentar para todos que ainda não o conheciam.

O texto é brilhante. Além de bem escrito (lembrando que erros gramaticais e de concordância são comuns em releases), ele ainda passa uma mensagem e divulga o clube. “Ah, mas não traz nenhuma notícia bombástica”, rebaterá o amigo internauta depois de ler a nota a seguir. Ok, é verdade. Mas também é verdade que o release do qual falamos conta uma história – e isso é que faz valer a pena. Portanto, ao invés de explicarmos o motivo para estarmos publicando um release NA ÍNTEGRA E SEM EDIÇÃO (algo que você provavelmente não verá novamente por aqui), preferimos que você leia o que o Red Bull Brasil tem a dizer. Acredite: vale a pena.

SUBIMOS. E ISSO É APENAS O COMEÇO.

Nosso desejo e sonho para os próximos anos é um só: a Série A do Campeonato Brasileiro

Foi uma jornada mais longa e complexa do que imaginávamos, é verdade, mas depois de seis anos batalhando jogo a jogo pelos gramados de São Paulo, podemos soltar o grito do peito: o Red Bull Brasil está na Série A1 do Campeonato Paulista de Futebol. Somos, enfim, um time de primeira divisão.

Apesar das nossas origens austríacas, trilhamos esse caminho “mineiramente”, comendo pelas beiradas, sem grande alarde. Como consequência, muitas pessoas, de torcedores a jornalistas, ainda não fazem a menor ideia de quem diabos é esse tal de Red Bull Brasil que enfrentará Santos, São Paulo, Palmeiras e Corinthians no Paulistão 2015.

(Antes de continuar, abrimos um parêntese: nosso nome é “Red Bull Brasil”, não “RBB”, “RB Brasil” ou “RB Campinas”. Apesar de amarmos nossa casa campineira, trazemos com orgulho no distintivo o nome do nosso país. Fecha parêntese).

Quem somos, afinal? Bom, talvez seja mais fácil começar pelo que “não” somos.

Não somos: “patrocinadores”. Assim como as equipes Red Bull Racing e Scuderia Toro Rosso na Fórmula 1, o Red Bull Brasil é uma iniciativa 100% concebida (no finalzinho de 2007, estreando nos gramados em 2008), administrada e sustentada pela Red Bull, a marca líder do mercado de bebidas energéticas no Brasil e no mundo.

Não somos: “time de empresários”. OK, se aparecer uma proposta irrecusável de alguns milhões de Euros por um dos nossos jogadores, nós podemos, sim, vendê-lo – afinal, também temos contas para pagar. Mas lembrando que lucro no futebol é título.

Não somos: uma iniciativa isolada. O Red Bull Brasil é um de quatro clubes profissionais da Red Bull no mundo. Na Major League Soccer norte-americana, o Red Bull New York conta com os gols da lenda francesa Thierry Henry e já teve em seu elenco o craque brasileiro Juninho Pernambucano. O Red Bull Salzburg é multicampeão da Bundesliga austríaca (o que não deve ser assim tão difícil, presumimos, mas não contem para nossa matriz que pensamos isso) e o RB Leipzig já conquistou a quinta e a quarta divisões alemãs em seu caminho rumo à Bundesliga germânica.

Hora, então, de continuar a conversa pelo que “queremos ser” – e que os nossos dois títulos paulistas em seis anos de existência mostram que, pelo menos em parte, já somos.

Pensando sempre a longo prazo, construímos nos últimos anos um dos centros de treinamento mais bem equipados do futebol brasileiro, nosso CFA (Centro de Formação de Atletas) em Jarinu, a cerca de 60km de Campinas, contando com quatro campos oficiais e alojamento para mais de 150 atletas e funcionários, em uma área de 600 mil m². “Formação” não está só no nome: desde a fundação o Red Bull Brasil investe nas categorias de base. Atualmente, contamos com equipes Sub-14, Sub-15, Sub-17 e Sub-20, que, inclusive, chegou em 3ª lugar no Campeonato Paulista da categoria em 2012.

Nosso desejo e sonho para os próximos anos é um só: a Série A do Campeonato Brasileiro. É uma estrada longa e duríssima, e estamos mais empolgados do que nunca para começar a trilhá-la o mais rápido possível.

Exemplos de como chegar lá, dentro de casa, temos muitos. Podemos nos espelhar em um Carlos Burle, que começamos a apoiar em 2000 e vimos bater o recorde mundial de maior onda surfada na história em 2013. Em um Cacá Bueno, que primeiro vestiu um boné Red Bull em 2004 e, de lá para cá, deu à Red Bull Racing três títulos na Stock Car. Também em um Sandro Dias, que em 15 temporadas como atleta Red Bull tornou-se hexacampeão mundial de skate vertical. Em suma: nós sabemos que chegar ao topo de um esporte é um trabalho de longo prazo, que demanda dedicação total, trabalho duro e honesto e, acima de tudo, paixão quase doentia pelo que se faz. Esse é o nosso DNA.

E é essa paixão que o Red Bull Brasil espera trazer para os gramados da Série A1 paulista em 2015. Nos vemos lá!

(Antes disso, aliás, nos vemos na Copa Paulista, no 2o semestre. Quem sabe não conseguimos beliscar também uma vaguinha na Copa do Brasil?)

RED BULL BRASIL – FICHA TÉCNICA:

Data de fundação: 19 de novembro de 2007
Site: redbullbrasil.com.br
Sede: Campinas (atualmente, mandamos nossos jogos no Estádio Moisés Lucarelli, de propriedade da Ponte Preta).
Mascote: Toro da Silva Loko.

Títulos:
2009 – Campeão Paulista da Segunda Divisão (que na verdade é a quarta divisão do futebol profissional em São Paulo).
2010 – Campeão Paulista da Série A3 e Vice-campeão da Copa Paulista
2011, 2012 e 2013 – Troféu “Pão Que O Diabo Amassou” na Série A2 do Campeonato Paulista
2014 – Vice-campeão Paulista da Série A2

Originalmente publicado no site do Red Bull Brasil.

Você pode gostar também
Comentários
Carregando...