Quem manda e quem paga mico na última divisão?

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Sem dúvidas a Série D, última divisão do futebol brasileiro, é a competição mais democrática do país. Afinal, só nela existe a obrigação de cada estado ser representado ano a ano. Mesmo os clubes mais alternativos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste estão na disputa. E em 2014 não será diferente.

É verdade, porém, que nem todos os estados possuem a mesma quantidade de vagas. Isso depende do Ranking Nacional das Federações (RNF). Outra variável é a existência de times que desistem de jogar, como fez o Ariquemes, de Rondônia, nesta temporada, que foi substituído em cima da hora pelo Genus. Em cinco anos de Série D, Roraima já ficou sem times em duas edições.

Apesar dos problemas, a Série D ainda é uma forma razoável de avaliar como andam os times pequenos de cada estado. Afinal, não basta apenas olhar para as equipes principais, que estão nas divisões superiores e tem maior poderio financeiro, técnico e até político.

Pensando nisso, o Última Divisão elaborou um ranking bem simples. A classificação de cada edição da Série D foi usada para a distribuição dos pontos. Explico: como a competição tem 40 times, quem foi campeão somou 40 pontos. Quem foi vice levou 39. E assim por diante… Depois bastou juntar os pontos dos times de cada estado e ver quem domina o degrau mais baixo do futebol brasileiro.

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São Raimundo-PA foi o primeiro campeão da Série D, em 2009

Feito o ranking, fizemos algumas observações curiosas: no topo aparecem os estados que possuem times nas Séries A, B e C. É claro que faz diferença o número de vagas dado para clubes de Minas Gerais, São Paulo, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, etc. Afinal, mais vagas, mais pontos.

Mas o mais interessante desse ranking é observar as últimas colocações. Afinal, nos piores estados o número de vagas é igual, o que gera uma base de comparação melhor. Portanto, fica comprovada a péssima situação de alguns estados, como Roraima, Piauí, Espírito Santo e Rondônia. Os campeonatos estaduais nesses estados são muito fracos – no Piauí e na maioria dos torneios do Norte existe apenas uma divisão com poucos clubes. Também é difícil ver times desses estados surpreenderem na Copa do Brasil, o grande paraíso dos times alternativos

O destaque positivo fica por conta Pernambuco e Pará, que conseguem ficar entre os dez melhores, à frente de estados com mais organização e tradição no futebol, como Bahia e Ceará.

Veja o ranking completo e observe quais estados costumam ir bem ou pagar mico na Série D:

1. Minas Gerais – 310
2. Paraná – 266
3. São Paulo – 261
4. Rio de Janeiro – 260
5. Santa Catarina – 242
6. Rio Grande do Sul – 226
7. Pernambuco – 215
8. Mato Grosso – 209
9. Goiás – 184
10. Pará – 182
11. Paraíba – 178
12. Bahia – 172
13. Ceará – 166
14. Maranhão – 149
15. Amazonas – 140
16. Rio Grande do Norte – 114
17. Sergipe – 108
18. Alagoas – 105
19. Brasília – 100
20. Tocantins – 85
21. Acre – 79
22. Mato Grosso do Sul – 79
23. Amapá – 67
24. Rondônia – 65
25. Espírito Santo – 63
26. Piauí – 47
27. Roraima – 22

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