Que fim levou Hector Cúper?

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Hector Cúper virou persona non grata no Brasil em 2001. Então técnico da Inter de Milão, o treinador argentino não morria de amores pelo atacante Ronaldo, então em recuperação da mais grave cirurgia de seus joelhos. Pelo contrário, Cúper parecia preparar a vaga de Ronaldo para o jovem Adriano (aqui e aqui), recém-contratado junto ao Flamengo. Comprou briga com a torcida brasileira, e aos poucos foi sumindo do radar.

Ídolo do Ferrocarril Oeste como defensor na década de 80, Cúper começou sua carreira de treinador em 1993 pelo Huracán, clube pelo qual se aposentou como atleta no ano anterior. Vice-campeão do Torneio Clausura de 1994, foi para o Lanús em 1995, onde conquistou o terceiro lugar do Apertura do mesmo ano, do Clausura de 1996 e do Apertura de 1996, além da Copa Conmebol de 1996. Assim, foi contratado pelo Mallorca, então promovido da segunda divisão da Espanha.

Em pouco tempo nas Ilhas Baleares, o santafesino conquistou resultados bastante expressivos. Já na temporada 1997/1998, chegou ao quinto lugar do Campeonato Espanhol e perdeu a final da Copa do Rei para o Barcelona; na temporada seguinte, 1998/1999, foi terceiro lugar do Campeonato Espanhol (conquistando uma vaga na Liga dos Campeões 1999/2000), foi vice-campeão da Recopa Europeia e faturou a Supercopa da Espanha, justamente diante do Barcelona. Assim, foi para o Valencia para a disputa da temporada 1999/2000, e mais uma vez não decepcionou: levou o clube duas vezes à final da Liga dos Campeões, perdendo ambas (para o Real Madrid, em 2000, e para o Bayern de Munique, em 2001).

Em plena ascensão, Cúper foi para a Inter de Milão para a disputa da temporada 2001/2002. Ali, entrou em rota de colisão com o brasileiro Ronaldo, em recuperação física, e não alcançou bons resultados – foi vice-campeão italiano em 2002/2003 e eliminado nas semifinais da Liga dos Campeões da mesma temporada, tirando o Valencia nas quartas.

Ronaldo foi para o Real Madrid após a Copa do Mundo de 2002, e Cúper acabou demitido da Inter no início da temporada 2003/2004. Depois de um ano parado, por conta de questões contratuais com o time italiano, o argentino acertou sua volta ao Mallorca, então ameaçado pelo rebaixamento no Campeonato Espanhol 2004/2005. Conseguiu salvar o time, mas diante dos maus resultados da temporada seguinte, deixou o time em fevereiro de 2006.

A partir daí, iniciou uma série de trabalhos sem sucessos pela Europa. Passou pelo Real Bétis no início da temporada 2007/2008, e pelo Parma no fim da temporada 2007/2008 – foi demitido em ambos os times, e ainda “ajudou” o Parma a ser rebaixado para a Série B da Itália. Em 2008, assumiu o comando da seleção da Geórgia, mas deixou o cargo no fim de 2009 sem uma vitória sequer.

Em novembro de 2009, o argentino acertou com o Aris, da Grécia, até o fim da temporada 2010/2011. Perdeu a final da Copa da Grécia de 2010, mas realizou boa campanha com o time na Liga Europa 2010/2011. Deixou o cargo em janeiro de 2011, e acertou com o Racing Santander em junho. Lanterna do Campeonato Espanhol 2011/2012, deixou o clube em novembro, e assinou com o modesto Orduspor, da Turquia. Demitido em abril de 2013, passou pelo Al-Wasl, dos Emirados Árabes, conquistando a modesta 12ª posição (de 14 clubes) na temporada 2013/2014 da liga local. Desde o início de 2015, comanda a seleção do Egito.

Informações: RSSSF e Wikipedia

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