Por Copa, lateral troca maior time da Costa Rica por terceira divisão do país

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Reportagem veiculada originalmente na Rádio CBN-SP.

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Robinson em foto com o goleiro Navas, tirada durante a visita do jogador do Juventude a seleção da Costa Rica, em Santos

O costarriquenho Robinson não pensou duas vezes ao deixar a braçadeira de capitão do Deportivo Saprissa, principal clube de seu país, para jogar no Juventude de Caxias do Sul, atualmente na terceira divisão do Brasil. Afinal, era a oportunidade de jogar no país da Copa do Mundo, e a visibilidade poderia lhe render uma chance na seleção.

“Queria vir para cá porque a comissão técnica gosta de jogadores que jogam fora do país”, conta.

Porém, a demora na documentação e uma lesão o deixaram longe dos gramados e, consequentemente, do sonho de jogar um Mundial. Robinson, então, passou a acompanhar a saga de seus companheiros à distância, pela internet. Até o dia em que foi convidado a visitar o grupo na concentração, em Santos.

O jogador do Juventude conta que os próprios colegas da seleção não imaginavam onde aquele time poderia chegar. Ele acredita que a campanha ainda pode ser mais histórica. Seria a Holanda a próxima vítima?

“Ninguém esperava que a Costa Rica passasse no grupo da morte, mas no futebol de hoje, ninguém sabe o que pode acontecer. Agora, não posso falar que não, isso pode acontecer. A Holanda é candidata ao título da Copa do Mundo, mas podemos ter uma surpresa.”

Segundo o jogador, o grupo está focado em vencer e ir o mais longe possível neste Mundial. Mesmo que a mudança de clube não o tenha levado à seleção, Robinson se diz feliz pela escolha de jogar no Brasil e tem objetivos bem claros para o futuro:

“Quero que o Juventude de Caxias do Sul passe para a Série B. Jogar no Brasil é diferente da Costa Rica, há mais gente olhando.”

Quem sabe, assim, Robinson possa realizar o sonho de defender o seu país no Mundial de 2018, na Rússia.

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