Pequenos Times, Grandes Vexames: Fluminense x Paulista, 2005

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Esta série relembra os maiores vexames dos times considerados grandes na Copa do Brasil. Para conferir todos os capítulos já publicados, clique AQUI. Para maior comodidade, o link será aberto em uma nova janela.
Colaborou: Allan Brito
Márcio Mossoró, o craque do Paulista de 2005
Márcio Mossoró, o craque do Paulista de 2005

Campeão da Copa do Brasil em 2007, o Fluminense não tem tantos vexames na competição como alguns rivais, mas passou por momentos bastante vergonhosos. Em 1994, antes mesmo da fase mais turbulenta da equipe nos anos 90, o clube foi eliminado pelo capixaba Linhares – time que inclusive já foi extinto. Em 2002, o Fluminense se apequenou diante do surpreendente Brasiliense, quando foi eliminado com uma derrota em casa. Mas nada deve se comparar ao que os tricolores sentiram em 2005, quando a equipe perdeu a final para o Paulista de Jundiaí e também ficou sem argumento para tirar sarro dos rivais flamenguistas, que passaram pelo Maracanazo andreense um ano antes.

Por que foi vexame?

O Paulista é um time que nunca disputou a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. Até então, as conquistas mais importantes do time de Jundiaí tinham sido a segunda divisão do Campeonato Paulista (duas vezes, em 1968 e 2001) e a Série C do Brasileiro (2001).

Para piorar, o jogo decisivo ainda aconteceu no Rio de Janeiro, no estádio São Januário, onde 25 mil pessoas viram um pequeno paulista levantar o trofeu da Copa do Brasil.

Qual é a história?

Léo parecia ser craque e enganou todo mundo
Léo parecia ser craque e enganou todo mundo

O Paulista aprontou a principal surpresa no jogo de ida, em Jundiaí, quando venceu o Fluminense por 2 a 0. Lá os gols foram marcados por Márcio Mossoró e Léo Aro, que depois se transferiram juntos para o Internacional-RS. Hoje, Mossoró atua no Al Ahli (Arábia Saudita) e Léo jogou a temporada 2013 no Bragantino-SP.

No Rio de Janeiro, bastou o empate por 0 a 0 para decretar o título do Paulista, que foi também o segundo vice consecutivo do técnico Abel Braga na Copa do Brasil. Apesar de ser bastante requisitado atualmente, poucos se lembram que Abelão tinha fama de perdedor naquela época.

Quem jogou?

É válido observar que o Fluminense não tinha um grande time naquela final. Jogadores como o goleiro Kléber, o lateral Schneider ou o volante Preto Casagrande são bastante esquecíveis para os tricolores. Veja a escalação do segundo jogo contra o Paulista: Kléber; Schneider (Alan), Antônio Carlos, Fabiano Eller e Juan; Marcão, Preto Casagrande, Diego (Léo Guerra) e Juninho (Toró); Leandro e Tuta.

Victor e Réver nem foram titulares na final
Victor e Réver nem foram titulares na final

Não que o time do Paulista fosse melhor. Pouca gente irá lembrar de grande parte dos jogadores que estavam naquela partida histórica: Rafael; Lucas, Anderson, Dema e Julinho; Fábio Gomes, Juliano (Réver), Amaral e Cristhian (Fábio Vidal); Márcio Mossoró e André Leonel (Abraão). Mas foram esses jogadores que bateram seis equipes da primeira divisão durante a Copa do Brasil: Juventude, Botafogo, Internacional, Figueirense, Cruzeiro e Fluminense.

De volta para o presente

O Fluminense já entrou com recurso para derrubar este texto, mas confiamos em nossos advogados.

Em campo, na luta contra novas zebras, o time terá que enfrentar o Horizonte-CE primeiro e, se avançar, terá pela frente o Tupi-MG, que já eliminou o Juazeiro-BA. Cuidado, Flu! Nesses jogos é provável que não haja nenhuma escalação irregular para mudar os resultados.

Veja os gols da vitória do Paulista sobre o Fluminense no jogo de ida:

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