Pequenos Notáveis 2015: Madureira, forte dentro e fora de campo

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Este texto faz parte da série Pequenos Notáveis, que conta a história de equipes que surpreenderam favoritos na temporada 2015. Para ler mais textos da série, CLIQUE AQUI.

Logo nas primeiras entrevistas após perderem o Fla-Flu da penúltima rodada do Campeonato Carioca, jogadores e dirigentes do Fluminense oscilavam entre o tom de denúncia e ironia para comentar o confronto decisivo marcado para a quarta-feira seguinte. O clube das Laranjeiras, opositor declarado dos dirigentes da federação estadual, insinuava que poderia ser prejudicado pela arbitragem no jogo contra o Madureira, equipe presidida por Elias Duba, aliado da FERJ (a ponto de soltar notas no site da entidade defendendo o Estadual).

Em campo, porém, não se viu nada disso. Precisando de um empate para avançar às semifinais do torneio, o Tricolor Suburbano tomou a iniciativa e assustou em várias oportunidades o Tricolor mais famoso. No primeiro tempo teve bola na trave e grandes defesas de Diego Cavalieri. No segundo, o Flu abriu o placar, mas, a 15 minutos do fim, um chute colocado de Rodrigo Lindoso igualou o marcador e deixou o “Madura” próximo da classificação, sem qualquer interferência do juiz. O sonho acabou aos 44 minutos da etapa complementar, quando o zagueiro Moisés desviou um cruzamento contra o próprio gol. Não houve tempo para reagir.

A vaga na fase seguinte não veio por detalhes, no entanto, ficou claro que o Madureira tinha condições de surpreender qualquer adversário. A coragem (e talvez certa imprudência) em clássicos já havia chamado a atenção na penúltima rodada, quando o clube dominou o Botafogo no primeiro tempo e foi para o intervalo vencendo por 1 a 0, mas se expôs demais na sequência e acabou derrotado por 4 a 1 (“placar enganoso” segundo todas as análises).

Como prêmio de consolação, a brilhante campanha rendeu o título simbólico da Taça Rio, entregue pela Federação ao melhor colocado da primeira fase, excetuando-se os grandes. O troféu motiva o clube, que completou 100 anos de história em 2014, a buscar o acesso para a Série B do Brasileiro no segundo semestre.

Já são cinco temporadas consecutivas disputando a Série C e outras cinco participações em Copa do Brasil em dez anos (contando a vaga provavelmente conquistada para a edição do ano que vem). Mesmo que alguns contestem supostos privilégios nos bastidores, a influência política não é tudo e o Tricolor Suburbano está orgulhando seus torcedores e simpatizantes pelo que faz dentro do campo.

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