Pequenos Notáveis 2015: Central-PE, o campeão do Eduardo Campos

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Este texto faz parte da série Pequenos Notáveis, que conta a história de equipes que surpreenderam favoritos na temporada 2015. Para ler mais textos da série, CLIQUE AQUI.

O Campeonato Pernambucano de 2015 teve uma bizarrice: os jogos começaram em 2014. Pode acreditar: em 7 de dezembro do ano passado, começou a disputa do primeiro turno, chamado de Trofeu Governador Eduardo Campos, em homenagem ao político que morreu durante campanha presidencial. Esse torneio não teve a presença dos times grandes do estado, mas foi nele que começou a bonita e notável campanha do Central de Caruaru no estadual.

Com 7 vitórias, 4 empates e só 3 derrotas, o Central honrou sua história e mostrou por que é um dos times mais fortes do interior pernambucano. Sempre foi. Na década de 80, ele costumava fazer frente até aos clubes da capital e também se tornou um dos campeões da Série B de 1986 (título dividido com com Treze, Inter de Limeira e Criciúma). Agora era a hora de ir longe de novo.

central

Com o título, o Central se classificou para o hexagonal decisivo e não se apequenou diante dos grandes de Recife. Conseguiu vencer o Sport, que não jogou com todos titulares. E ajudou a eliminar o Náutico, com dois empates. Após uma vitória contra o Salgueiro, time de Série C, o Central foi para a semifinal do Pernambucano. Pronto, a surpreendente campanha estava decretada.

Não há nenhuma explicação mágica ou maluca para o Central-PE ser a maior zebra do Pernambucano. O time se organizou, contratou bem e soube crescer durante o estadual. Jogou quase sempre em um 3-5-2, que organizou a defesa e criou boas opções ofensivas pelas pontas. E também não há nenhum craque. Apenas um destaque “pop” individual: o ala esquerdo Madona, que fez gol decisivo contra o Sport, foi destacado no Fantástico e rendeu boas piadas.

"Like a Virgin"
“Like a Virgin”

O problema é que tudo isso despencou em apenas um jogo, na primeira semifinal contra o Santa Cruz, em Recife. O Central perdeu por 4 a 0 em um jogo totalmente atípico, com duas expulsões e erros individuais. O próprio Madona vacilou feio no quarto gol. E o pior erro foi da diretoria, que demitiu o técnico Laelson Lima logo depois. Ele tinha sua parcela de culpa, pois mexeu no 3-5-2 que vinha dando certo, logo em uma partida decisiva. Mas tirá-lo da reta final dessa forma é muita crueldade. Ele não foi o único culpado, claro, tanto que o jogo de volta foi outra derrota, por 2 a 0, mesmo no Lacerdão.

O Central ainda tem metas para buscar no Pernambucano: disputará o terceiro lugar contra o Sport, em busca de vagas na Copa do Brasil e na Copa do Nordeste de 2015. Além disso, o Central ainda vai disputar a Série D do Campeonato Brasileiro neste ano. São muitas chances para continuar sendo notável no futebol brasileiro.

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