Pequenos Notáveis 2015: Aparecidense, independência e título inédito

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Este texto faz parte da série Pequenos Notáveis, que conta a história de equipes que surpreenderam favoritos na temporada 2015. Para ler mais textos da série, CLIQUE AQUI.

Lembrada principalmente pela “defesa” do massagista Esquerdinha nas oitavas de final do Brasileiro Série D em 2012 e pela parceria com o Goiás, a Aparecidense pretende escrever uma nova história em 2015, desta vez tendo a bola como protagonista.

Comumente chamada pelos rivais de “filial do Goiás” ou “Goiás B”, a equipe de Aparecida de Goiânia – cidade conurbada à capital do estado de Goiás – vem mostrando nas partidas deste Goianão que não é nem um pouco dependente do vizinho grande.  Tanto que o lateral-direito Clayton Sales é o único que tem os direitos vinculados ao Esmeraldino e nem deve ficar para a disputa da Série D.

Contra o Atlético Goianiense, a Aparecidense venceu uma e empatou outra partida da primeira fase (Reprodução/Facebook)
Contra o Atlético Goianiense, a Aparecidense empatou uma e perdeu outra partida da primeira fase (Reprodução/Facebook)

Não é de hoje, porém, que a Aparecidense vem galgando boas posições no Goianão. Em 2012, terminou como 7ª colocada; em 2013, melhorou e ficou no 4º lugar geral; e em 2014, terminou na 6ª posição. Nesta temporada, foi além e alcançou a tão sonhada decisão após superar times pequenos do interior, além de Vila Nova (em grave crise administrativa) e Atlético Goianiense (em má fase).

O diretor de futebol da equipe, João Rodrigues, o Cocá, não parece surpreso com o que foi conquistado. “Nossa briga era para chegar entre os quatro primeiros e conquistar a vaga na Série D. Conseguimos mais do que isso e já sabíamos que estávamos preparados para brigar com Atlético e Goiás. Confiamos muito no nosso plantel”, disse.

A final é inédita, mas não ocasional. Nas 14 partidas da primeira fase, a Aparecidense conquistou 27 dos 42 pontos disputados (64% de aproveitamento), quatro a menos que o Goiás (com sete vitórias, seis empates e uma derrota), além de ter a melhor defesa da competição. Classificado para a semifinal, o Camaleão passou por cima do Trindade duas vezes e no próximo domingo (03) terá a difícil missão de desbancar na final o poderoso parceiro, Goiás, precisando vencer por três gols de diferença para conquistar o título, já que perdeu por 2-0 na ida.

Camaleão é o animal símbolo da Aparecidense
Mascote do clube, o Camaleão, faz a festa da galera no estádio Anníbal Batista de Toledo (Reprodução/Facebook)

Para que a boa campanha dentro de campo se concretizasse, R$ 1,8 milhões foram investidos em um elenco com técnico e jogadores experientes. Márcio Goiano, ex-jogador e treinador de Goiás, Sport e FIgueirense foi contratado; o goleiro é Pedro Henrique, ex-Goiás; no meio, Robert, vem jogando bem; no ataque, Tozin, ex-Luverdense, é a referência.

“Passamos confiança para os atletas. Desde o princípio era um grupo que tinha muitas condições de fazer um grande campeonato”, resumiu Márcio Goiano, que já levantou o troféu várias vezes como jogador, mas nunca como treinador. Será que agora vai?

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