Os 40 hinos de futebol mais legais do interior de São Paulo (segundo o UD)

(Imagem: Pixabay)
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AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAACABOU A BRINCADEIRA!

Você gosta de hinos de futebol?

Se sim, saiba que não está só. Se não, o que está fazendo aqui?

Em busca de audiência fácil e polêmicas gratuitas, o Última Divisão está divulgando seu ranking dos melhores hinos de clubes de futebol do interior de São Paulo.

Na verdade, a gente não é chegado nisso de “audiência fácil” e “polêmica gratuita”. Mas hino de futebol é um negócio tão legal que a gente pensou: por que não?

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O critério é simples, justamente para não permitir brechas: se não é capital ou litoral, é interior. Assim, clubes como Portuguesa, Juventus, Jabaquara e Portuguesa Santista, entre outros, ficam fora da lista. Times da Grande São Paulo, por outro lado, são “elegíveis”.

A partir daí, critérios bem leigos são levados em conta, com letra, métrica, música e conjunto da obra. Não há aqui notas para cada um, apenas um ranking – que, obviamente, não tem exatamente uma classificação científica.

Seu time ficou fora da lista? Ficou atrás do maior rival? Ficou em uma posição que você achou injusta? Acontece, listas têm dessas coisas – não dá para agradar a todo mundo. De qualquer forma, esperamos que você curta as escolhas e aprecie cada hino. Todos são dignos de estar aqui – e inclusive alguns que ficaram fora também são.

Enfim, segue a nossa lista:

40. Taquaritinga

O hino do CAT é acelerado, quase um frevo, bate em cheio na zona de conforto do torcedor – por isso mesmo, certamente não é nenhuma unanimidade. De tão rápido, às vezes é até difícil de entender. Ainda assim, tem mérito por fixar na cabeça.

39. Taboão da Serra

O CATS aposta em um samba como seu hino – o que não é inédito, vide os hinos de Grêmio Osasco e AD Guarulhos, por exemplo. O do Taboão leva vantagem nessa disputa por ter uma combinação mais agradável entre letra e música.

38. EC Osasco

Uma boa letra, sem rococós, mas que acaba em segundo plano diante da melodia. Resultado: deixa o conjunto da obra meio difícil de entender. O hino do Esporte Clube Osasco – há algum tempo afastado dos gramados profissionais – não é ruim, mas poderia ser melhor.

37. Mirassol

Embora fundado em 1925, o Mirassol só foi ganhar um hino em 2007, e às pressas. Frente a um concurso da cidade para escolher a canção, o radialista local Edward Villa escreveu uma letra e chamou Antonio Carlos Franquini para musicá-la. O resultado final é OK.

36. Sertãozinho

O naipe de metais é bom e o refrão, embora repetitivo, soma pontos à boa letra. As gravações mais conhecidas, porém, perdem brilho com um grito de torcida ao fundo.

35. XV de Jaú

Segundo consta, o XV de Jaú escolheu seu hino – com letra de José Carlos Ferri e música de Paulo Roberto Ferri – em um concurso na cidade. É bonito e pomposo, seria impecável para diversos times, mas reconheçamos: pouco diz a quem não tem vínculo com o clube. Um pouco genérico.

34. Fernandópolis

A letra do hino do FFC não é das piores, embora o refrão careça de mais empenho. Mas empolga e motiva – e isso basta, né?

33. Pirassununguense

Um instrumental rebuscado e uma letra bastante poética deixam o hino do CAP muito solene, mas talvez solene até demais. Ainda assim, ganha pontos por retratar com detalhes boa parte da história do clube.

32. Tanabi

A letra do hino do Tanabi é muito bonita e o instrumental que abre a canção – praticamente uma marcha militar – dá peso ao conjunto. A melodia fica menos empolgante no decorrer da obra, mas o todo ainda merece ser considerado.

31. Itapirense

Boas métricas e ritmo compassado, mas perde pontos por dois quesitos: além de uma narrativa meio genérica, o verso inicial (“só quem sabe do seu glorioso”) deixa a sensação de que a letra começa já na metade. Por outro lado, o verso “Vermelhinha é a minha paixão” merece destaque positivo pela autorreferência.

30. Radium

Uma letra curta, mas do tipo que você não vê mais por aí – o verso “é o nosso Radium, cheio de moral” está aí para provar. O hino é breve e carece de alguma individualidade, mas cumpre seu papel.

29. Santo André

Se você decorar a letra toda do hino do Santo André (de José da Conceição Souza) antes de cantá-lo, certamente vai curtí-lo. A gravação mais conhecida é antiga e talvez a rima do refrão seja meio fraca, mas há belos trechos. Destaque: “Tuas cores nos encantam/Em cada lance a torcida se levanta/Num movimento de bandeiras/Em coro te saúda, vibra e canta”.

28. União Barbarense

De José Dagnomi e Hermosa H. B. Murbach, a canção do time de Santa Bárbara d’Oeste é suave e harmonioso. A melodia é simples, os vocais são moderados, sem gritos, sem voz empostada. O tom sobe na hora certa – ali no refrão, perceba. No fim, é agradável aos ouvidos.

27. Ituano

O instrumental é muito festivo, a letra tem algumas aleatoriedades… Mas o conjunto deu certo. No fim das contas, o hino do Ituano é animado, charmoso e tem seu valor.

26. Olímpia

Da obra de Renato Silva (guarde este nome), o hino do Olímpia Futebol Clube é simples e complexo, animado e solene. É tanta coisa que fica difícil defini-lo. Ainda assim, dá para ouvir e gostar sem enjoar.

25. Velo Clube

De responsabilidade de Silvio Baroni, Evanil Boanerges Braga e Celeste Calil, o hino do Velo é classudo. A voz empostada, o assobio no interlúdio… É claro que ficou datado, mas ouvi-lo é como estar na rua e ver passando um Karmann Ghia: impossível não virar o pescoço.

24. Ferroviária de Araraquara

A canção – nome oficial: Exaltação à Ferroviária de Araraquara – é de 1983 e também foi composta por Renato Silva. O instrumental não é dos mais solenes, mas a letra é muito bonita, em especial o refrão. Aliás, uma curiosidade: a Ferroviária também um hino exclusivo para seu time feminino.

23. Itararé

O instrumental tem uma pegada de música natalina, mas a letra compensa e surpreende pela simplicidade. Mesmo com versos de métrica mais complicada, como “lado a lado com o branco que traz a paz”, o hino não perde o equilíbrio.

22. Bragantino

O hino só surgiu no fim da década de 1980, quando o clube chegou à primeira divisão do futebol paulista. Encomendada por Marquinhos Chedid, a canção tem letra de Renato Silva e música de Sapo, integrante de uma banda da cidade de Valinhos. Há diferentes gravações.

21. América de São José do Rio Preto

Com letra de Walter Benfatti e música de Roberto Farath, o hino do América está longe de ser impecável, mas traz consigo trechos que a combinação de versos, métrica e instrumental deixam muito bonitos. Como “dentro das linhas vibrando, são onze corações” e “no branco, a paz serena; no rubro, seu ardor; no vale dos esportes, vai dobrar o seu valor”.

20. Araçatuba

Com letra de Maria Teresa Assis Lemos Marques de Oliveira e música do maestro João Carlos Martins, é um hino agradável e simpático. Mas a mistura de pompa e festa às vezes escorrega e deixa a canção muito presa a uma espécie de zeitgeist.

19. Matonense

Embora a Matonense seja um clube “recente”, de 1976, o hino não vacila. A letra é protocolar e formal, mas por isso mesmo percebe-se uma preocupação para que não ficasse datada – e que, por isso, envelhece bem. O instrumental é festivo, mas nada desrespeitoso. Você poderia ouvir esse hino em 1996 ou em 2016, sem estranhar.

18. Botafogo de Ribeirão Preto

A gravação tem cara de ser mais recente, mas o hino do Botafogo surgiu em 1974. Na época, o presidente do clube, Ricardo Christiano Ribeiro, lançou um concurso para escolher a canção. Incluiu sua música entre as candidatas e… Venceu! A parte mais legal do hino certamente é o animado começo.

17. Bandeirante de Birigui

“Estrela auspiciosa”, “indômito valor”, “Bandeirante campeador”… A letra de Augusto Gonzaga é poesia pura, beirando o parnasianismo. O coro feminino ao longo de praticamente toda a canção é empolgante. E detalhe: o hino oficial não é nem o mais legal do clube de Birigui, que também tem uma marchinha legal demais.

16. Linense

Segundo o site oficial do Linense, o hino do clube foi composto por Dirceu Costa e gravado por Roy Nelson – não o lutador de MMA. Andou meio banalizado, mas é uma marcha simpática e tem uma letra que a gente aprende em pouco tempo. Carismático.

15. São Caetano

O grito de gol no refrão já empurrou muito torcedor – inclusive de outros times – nos primeiros anos do século XXI. De responsabilidade do engenheiro civil, compositor e letrista Carlos Roberto de Jesus Polastro, o hino pegou: o São Caetano pode não viver seus melhores momentos, mas muita gente ainda sabe cantar isso aqui.

14. Rio Preto

Se você encontrar a versão correta, vai se arrepiar. Tem aquela gravação clássica, que enche os olhos de água. Tem aquela que começa com um solo de guitarra, mas que não tira a pompa toda. Enfim, tem que ter muita má-vontade para estragar o hino do Rio Preto em uma regravação.

13. Prudentina

O time se afastou dos gramados há mais de 50 anos, mas isso não é problema. Trata-se de um hino que parou no tempo – no melhor sentido da expressão. Uma gravação charmosa, uma letra poética… Só nos dá mais ainda a certeza de que a Prudentina faz falta nos gramados.

12. Paulista de Jundiaí

Você certamente já ouviu uma versão mais “informal” do hino do Paulista, mas a versão completa merece ser descoberta e popularizada – justamente porque, para quem conhece a releitura, parece misturar o clássico e o contemporâneo.

11. Jaboticabal

Não dá para não gostar do hino do Jaboticabal – que, inclusive pelo hino, faz falta nas competições oficiais da FPF. Não se trata apenas do simpático “laiá laiá” de seu início, mas também tem méritos na letra bem resolvida e na melodia empolgada. O resultado é ótimo.

10. Barretos

A letra mais conhecida é diferente da disponível no site da Federação Paulista de Futebol, por exemplo. Mas não tem problema: o hino do Barretos é agradável e animado, e traz no refrão bonitos versos: “Salve o Barretos, time do peito/Com o Barretos todos têm respeito/Pois pra ganhar, não escolhe lado/Salve o Barretos, glória do Estado”.

9. Guarani

É improvável que você escute a introdução do hino do Guarani e não o reconheça. Em seu nascimento, nos anos 1970, houve a preocupação de vincular a canção ao clube sem vinculá-la à cidade de Campinas. Curiosidade: em 1977, ela foi escolhida o mais belo hino de futebol em concurso realizado no estado do Mato Grosso.

8. São Bento

Mais um hino surgido no fim da década de 1970. Composto por Ulderico Amêndola, cantor que também se notabilizou por radionovelas, o tema é interpretado por sua filha Roseli Amêndola – sendo, assim, um dos poucos hinos de futebol do estado cantados por uma voz feminina. Tem uma narrativa bem legal, que parece contar diversas histórias na mesma canção.

7. Ponte Preta

A história do hino da Ponte é bem legal. Em 1971, o clube promoveu um concurso para definir sua canção-símbolo. No entanto, a escolha vencedora, “Avante, Ponte Preta”, acabou vetada após denúncias de plágio. A resposta foi adotar “Raça de Campeã”, popular canção composta pelo onipresente Renato Silva para uma torcida do clube. Nada mais justo: institucionalizou-se um hino cheio de paixão, com cara de clássico, que veio dos torcedores.

6. União São João

Publicitários sabem que a repetição é uma arma poderosa para fixar uma ideia no público – o chocolate Batom e o guaraná Dolly estão aí para provar. Quem ouve o hino do União São João pela primeira vez já fica na hora com o refrão na cabeça. Aliado a isso, a canção é agradável e tem seus méritos.

5. Novorizontino

Mas o que um publicitário acharia de um jingle que não cita o produto que está sendo veiculado? O hino do antigo Grêmio Esportivo Novorizontino (1973-1999) subverte a lógica: sem mencionar o nome do clube, a letra consegue criar uma narrativa elogiosa e heroica, cheia de motivação para quem a escuta.

4. São José

O hino, letra e música de Otávio Assis Fonseca Filho, é de 1978 e se popularizou junto à torcida nos anos seguintes, marcando a conquista da segunda divisão do Campeonato Paulista de 1980. Pudera: trata-se de uma música suingada, bastante animada, digna do espírito da época. Impossível ouvir e não se empolgar.

3. Comercial de Ribeirão Preto

Segundo pesquisas, a versão instrumental do hino foi composta por Belmácio Pousa Godinho pelo menos em 1920 (mas possivelmente antes disso), enquanto a letra oferecida pelo professor Daniel Amaral de Abreu é do final dos anos 1950. A letra é bem bonita e faz justiça à história do Leão do Norte, mas vale aqui o destaque para os arranjos do hino.

2. Francana

A composição de Emílio Marques é de um romantismo inimaginável para o século XXI. Poucos versos são capazes de emocionar tanto quanto “Vencedores ou vencidos/Seremos sempre leais/De todos mui queridos/E não temeremos nossos rivais”. O longo instrumental da introdução (mais um) também é um atestado: trata-se de um clássico. Merece o reconhecimento.

1. XV de Piracicaba

Esqueça aquele estereótipo de “cárxará de forfe, cúspere de grilo”, adaptado por alunos da ESALQ para o XV. O hino oficial, composto na década de 1960 por Anuar Kraide e Jorge Chaddad, é uma marcha poderosa, que lembra grandes momentos da história do clube e de sua relação com a torcida e com a cidade. Um hino desses tocados na saída para o gramado é capaz de fazer um time ser campeão de qualquer coisa.