Os 20 anos de Vanderburgo e a Manicure: o grotesco encontro do futebol com o pornô

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Em 16 de maio de 1996, o Palmeiras foi ao Estádio Décio Vitta em Americana e venceu o Rio Branco por 2 a 1, em jogo pela segunda fase do Campeonato Paulista. O time do técnico Vanderlei Luxemburgo acabaria campeão do torneio, famoso por superar a marca de 100 gols. No entanto, um outro fato marca esta campanha, bem menos glamouroso. Virou até filme.

Sim, virou filme, mas provavelmente você não viu. Antes daquele jogo em Americana, Vanderlei Luxemburgo foi acusado pela manicure Cláudia Laudineide Machado Cavalcante de assédio sexual. O caso inspirou ‘Vanderburgo e a Manicure’, filme da produtora Brasileirinhas que a revista Placar classificou como ‘grotesco’.

Na ocasião, o Palmeiras estava hospedado no Hotel Vila Rica, em Campinas. Em seu quarto, Luxemburgo solicitou os serviços de Cláudia. Segundo a manicure, o treinador a esperava no quarto enrolado apenas em uma toalha; Luxa rebate e alega que estava vestido com o agasalho do Palmeiras.

A Justiça aceitou a acusação de Cláudia, de atentado violento ao pudor. No entanto, o técnico acabou inocentado em novembro de 1997. No ano seguinte, em outubro, a sentença que o absolveu foi confirmada em segunda instância.

“Ganhei todos os processos contra ela. No hotel em que eu estava hospedado, ela foi fazer minhas unhas. No dia seguinte, às 11h da manhã, ela foi à delegacia. Se eu tento sacanear, fazer alguma coisa, você vai direto na delegacia e não espera o dia seguinte, né? Ela pegou um advogado e tentou tirar de mim R$ 700 mil”, declarou o treinador, em entrevista à revista Playboy publicada em junho de 2005.

Reprodução de cena do filme (Crédito: Eroticity)
Reprodução de cena do filme (Crédito: Eroticity)

A encrenca com Cláudia, no entanto, não foi a única de Luxemburgo com a Justiça por conta do caso. Ainda em 1996, a Brasileirinhas lançou ‘Vanderburgo e a Manicure’, fazendo uma paródia sobre a acusação. A obra irritou o treinador, que também processou a produtora.

No entanto, são poucas as informações disponíveis hoje sobre o filme. “Putz, velho. Fodeu. O antigo dono (da Brasileirinhas, Luis Alvarenga) nem fala mais com isso, nem fala mais de pornô”, explica Clayton Nunes, atual CEO da produtora, por telefone. “Eu comprei (a marca) em 2006. Isso é de dez anos antes de eu entrar”, completa Nunes.

Até mesmo o processo sofrido pela Brasileirinhas é assunto pouco conhecido. “Eu ouvi falar dessa história, mas não perguntei para o (antigo) dono. Mas o que eu soube a respeito foi pela mídia”, comentou.

As informações sobre o filme são raras, mas existem. O filme foi dirigido por Victor Corrêa e estrelado por Adriana, Andreia, Natiele, Marina, Marcel e Gustavo – a apresentação de atores sem sobrenome é recorrente no mercado de filmes adultos, e ainda mais utilizada no Brasil antes do boom do filão em 2004.

Reprodução de cena do filme (Crédito: Eroticity)
Reprodução de cena do filme (Crédito: Eroticity)
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