O que vimos de melhor: a seleção da Série D 2016

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Montar a seleção da Série D do Campeonato Brasileiro é fácil, certo? Basta pegar o artilheiro do torneio, um jogador de cada time promovido e ir completando a lista.

Bom, pode ser que seja assim por aí. Entretanto, aqui no Última Divisão, a gente leva o torneio muito a sério.

Leia também: Quatro histórias dos quatro campeões da Série D

Por isso, mais uma vez, apresentamos aqui nossa seleção da quarta divisão nacional. E pode acreditar: ela foi escalada de forma bastante criteriosa.

É claro que o artilheiro do torneio tem vaga cativa no time, e é claro que os times promovidos estão bem representados. Mas não é só assim que se monta uma seleção.

Para chegar a esta equipe ideal, nós cruzamos estatísticas, conversamos com jornalistas de diversas partes do Brasil, buscamos características dos atletas, vimos jogos, pesquisamos, lemos notícias e até conversamos com nossos leitores nas redes sociais. A internet, também nestas horas, é fundamental para uma avaliação democrática.

O resultado final? Um time marcado pelo caráter ofensivo e pela versatilidade dos atletas. Em campo, jogadores de CSA, Moto Club, São Bento e Volta Redonda, é claro, mas também outros destaques do torneio.

Confira a seleção UD da Série D 2016:

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Crédito: Divulgação

G. Rodrigo Viana (São Bento-SP)

O goleiro do São Bento é, possivelmente, uma unanimidade na Série D. Pudera: após as quartas de final, com o acesso já definido na competição, Rodrigo Viana tinha sofrido apenas dois gols em 12 jogos – para efeito de comparação, Mota, outro destaque na competição, sofreu seis gols em 12 jogos pelo Volta Redonda. Seguro embaixo das traves, ainda se destaca na saída do gol e na reposição de bolas.

LD. Denilson (CSA-AL)

A expulsão diante do São Bento nas semifinais pode ter colocado o lateral em xeque, mas suas características o colocam como um dos melhores da posição na Série D. Sobe bem, é bom no apoio ao setor ofensivo e ajuda a municiar o ataque do time comandado por Oliveira Canindé.

ZG. Daniel Felipe (Volta Redonda-RJ)

Ao longo da Série D, a dupla de zaga do Volta Redonda variou bastante. Teve Luan (que deixou o clube), Maílson (outro que foi embora), Márcio Paraíba (que se machucou) e, por fim, Gilberto. Em comum, todos atuaram no setor ao lado do imbatível Daniel Felipe. Com a carreira bastante ligada ao Madureira, clube que o revelou, o defensor mostrou segurança no setor, mesmo diante da mudança de parceiros. No fim, ajudou a equipe a terminar o torneio com oito gols sofridos em 16 partidas.

ZG. Fred (Moto Club-MA)

O zagueiro não foi apenas titular da defesa do Moto, que sofreu 12 gols em 14 partidas. Foi também capitão durante boa parte da campanha da equipe rubro-negra. De volta ao clube pelo qual atuou em 2014, Fred ainda foi responsável por marcar três gols na Série D. Bom no ataque, bom na defesa – nada mal, não?

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Crédito: Divulgação

LE. Eltinho (J. Malucelli-PR)

O J. Malucelli deixou a Série D ainda na terceira fase (oitavas de final), mas apresentou um dos jogadores mais polivalentes do certame: Eltinho. Além de atuar como lateral esquerdo, o jogador – autor de seis gols em dez jogos – pode atuar também como volante e meia pela esquerda. Mais uma boa opção para defender e para atacar.

V. Felipe Dias (Moto Club-MA)

Sabe aqueles volantes refinados, com boa saída de bola? Pois Felipe Dias não é nada disso – e isso não é um problema. Revelado pelo Flamengo (atuou ao lado de nomes como Adryan e Negueba na geração que conquistou a Copa São Paulo de 2011), deixou o clube em setembro de 2013; no Moto, seus combates seguros no meio de campo o transformaram em ídolo da torcida, que o apelidou de “Pitbull”.

V. Marcos Júnior (Volta Redonda-RJ)

No time do técnico Felipe Surian, nomes como Marcelo e João Cleriston mostraram poder atuar como segundo homem do meio de campo, na saída de bola. No entanto, o destaque da ‘volância’ vai para Marcos Júnior – não apenas por ser de origem na posição, mas também pelos dois gols marcados na vitória por 4 a 0 sobre o CSA que garantiu o título ao Voltaço. Contratado no decorrer do ano, formou uma dupla eficiente com João Cleriston.

(Crédito: Globo Esporte.com)
(Crédito: Globo Esporte.com)

MC. Cleyton (CSA-AL)

Com boa chegada ao ataque, o meia teve números dignos de centroavante na Série D de 2016 – foram oito gols marcados. O talento de Cleyton chamou a atenção de outros clubes, que nem esperaram o fim da competição para buscá-lo – já após o primeiro jogo das semifinais, o artilheiro do Azulão do Mutange na quarta divisão nacional se transferiu para o Paysandu.

MC. Careca (Atlético-AC)

Outro meia com pinta de atacante, Careca fez sete gols na Série D e se destacou como opção ofensiva – e olha que a concorrência com outros meias fazedores de gols, como Rafael Granja (Fluminense-BA) e Wellington Simeão (Ituano) era grande. Suas atuações em conjunto com Eduardo (atacante, sete gols) ajudaram o Atlético-AC a chegar às quartas de final e passar perto do acesso à terceira divisão.

AT. Gênesis (Altos-PI)

Diante das boas opções que apareceram na Série D 2016, o Última Divisão recorreu a seus seguidores nas redes sociais para apontar um atacante na “seleção” do torneio. No fim, Gênesis levou a melhor também fora de campo – dentro dele, marcou seis gols em dez partidas e se transferiu para o Boa. Na pesquisa, superou a concorrência de Gustavo, do Inter de Lages (seis gols em dez jogos); Rob Goes, do Náutico-RR (seis gols em oito jogos); e Eduardo, do Atlético-AC (sete gols em doze jogos).

(Crédito: Stephanie Pacheco/GE.com)
(Crédito: Stephanie Pacheco/GE.com)

AT. Manoel (Altos-PI)

Nenhuma lista de destaques da Série D de 2016 irá deixar de fora Manoel. Pudera: o atacante do Altos foi o artilheiro da competição, com 10 gols – e com apenas 10 jogos, contra 16 partidas dos finalistas Volta Redonda e CSA. O atacante, de 27 anos, foi revelado pelo Goiás e passou por clubes como Anapolina, Grêmio Anápolis, Sporting Braga (POR) e Académica (POR) antes de brilhar no Piauí.

TEC. Felipe Surian (Volta Redonda)

Poucos técnicos no Brasil podem se gabar de ter uma temporada tão vitoriosa quanto teve o jovem Felipe Surian (34 anos) no Voltaço. No Campeonato Carioca, fez a quinta melhor campanha (atrás apenas dos quatro grandes do estado) e conquistou a Taça Rio. Na Série D, levou o clube a conquistar sua primeira glória nacional, de maneira invicta: em 16 jogos, foram dez vitórias e seis empates. Deve ganhar espaço no mercado.

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