O globetrotter Walter Ventura, dos -10ºC do Kosovo para a tropical Costa Rica

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Nos últimos anos, o passaporte de Walter Ventura ganhou carimbos como nunca. Revelado pelo Petrolina (PE), o zagueiro reforça em 2021 o Puntarenas FC, tradicional equipe da Costa Rica, depois de ter defendido o Limón FC (Costa Rica) em 2018, o Nueva Concepción (Guatemala) e o Al-Merreikh (Sudão) em 2019 e o KF Trepça 89 (Kosovo) em 2020.

Aos 31 anos, Walter retorna à América Central para sua terceira experiência no continente. E diz que, como brasileiro, sempre é bem-recebido no exterior.

“Na verdade, o brasileiro continua sendo bem visto onde quer que vá ou esteja”, contou, em entrevista ao Última Divisão. “Aqui, a recepção para brasileiro é grande, eles gostam muito.”

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Mas o retorno à Costa Rica – após uma passagem pelo Vitória das Tabocas (PE) em 2020 – só foi possível graças a um nome: Horacio Esquivel, que comandou o Limón entre 2015 e 2018 e que foi anunciado no fim de junho para comandar o Puntarenas na segunda divisão da Costa Rica.

“Naquele ano, recebi uma proposta de um empresário que trabalhava na América Central, e no momento já pensava em jogar fora do Brasil. Acertei com ele e fui para o Limón – apesar de que tive uma passagem rápida no clube devido a problemas no contrato”, lembra Walter.

“(O pessoal do Puntarenas) não me conhecia. Porém, o treinador do Limón, depois que sai de lá, eu sempre mantive contato com ele. Surgiram umas oportunidades depois, porém eu estava jogando em outro país e não fui com ele. Desta vez, estava no Brasil aguardando algumas coisas, recebi o convite novamente e vim através do treinador”, completou.

O retorno à Costa Rica, de certa forma, é um alívio para Walter. Em outros países, a adaptação não foi tão simples. Especialmente no Kosovo.

“O mais doloroso foi quando estava -10 graus em Kosovo, nevando muito. E não tinha o que fazer, teria que treinar, pois no dia seguinte teria jogo”, conta o zagueiro, rindo.

“Na Europa, eles são bem frios no sentido de recepção e diálogos após enfrentamentos, pois já são da cultura deles lá. Então terminava o treino, ia cada um para o seu lado, para o seu apartamento, e por aí em diante”, conta.

Comendo basicamente massa, Walter se adaptou, mas logo voltou ao Brasil. De Pernambuco, já foi para a Costa Rica. O contrato com o Puntarena tem seis meses de duração para a disputa do Apertura da Segunda División, renováveis por mais seis meses. E com a experiência anterior, a tendência é de uma adaptação mais tranquila.

“Aqui é muito parecido com o Brasil – o povo, o clima, tudo! Aqui é um país tropical também”, comemorou o zagueiro, que, no Brasil, defendeu ainda clubes como AD Guarulhos, Palmeiras de Goianinha, Flamengo de Arcoverde, Comercial (MS) e Operário de Dourados, entre outros.

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