O dinheiro da China quer colocar o Granada no mapa da Europa

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A temporada 2016/2017 pode marcar o surgimento de mais um emergente no futebol europeu. Não será o primeiro, nem será o último, mas o Granada tem planos para ganhar terreno na Espanha. O objetivo? Conquistar um lugarzinho na Europa.

O caminho para tal também não é novo, mas já se mostrou eficaz com outros clubes: o dinheiro que vem da Ásia. No caso, do bolso do empresário chinês Jiang Lizhang.

Aí, vale uma explicação detalhada do caso, que é meio confuso.

Em abril, a Wuhan Double Co, empresa de gerenciamento esportivo que pertence a Jiang Lizhang, tornou-se proprietária da Nice International Sports Limited (NISL), empresa europeia do mesmo segmento. Ao adquirir a NISL, a Wuhan Double Co passou a controlar as filiais espanhola e britânica da Media Base Sports, que também gerencia atletas.

A Wuhan Double Co é um braço da Desports, conglomerado esportivo controlado por Jiang Lizhang. Também em abril, a Desports comprou de Giampaolo Pozzo – então acionista majoritário do Granada – o controle do clube andaluz. Aí, com Lizhang à frente do clube, a administração do futebol passou às mãos da Media Sports Base.

(Crédito: Francesc Adelantado/Marca)
(Crédito: Francesc Adelantado/Marca)

Na Espanha, o homem-forte da Media Sports Base é Pere Guardiola (foto), irmão do técnico Pepe Guardiola. O dirigente passou a ter carta branca na equipe, e chegou logo mostrando serviço: em maio, negociou a contratação do técnico Jorge Sampaoli, campeão da Copa América de 2015 com a seleção do Chile.

Na última hora, o treinador argentino acertou com o Sevilla. O Granada então acertou com Paco Jémez, ex-Rayo Vallecano. Sampaoli acabou pagando uma multa ao Granada pela mudança de rumos da negociação.

Frustração? Por enquanto, não. Com Pere Guardiola responsável pela montagem do elenco, Jiang Lizhang espera um trabalho a médio prazo. “Meu sonho seria levar o Granada em três anos à Europa. Quero ajudar a equipe a ter um futuro melhor”, disse o dirigente, em entrevista ao jornal esportivo espanhol Marca.

No caminho até lá, Lizhang quer “ter muitos jogadores granadinos na equipe”, mas também espera “potencializar a relação entre China e Espanha”. “No futuro, haverá um jogador chinês no Granada”, promete.

A curto prazo, as metas são menos ambiciosas. “O objetivo desde ano é evitar o rebaixamento sem sofrimento”, disse – o Granada foi 17º em 2012, 15º em 2013 e em 2014, 17º em 2015 e 16º em 2016. Parece pouco, mas permite ao Granada – que estava na quarta divisão na temporada 2005/2006 – sonhar alto a partir de 2017.

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