O Campeonato Brasileiro de seleções está de volta. Mas o que isso significa?

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Na noite da última segunda-feira (7), a Federação Paulista de Futebol anunciou uma notícia que pegou bastante gente de surpresa: a volta do Campeonato Brasileiro de seleções estaduais. Bastante tradicional entre as décadas de 20 e 60, a competição será disputada entre os dias 12 e 18 de dezembro, com equipes de São Paulo, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais.

Mas o que isso significa?

Em princípio, pouca coisa além de uma atração de fim de ano. Com apenas quatro datas e equipes sub-20 em ação, o torneio funcionará basicamente como uma disputa amistosa, colocando em atividade jogadores das categorias de base dos clubes. Mesmo assim, não deixa de ser uma alternativa charmosa às incontáveis peladas de fim de ano organizadas pelos jogadores.

Na edição 2015 do torneio, as quatro equipes irão disputar um quadrangular em São Bernardo do Campo, com jogos nos dias 12, 14 e 16. As duas melhores fazem a final no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, no dia 18. A FPF ainda não anunciou horários dos jogos.

Surgido na primeira metade do século XX, o Campeonato Brasileiro de seleções foi disputado 30 vezes, sendo que a última delas rolou em 1987. O então Distrito Federal (o Rio de Janeiro, antes da fundação de Brasília) foi campeão 14 vezes, contra 13 de São Paulo. Bahia, Minas Gerais e Rio de Janeiro (já na geografia como conhecemos) faturaram a competição uma vez cada.

A competição, ao lado do Torneio Rio-São Paulo, teve fundamental importância na criação de competições nacionais de clubes – e justamente por conta destes, acabou perdendo brilho. Com poucas pausas nas décadas de 30 e 40, passou a ser disputado de forma mais intermitente nas décadas de 50 e 60. Antes de 1987, a taça havia sido disputada pela última vez em 1962.

Desde então, as disputas entre seleções estaduais se tornaram raras – casos dos jogos entre SP e RJ em 1996, ou de SP e PE em 2007. Nas ocasiões, porém, as equipes atuaram com jogadores profissionais de seus principais clubes, emprestando prestígio às partidas.

Em 2015, a competição promete ser bem mais discreta. A seleção de SP, por exemplo, já anunciou sua convocação, e o técnico Max Sandro (sim, aquele mesmo) contará com jogadores de Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Ituano, Ponte Preta, Mogi Mirim, Guarani, São Caetano, Santo André, Ferroviária, Red Bull Brasil, Grêmio Osasco Audax, São Bernardo, Flamengo de Guarulhos e Água Santa.

Certamente, não terá a importância que teve há várias décadas. Mas certamente é um programa interessante para um fim de ano sem futebol.

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