O acesso na Segunda Divisão de SP, contado por quem o conquistou em campo

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Em 2015, o Primavera estará novamente na Série A3 do Campeonato Paulista, competição que disputou pela última vez em 2007. Para chegar lá, o time de Indaiatuba conquistou o acesso na Segunda Divisão do Paulistão em 2014, ao lado de Nacional, Atibaia e Barretos.

A situação é bem diferente da que o time viveu há alguns anos – em 2009, por exemplo, a equipe foi eliminada ainda na primeira fase da Segundona, com poucas perspectivas a curto prazo. Cinco anos depois, o acesso está mais do que assegurado.

Foto: EC Primavera/Divulgação
Foto: EC Primavera/Divulgação

Mas como é para um jogador viver o acesso dentro de campo? O que um atleta tem para contar depois de alcançar o sucesso?

O Última Divisão convidou o zagueiro Vinícius (foto), do Primavera, para contar. No time desde 2013, o jogador (revelado pelas categorias de base do Cruzeiro) topou o convite e contou o que viveu – as experiências em outros clubes, a frustração por não subir no último ano, a convivência com outros jogadores no clube, a preocupação com o futuro após o acesso.

Para isso, fizemos uma pergunta a Vinícius. E ele respondeu. O resultado, você lê abaixo.

O que aprendi como jogador de um time promovido na Segunda Divisão de SP

Por Vinícius Costa

“Não importa quanto árdua será a batalha, jamais deixe de ir em busca daquilo que te faz feliz…”

Desde meus seis anos de idade, tinha comigo a ânsia por alcançar as mais altas conquistas que o esporte pudesse me proporcionar. Tive em casa o exemplo mais bonito de determinação e perseverança que um pai poderia passar. Ele me ensinou os primeiros chutes, e mostrou que a posição de zagueiro era de suma importância para a equipe. Foi com esses conselhos e a rotina de treinos que consegui me encontrar também nessa posição de defensor.

As oportunidades de trabalho em grandes equipes iniciaram quando estava com 16 anos. Minha passagem pelo Cruzeiro durou cerca de um ano e meio – lá desempenhei um trabalho intenso com grandes profissionais, que me ajudaram a crescer como esportista, ensinaram como desenvolver um bom trabalho em equipe, além de me mostrar como deveria focar na minha carreira.

No Juventude, permaneci por um intenso ano, pois lá que aprendi inúmeras facetas que esse esporte tanto necessita.

Após isso, tive o retorno no futebol mineiro, passando pela primeira e segunda divisões do estadual. Melhorei muitos pontos com a ajuda dos técnicos que foram sempre dedicados as suas equipes.

Logo após ao término desse contrato, voltei para casa sem perspectiva de nenhum clube a princípio, mas foi com a ajuda e incentivo do meu pai, ex-jogador do Esporte Clube Primavera, que surgiu a oportunidade de fazer uma avaliação na equipe. Certo tempo depois fui aprovado, e pude fazer parte do grupo; mesmo assim, deveria superar as expectativas para poder conquistar meu espaço entre os jogadores titulares. O Esporte Clube Primavera disputaria a segunda divisão do Campeonato Paulista no ano de 2013.

No ano de 2013, tivemos um começo conturbado na competição: não conseguíamos manter uma boa sequência nos jogos, e corríamos o risco de ficarmos fora já na primeira fase do campeonato. O grupo, com todo o esforço necessário, conseguiu mudar essa situação, unindo-se dentro e fora de campo, tornando-se verdadeiramente uma equipe. De qualquer forma, não seguimos além da terceira fase, o que nos frustrou muito.

Sem perder o foco, 2014 iniciou-se de forma diferente, e desde o primeiro dia de trabalho era falado sobre o acesso e o quanto deveríamos lutar para alcançá-lo. A luta foi diária. Tivemos várias reuniões com o intuito de unificar mais o grupo. Os treinos, apesar de parecidos, eram desempenhados com mais determinação, além das cobranças frequentes do nosso treinador e das que fazíamos entre nós mesmos, o que nos fez amadurecer no decorrer da competição.

Tentávamos deixar o ambiente o mais positivo possível. Tínhamos o hábito de nas vésperas dos jogos fazer reuniões religiosas com o objetivo de agregar valores a todos, exemplificando o que é garra, força, fé e união. Isso nos fortaleceu muito para ultrapassar os momentos difíceis na competição. Graças a isso, e a nossa perseverança, conseguimos o tão batalhado acesso a Série A3.

Assim que finalizamos essa competição, alguns jogadores já ficaram temerosos, pois sabiam que ficariam sem clube por algum tempo. Discutimos sobre o Bom Senso FC, e esperamos que seja concretizado dando mais oportunidades de calendário de jogos tanto para os times menores como os nacionalmente conhecidos.

Sobre Vinícius Costa
Vinícius Roberto Conceição da Costa é natural de Indaiatuba (SP). Nascido em 9 de junho de 1992, é zagueiro. Nas categorias de base, atuou por Cruzeiro (2009 a 2010), CRAC (2010 a 2011) e Juventude (2011 a 2012). Como profissional, jogou por Esportiva de Guaxupé-MG (2012), Social-MG (2012) e Primavera (2013 a 2014).

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