“Não existe a possibilidade do Red Bull ser vendido”

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São 28 pontos em 15 partidas na Série A2 do Paulista. O Red Bull é uma das equipes favoritas para o acesso ao Paulistão de 2015. No último sábado (dia 22), a equipe de Campinas conseguiu um resultado surpreendente. O Toro Loko venceu um dos favoritos da competição, o São Bento de Sorocaba por 3 a 1. “Possuímos dois acessos com títulos em nossa história e sabemos o quanto será importante essa conquista”, explica Thiago Scuro, diretor de futebol do Red Bull. Última Divisão conversou com exclusividade com o executivo que analisou a temporada do Toro Loko e falou sobre os planos da agremiação para o futuro.

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Thiago Scuro é diretor de futebol do Red Bull desde outubro de 2013

Última Divisão: O Red Bull é um dos primeiros colocados da Série A2 do Paulista. Qual é a expectativa do time no campeonato deste ano?

Thiago Scuro: O principal objetivo do clube na Série A2 é a conquista do acesso para a Série A1 de 2015. No entanto, estamos empenhados em contagiar todo o staff, atletas e funcionários com o desejo de ser campeão. Possuímos dois acessos com títulos em nossa história e sabemos o quanto será importante essa conquista. O título é a grande oportunidade para todos nós escrevermos nossos nomes na história do clube.

UD: Quais dificuldades o Red Bull tem encontrado disputando esta competição?

TS: São adversidades normais de uma competição com relação á qualidade dos adversários, sequencia de jogos, calor, enfim, são situações normais de qualquer modalidade esportiva, e temos condições e profissionais qualificados para lidar com todas elas.

UD: Se o Red Bull conquistar o acesso para a primeira divisão em qual estádio a agremiação pensa em mandar seus jogos?

TS: Podemos dizer que com certeza será em Campinas. Esse ano estamos no Moisés Lucarelli, que é da Ponte Preta, mas também já mandamos nossos jogos no Brinco de Ouro, estádio do Guarani. É uma questão de negociação e de momento.

UD: Muitos dos jogos da Série A2 são realizados no domingo de manhã. O que vocês pensam em disputar jogos profissionais nesse horário?

TS: Para nossa cultura é um horário inusitado. No entanto, diversos países do mundo realizam jogos em horários similares. É mais uma oportunidade do que um problema, pois com essa adequação de horário a TV tem a possibilidade de transmitir alguns jogos, o que torna a competição mais atrativa. Isso gera uma motivação especial a todos os envolvidos, inclusive nos atletas. Para minimizar esse aspecto realizamos diversos treinamentos ás 10 horas da manhã como forma de condicionar nossos jogadores ao sono e alimentação em horário diferente.

UD: A trajetória do Red Bull é muito parecida com o do Audax que acabou sendo vendido no ano passado. Existe alguma possibilidade disso acontecer com o Red Bull?

TS: Não existe essa possibilidade. São projetos diferentes. A Red Bull investe no futebol desde 2005, quando comprou o Salzburg, da Áustria, e fundou o seu primeiro clube. Na sequência, foram fundados o New York Red Bulls, em 2006, o Red Bull Brasil em 2007, e o alemão RB Leipzig em 2009. Isso mostra que a Red Bull quer investir no futebol.

UD: Diferentemente de muitos times tradicionais que disputam a A-2 o Red Bull não tem uma torcida muito numerosa. Até onde isso pode prejudicar a equipe?

TS: O Red Bull Brasil é um clube novo ainda. Então, acaba sendo normal nossa torcida não ser numerosa. Conquistamos a Segunda Divisão Paulista, depois a Série A3 e agora estamos disputando a A2, tudo no seu devido tempo. Teremos uma torcida numerosa com a união de três fatores: ídolos ou grande contratações (jogadores), um time vencedor e a exposição da marca, que já é muito querida no meio esportivo. O acesso à Série A1 será um grande passo nesse sentido.

UD: O que vocês acham que a Federação Paulista poderia fazer para que a Série A-2 fosse disputada em mais alto nível?

TS: A Série A2 Paulista já está em um alto nível. Temos equipes como o Guarani, finalista da Série A1 em 2012, o Santo André, finalista da Série A1 em 2010, o próprio São Caetano, que brigou com os maiores clubes do Brasil há alguns anos, entre tantas outras equipes que tem história no Estado e no interior de São Paulo.

UD: Qual é a sua opinião sobre a Copa Paulista? Essa competição ajuda os times a montarem seus times para o ano seguinte?

TS: No atual cenário do futebol Brasileiro e Paulista, a Copa Paulista tem contribuído muito para a continuidade das atividades dos clubes. Muito mais do que preparar a equipe para o ano seguinte, é hoje a única oportunidade de manter o clube em operação, manter-se próximo da sua torcida e dar continuidade ao processo esportivo. Mas acredito que clubes e federação devem buscar formas de valorizar cada vez mais a competição, trazendo a ela maior atratividade ao público, clubes e patrocinadores.

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