Mercadão Série B: reforços de Cruzeiro, Guarani e Ponte não empolgam

Igor Sales/ Cruzeiro
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Esse texto faz parte do “projeto Série B de Primeira”, que pretende gerar uma cobertura intensa da Série B de 2021 no Última Divisão. Atingimos a 1ª meta do financiamento coletivo e portanto haverá uma coluna semanal aqui no site. Veja como está o andamento das outras metas e apoie o projeto.

Nesta coluna, aos poucos vamos falar das contratações de todos times da Série B. Primeiro abordamos as equipes que caíram. Depois falamos dos clubes que subiram. Agora é a vez de falar de Cruzeiro, Guarani e Ponte Preta, equipes do Sudeste que já disputaram a Série A muitas vezes, mas recentemente perceberam como é difícil sair da Série B.

Para finalmente voltar à Série A, os 3 clubes já fizeram muitas contratações, mas não conseguiram empolgar. Existem alguns méritos, como o fato de apostar em jogadores com experiência na Série B. Mas a qualidade técnica ainda está abaixo do ideal.

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Confira.

Cruzeiro

Depois de errar muito na formação do elenco de 2020, o Cruzeiro adotou uma linha diferente e tem seguido com firmeza: contratar jogadores com experiência na Série B, sem fazer loucuras para ter jogadores famosos.

Quando você adota essa tática, corre risco de não contratar muita qualidade. E o time mineiro de fato precisa elevar o nível técnico do time. Mas pelo menos dessa vez tem mais coerência e planejamento no mercado da bola.

Alan Ruschel: o ídolo da Chapecoense é o reforço mais famoso do Cruzeiro até agora. Tem uma linda história e foi bem na Série B de 2020. Pode jogar como lateral ou no meio-campo. Mas não é protagonista. Talvez nem seja titular absoluto. Mesmo assim a liderança e a experiência devem ajudar.

Bruno José: atacante revelado pelo Inter, é outro que foi bem na Série B do ano passado. É rápido e tem habilidade, mas toma muitas decisões erradas. Precisa de continuidade pra se firmar.

Eduardo Brock: zagueiro de 29 anos que não vive boa fase. Mas tem experiência e alguma qualidade. Pode ser um bom reserva.

Felipe Augusto: o atacante é outro jogador que conhece bem a Série B. Teve passagens razoáveis por Operário-PR e América-MG recentemente. Felipe Tigrão o conhece bem. Deve ter chances.

Marcinho: é um meia articulador que jogou MUITA bola em 2020, pelo Sampaio Corrêa, na Série B. Chegou tímido no Cruzeiro e pode render mais.

Matheus Barbosa: volante que teve bons momentos pelo Cuiabá na temporada passada, mas ainda não é um jogador consistente e regular.

Matheus Neris: ainda é jovem, tem 22 anos, mas parecia que seria um jogador melhor quando estava na base do Palmeiras. No profissional, até agora, mostrou ser um volante que sabe fazer o básico na marcação, e nada mais do que isso.

Rômulo: já jogou no Cruzeiro e não foi tão bem. Mas evoluiu na Itália. Tem tudo pra ser importante pela experiência e pela versatilidade, podendo jogar como lateral ou volante. A idade avançada causa um pouco de desconfiança.

Guarani

Até agora a temporada de 2021 é pouco animadora para o Guarani. Com um técnico pouco experiente, o time não fez grandes contratações e acumulou 4 jogos fracos.

A tendência é que o elenco mude muito até Série B, porque muitas contratações foram apostas de risco. E portanto poucas darão certo de verdade.

Airton: zagueiro de 30 anos, que era bastante criticado no Avaí. Chegou a ser agredido por um torcedor no ano passado. Não devia chegar pra ser titular, mas por enquanto tem jogado.

Andrigo: é um jogador que gerou muita expectativa no início da carreira. Dizem até que recusou o Barcelona na base. No profissional acumulou rebaixamentos e por isso carrega uma fama de decepção. Mas tem qualidades e pode ser útil, se for bem utilizado e tiver sequência.

Éder Sciola: é aquele Éder, ex-São Paulo, lateral que já rodou por dezenas de clubes. Está com 35 anos e chega com status de titular, mas não devia.

Índio: era Bruno Reis na Ponte Preta, mas agora mudou pro rival e reassumiu o apelido. É aquele típico volante que até marca bem, mas só faz o básico com a bola no pé.

Júlio César: é atacante, tem 26 anos e é limitado. Não dá pra esperar que ele vá fazer gols, mas pode ajudar na criação de jogadas pelas pontas.

Mateus Davó: esse é um atacante que foi revelado no clube e já conseguiu se destacar, mas a passagem pelo Corinthians foi de altos e baixos. Agora volta com moral e tem uma ótima chance pra se destacar.

Rafael Martins: é um goleiro de pouca rodagem, mas surpreendeu muito bem no Brasil-RS, na temporada passada. Tem condições de ser titular, mas Gabriel Mesquita tem jogado por enquanto.

Régis: é o típico meia que tem qualidade técnica, mas peca por falta de dinâmica de jogo. Às vezes “some” nas partidas. Vai dar mais qualidade pro Guarani, mas não dá pra apostar muitas fichas nele pra criação. O Cruzeiro fez isso e levou a pior em 2020.

Rodrigo Andrade: é um volante jovem e começou bem no Paysandu. Mas teve uma passagem conturbada pelo Vitória e quase não jogou na temporada passada, passando pelo CSA. Se tiver com a cabeça no lugar e em boa forma física, pode ser útil, um bom reserva.

Thales: zagueiro de 27 anos, com boa formação no Internacional, mas algumas limitações. Foi treinado pelo Alan Aal no Paraná, onde fez um bom começo de Série B.

Tony: meio-campista experiente e versátil, ele conhece a Série B e deve ser útil na temporada.

Ponte Preta

Dessa vez a Ponte resolveu rejuvenescer o elenco e contratou muitas apostas. Se der certo, é excelente, afinal tem um custo menor e pode até render lucro.

Mas na Série B a experiência é fundamental. Para isso o time trouxe jogadores como Paulo Sérgio, Ednei e Renan Mota, mas desconfio que não seja suficiente.

Bruno Michel: é um meia-atacante bem jovem, de 21 anos, que tem poucas referências por enquanto. Jogou na Série B de 2020, mas caiu com o Figueirense.

Ednei: zagueiro que teve boas atuações pelo Cuiabá em 2020, pelo Cuiabá. Mas antes disso, em outros times, não empolgou tanto. Vai brigar por espaço.

Marcos Júnior: volante de apenas 21 anos, que foi formado no São Paulo, mas não estreou no time profissional do Morumbi. Foi emprestado para tentar ganhar experiência e receber mais chances.

Paulo Sérgio: o atacante ex-Flamengo é a principal contratação do time, pois fez uma ótima temporada em 2020. Conseguiu se destacar inclusive na Série B, pelo CSA. Precisa ser o homem gol da Ponte.

Renan Mota: contratação interessante, de boa observação. Renan é um meia formando no Santos, que teve bons momentos no interior paulista e no Figueirense. Pode ajudar muito a Ponte na criação.

Thalles: contratação bem discreta, com cara de aposta. É meia, pertence ao Goiás, tem 23 e fez poucos jogos pelo Brasil-RJ na temporada passada.

Vini Locatelli: é outra boa opção para a criação de jogadas. Foi formado na Chapecoense e participou do título na Série B. Não foi protagonista, mas pode ser uma peça útil pro elenco da Ponte.

 

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