Mazzaropi e o futebol

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Entre as décadas de 50 e 80, os filmes do ator, diretor e produtor Amácio Mazzaropi eram sucesso de bilheteria em todo Brasil. Ao todo, o Jeca protagonizou 32 longas-metragens. Em 2012, é comemorado o centenário do humorista. Um de seus trabalhos mais representativos é O Corintiano, lançado comercialmente em 1967. Nesse filme, o comediante trata de um tema querido pelos brasileiros: o futebol.

Na trama, o humorista é Manuel, um barbeiro fanático pelo time de Parque São Jorge. A paixão pelo clube é tanta que ele não cobra os serviços prestados aos corintianos que vão a sua barbearia. Na época do filme, o alvinegro vivia a fila de títulos que duraria 23 anos. A grande sacada de Mazzaropi foi fazer o longa-metragem justamente no momento em que a torcida do time mais cresceu. As cenas mais divertidas são as brigas em que o comediante se mete com um vizinho palmeirense (Nicolau Guzzardi).

O filme é a oportunidade de conhecer o estádio do Pacaembu com a concha acústica. A participação especial do juiz Olten Ayres de Abreu também merece ser notada. Uma das cenas mais engraçadas é quando o personagem de Mazza briga com o aparelho de rádio. Um comentarista fica falando mal do Corinthians. Quem está comentando é o polêmico Geraldo Bretas (1911-1981), nome marcante do jornalismo esportivo paulista. Elisa, torcedora símbolo do clube durante décadas, também faz uma participação especial.

Em 1977, Mazzaropi faria outro filme que teria o futebol como pano de fundo:  Jecão…Um Fofoqueiro no Céu. Na trama, ele é o caipira Jecão que acerta todos o resultado da loteria esportiva.

Nesse filme, o esporte bretão acaba aparecendo somente como uma figura ilustrativa. Muito diferente de O Corintiano. Nesse último, todas as confusões em que o barbeiro Manuel  se envolve são por causa do fanatismo dele pelo futebol.

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