Marcos Assunção e o retorno (que não aconteceu) ao Rio Branco

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Marcos Assunção rodou o mundo.

Revelado na primeira metade da década de 1990 pelas categorias de base do Rio Branco, de Americana (SP), o meio-campista chegou ao Santos em 1995. De lá, passou por clubes como Flamengo, Roma (Itália), Real Bétis (Espanha), Grêmio Prudente, Palmeiras, Figueirense, Portuguesa e Criciúma, além de ter defendido a seleção brasileira. Em 2016, aposentou-se no Sampaio Corrêa.

Desde então, tem estudado para trabalhar nos bastidores do futebol. Mas sem poder sanar uma pequena questão que ficou para trás: o retorno ao Rio Branco.

No final de 2015, o boato do retorno ganhou força. A imprensa chegou a noticiar o interesse do clube americanense no veterano volante. E o próprio jogador já havia dito que poderia voltar à equipe, mesmo que fosse para disputar a Série A2 do Campeonato Paulista.

Mas… Será que o retorno aconteceria?

Para saber, o Última Divisão conversou com o próprio Marcos Assunção. E ele explicou que a possibilidade foi apenas “uma especulação”, e que não foi procurado pelo Rio Branco para jogar a Série A2 de 2016.

“Isso aí foi uma especulação que teve, algumas pessoas do clube falando sobre eu voltar e encerrar a carreira no clube. Mas não tivemos nenhum tipo de conversa. Não chegamos nem a conversar”, explicou, por telefone.

A especulação, então, poderia ser parte da campanha de promoção de pessoas ligadas à diretoria do clube? Marcos Assunção desconversou e disse apenas que foi “uma conversa que saiu por aí”.

“Não sei se era interesse deles. Não sei. Se fosse interesse deles, chegaria algum telefonema para mim. Para mim, não chegou nada. Acho que foi só uma conversa que saiu por aí. De repente, falaram. Da parte da diretoria do Rio Branco, não teve nenhum interesse de que voltasse e encerrasse a carreira lá”, disse Marcos Assunção, que não se aborreceu com os rumores.

“Isso é normal, não tem problema. O Rio Branco é um clube pelo qual eu tenho um carinho enorme. Se não fosse o Rio Branco, eu não teria tido uma carreira de 23 anos da minha vida jogando em grandes clubes, com grandes craques. Enfim, resumindo: se não fosse o Rio Branco, eu não teria sido jogador de futebol. Tenho um carinho e uma gratidão muito grande pelo Rio Branco”, completou.

Ficou então pelo caminho a chance de um retorno de Marcos Assunção ao clube que o revelou. E, pelo desempenho em campo, o astro fez falta: o Rio Branco foi o último colocado entre os 20 clubes que disputaram a Série A2 em 2016 e acabou rebaixado. Na Série A3 do ano seguinte, chegou às quartas de final, mas foi eliminado pelo Nacional – que se sagraria campeão do torneio.

(O crédito da foto que abre o texto: Sanderson Barbarini/Foco no Esporte)

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