Leicester City campeão: Onde estão os jogadores da histórica campanha de 2016?

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No dia 2 de maio de 2016, acontecia uma das histórias mais inacreditáveis do futebol moderno: um clube desconhecido de uma pequena cidade inglesa se sagrava campeão da liga mais rica do mundo. Lógico que estamos falando do Leicester City, que na temporada 2015-2016 contrariou todos os prognósticos e quebrou a banca de várias casas de apostas ao levantar a taça da Premier League pela primeira vez em sua longa história.

O que é mais impressionante é que oito anos antes o time amargava um rebaixamento para a terceira divisão inglesa, algo inédito para a torcida dos Foxes. Aos poucos (e com ajuda do magnata tailandês Vichai Srivaddhanaprabha, que comprou o Leicester City em 2010), o clube foi subindo de divisão, sendo campeão tanto da terceira quanto da segunda, até chegar ao topo da Premier League.

Confira a seguir onde estão os 11 principais jogadores e o comandante do Leicester City, o time que chocou o mundo em 2016:


G – Kasper Schmeichel

O filho da lenda Peter Schmeichel continua defendendo as balizas do Leicester City (como já faz desde 2011). Em 2018, ele fez uma grande Copa do Mundo: defendeu pênalti de Modric na prorrogação das oitavas de final, e ainda pegou mais duas bolas na disputa de penalidades. O azar dele é que Subašić pegou três cobranças e a Croácia avançou de fase.

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LD – Danny Simpson

Ele começou a temporada 2015-2016 como reserva, mas Ranieri decidiu fazer mudanças na defesa após perder de 5 x 2 para o Arsenal. Com isso, Simpson conquistou a titularidade da lateral direita e não largou mais. Isso até 2018, quando o português Ricardo Pereira foi contratado, e Simpson voltou para a reserva. Na temporada seguinte, em 2019, seu contrato com o Leicester City terminou e Simpson assinou com o Huddersfield Town, da segunda divisão inglesa, onde joga atualmente.

Z – Robert Huth

O zagueirão alemão ficou até meados de 2018 no Leicester City, quando acabou seu contrato com o clube. Depois, ele se aposentou do futebol. O anúncio, aliás, foi bem curioso: em janeiro de 2019, uma conta no Twitter ‘’revelou” que Huth estaria fechado com o Derby County. O zagueiro respondeu na lata: “Não teria como isso ser menos verdadeiro. Eu me aposentei (Só que ainda não dei uma entrevista e chorei sobre isso)”, em referência ao anúncio da aposentadoria de Andy Murray alguns dias antes.

Z- Wes Morgan

Claudio Ranieri chegou a comparar Wes Morgan ao personagem Balu do filme Mogli: “Um urso gigante que cuida de seus companheiros. Ele não fala muito, mas quando fala todo mundo escuta.” Por isso, Morgan foi escolhido para ser o capitão daquela equipe campeã, função que continua exercendo até hoje no Leicester City.

Uma curiosidade é que aquela não foi a primeira grande zebra de Morgan no futebol. Apesar de ter nascido na Inglaterra, ele decidiu defender a seleção da Jamaica, país que tem ascendência. E na Copa Ouro de 2015, estava no elenco que bateu os EUA nas semifinais e chegou à final do torneio, na qual perderam para o México.

(Getty Images)

LE- Christian Fuchs

Assim como Danny Simpson, o lateral austríaco era opção de banco de Ranieri, mas conquistou a titularidade poucos meses depois. Nas temporadas mais recentes, ele tem amargado a reserva do time. Seu contrato termina agora em 2020, e tudo indica que ele pode deixar a cidade de Leicester rumo a Nova York, onde mora sua esposa, a empresária milionária Raluca Gold-Fuchs, e seus filhos.

V- Danny Drinkwater

Ele ficou famoso por causa do sobrenome engraçado, mas Drinkwater foi uma peça importante no esquema de Ranieri. Ele permaneceu no time até 2017, quando acabou vendido ao Chelsea por 35 milhões de libras. E aí começou seu declínio: apesar de ter entrado em alguns jogos na temporada de estreia, praticamente não entrou em campo com a chegada do treinador Maurizio Sarri aos Blues. Sem espaço no time, ele foi emprestado por seis meses para o Burnley em agosto de 2019.

Ele jogou apenas uma partida até que foi espancado na saída de uma casa noturna em Manchester por supostamente ter dado em cima da namorada de outro jogador. Recuperado, ele chegou a jogar mais uma partida três meses depois, mas o Burnley não quis renovar o empréstimo e o devolveu ao Chelsea. Em janeiro de 2020, Drinkwater fechou com o Aston Villa, mas em março ele se desentendeu com o meia Jota Peleteiro durante um treino, com direito a cabeçada e tudo. Ao que parece, ele deve retornar ao Chelsea.

V – N’Golo Kanté

Ele fez apenas uma temporada no Leicester City, mas que temporada! Foi o líder de roubadas de bolas e de interceptações da Premier League, e com isso foi contratado no ano seguinte pelo milionário Chelsea, onde está até hoje jogando com regularidade.

Em 2016, ele passou a ser convocado para defender a seleção francesa e, em em questão de tempo, conquistou a vaga de titular absoluto. No selecionado francês foi vice-campeão da Eurocopa em 2016 e campeão do mundo na Rússia, em 2018.

Além de todas essas conquistas, Kanté também é conhecido por ser um dos caras mais gente boa do futebol mundial. Filho de imigrantes malineses, ele chegou a ajudar o pai recolhendo lixo na rua quando a França foi campeã em 1998. Depois que ele virou profissional, ainda na França, ele ia para os treinos de patinete. Atualmente ele dirige um Mini Cooper que comprou usado em 2015, e não trocou nem quando sofreu uma batida feia: simplesmente remendou com uma fita adesiva e foi treinar. E quando o avião que levava o jogador argentino Emiliano Sala desapareceu, ele se ofereceu para bancar todas as despesas das buscas. Sala e Kanté jogaram juntos no Caen da França.

(Fifa/Getty Images)

 

M – Riyad Mahrez

O meia franco-argelino foi um dos destaques daquele elenco do Leicester City, tanto que ele acabou ganhando diversos prêmios individuais naquele ano. Ele ficou ainda mais duas temporadas em Leicester até que, em 2018, assinou com o Manchester City. O negócio foi avaliado em 60 milhões de libras, fazendo dele o jogador africano mais caro da época (acabou ultrapassado por Nicolas Pépé em 2019). Tem entrado regularmente no time de Pep Guardiola, mas há rumores de que ele pode ir para o PSG na próxima temporada.

No campo internacional, ele conseguiu outro grande feito: foi capitão da Argélia seleção argelina que conquistou a Copa Africana de Nações em 2019 (algo que não acontecia desde 1990).

M- Marc Albrighton

O meia esteve em todos os 38 jogos da campanha vitoriosa, o que mostra sua importância no time montado por Ranieri. Seus passes precisos e cruzamentos na medida eram armas mortais naquele esquema baseado no contra-ataque. Mesmo com as trocas de comando, ele continua no Leicester City desempenhando seu papel de articulador do time.

A- Shinji Okazaki

Apesar de ter feito poucos gols em sua passagem pelo Leicester City, Okazaki será sempre lembrado pelo belo gol de bicicleta contra o Newcastle que deixou o time mais perto do título em 2016. Com isso se tornou o segundo jogador japonês a conquistar a Premier League na história, depois do xará Shinji Kagawa.

Sua carreira no Leicester prosseguiu até junho de 2019, quando seu contrato se encerrou. Pouco tempo depois foi anunciado como jogador do Málaga. Porém, em meio à confusão que passa o clube andaluz, acabou dispensado em setembro para não extrapolar a cota salarial da segunda divisão espanhola. Com isso, dois dias depois, assinou com o Huesca, também da La Liga 2.

Javier Navarro/ Diario AS

A – Jamie Vardy

A história de Vardy no futebol é bastante notável: ele iniciou sua carreira em 2007 no futebol amador da Inglaterra, ganhando cerca de 30 libras por semana e alternando os treinos com o trabalho em uma fábrica. Apenas em 2010, aos 23 anos, ele assinou um contrato profissional com o Halifax Town, da sétima divisão inglesa. Em 2012, ele foi para o Leicester City e aí sim sua história começou a mudar. Na histórica temporada 2015-2016, ele foi escolhido o melhor jogador da Premier League e só ficou atrás de Harry Kane na artilharia do campeonato por um gol de diferença (25 contra 24). Atualmente ele continua no Leicester City e ainda é o homem-gol da equipe.

Na seleção inglesa, ele nunca escondeu a frustração de não se firmar como titular da equipe. Tanto que após o fim da Copa de 2018, ele anunciou sua aposentadoria da seleção para dar espaço para os jogadores mais jovens, embora considere voltar caso necessário.

T – Claudio Raineri

Após a temporada vitoriosa de 2015-2016, Claudio Ranieri vive um período de vacas magras desde então. Na temporada seguinte, ainda no Leicester City, o time fez uma campanha terrível na Premier League chegou a ficar a um ponto da zona de rebaixamento. Paradoxalmente, na UEFA Champions League o time até que foi bem, caindo diante do Atlético de Madri nas quartas de final. Em fevereiro de 2017, Ranieri foi demitido do clube.

Na temporada 2017-2018, ele assinou com o Nantes e fez uma temporada sem brilho. Na temporada seguinte, fechou com o Fulham que tinha acabado de demitir Slaviša Jokanović. Chegou em novembro de 2018 e acabou demitido em fevereiro de 2019, após 16 partidas. Pouco tempo depois, em março de 2019, foi para a Roma, seu time de coração, substituindo Eusebio Di Francesco. A passagem durou só até maio de 2019.

Desde outubro de 2019 está no Sampdoria. Curiosamente, novamente entrando no lugar de Di Francesco.