Jorginho Putinatti: “Vágner sempre foi um grande líder”

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Para saber mais sobre a trajetória de Vágner Bacharel, Última Divisão entrevistou o ex-meia Jorge Antônio Putinatti, o Jorginho, ídolo da torcida do Palmeiras nos anos 80. Ele e Bacharel jogaram juntos no clube do Parque Antártica durante quatro anos e fizeram parte do time vice-campeão paulista em 1986. Com a camisa verde, Jorginho fez 373 partidas (entre 1979 e 87) e marcou 95 gols. O ex-atleta conversou por telefone com o Última Divisão.


Última Divisão: Como era o Bacharel companheiro de grupo?
Jorginho Putinatti:
Ele sempre foi uma pessoa amiga, brincalhona. Com o tempo, nós acabamos formando uma grande amizade. Isso se expandiu pra fora do campo. As nossas famílias saiam juntas inclusive. Dentro de campo, ele sempre foi um grande líder.

UD: Ele chegou a ser capitão do time. Como foi isso?
Jorginho:
O Bacharel era um dos líderes da zaga. Como capitão do time, ele cobrava bastante os companheiros de equipe. Ele era mais novo que o Luis Pereira, mas o Luisão passou muito da experiência dele para o Bacharel. Eles formaram uma grande dupla de zaga.

Nos anos 80, Jorginho foi ídolo da torcida do Palmeiras
Nos anos 80, Jorginho foi ídolo da torcida do Palmeiras

UD: Na decisão do Paulista de 86, ele acabou não jogando porque estava suspenso. Você acha que isso prejudicou o time?
Jorginho:
Com certeza. A história poderia ter sido outra, a ausência dele fez falta pro time. Ele foi um dos melhores zagueiros do Palmeiras daquele período. Além disso, o Vágner também sabia bater escanteios muito bem e marcava muitos gols.

UD: Muitos jornalistas da época elogiavam ele e reivindicavam a convocação dele para a Seleção. Você acha que é um atleta injustiçado por não ter sido lembrado nas convocações?
Jorginho:
Ele poderia ter sido convocado e lembrado pela Seleção Brasileira. O Vágner era um jogador muito importante naquele grupo do Palmeiras. Infelizmente, naquele momento o clube passava por uma crise interna muito forte.

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UD: Nesse ano, completam-se 20 anos da morte dele. Você acha que um jogador como ele deveria ser mais lembrado?
Jorginho:
No Brasil, nem quem está vivo é lembrado. Imagine quem está morto. Pra quem conheceu e quem admira ele, fica a lembrança de uma pessoa querida e amiga.

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