Galícia volta após 14 anos, mas dupla Ba-Vi ainda é rival distante

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Depois de 14 anos de ausência, torcida granadeira estará de volta à primeira divisão do Camp. Baiano (Crédito: Beto Boullosa/Galícia EC)

Pouca gente percebeu, mas o Campeonato Baiano foi responsável por uma grande notícia neste final de semana: jogando pela Segunda Divisão, o Galícia derrotou o Flamengo de Guanambi por 4 a 1 e conquistou o acesso à elite. Em 2014, os azulinos estarão de volta à primeira divisão, encerrando um hiato de 14 anos afastado da competição.

Dono de cinco títulos do Campeonato Baiano (1937, 1941, 1942, 1943 e 1968), o Galícia Esporte Clube é remanescente de um período menos “polarizado” do futebol baiano, quando Bahia e Vitória dividiam ainda a hegemonia com o Ypiranga (dez títulos), Botafogo (sete) e com o próprio Galícia. De 1970 para cá, o domínio da dupla Ba-Vi só foi desafiado nos últimos anos, com as conquista de Colo-Colo de Ilhéus (2006) e Bahia de Feira (2012) – desconta-se aqui o título do Palmeiras do Nordeste, de Feira de Santana, no esvaziado Campeonato Baiano de 2002.

O Galícia foi rebaixado no Campeonato Baiano de 1999, marcado pela bizarra decisão em que cada dos finalistas Bahia e Vitória esperou pelo rival em seu próprio estádio – no fim, a FBF dividiu a taça entre a dupla Ba-Vi. No pé da tabela daquele ano, o Ypiranga foi o último dos dez colocados e caiu direto; o clube da colônia espanhola, por sua vez, foi nono e disputou uma repescagem para definir seu futuro.

Começaria aí um período bastante amargo para o torcedor galiciano. Em dois jogos contra o Fluminense de Feira de Santana, o time empatou duas vezes (1 a 1 e 0 a 0) e foi rebaixado com uma derrota nos pênaltis. Desde então, a equipe vinha buscando o retorno à elite.

Mas não foi fácil. Entre 2002 e 2004, por exemplo, o time nem sequer disputou a segunda divisão baiana – que não foi realizada em 2005. Em 2007, em compensação, o acesso bateu na trave: foi vice-campeão, perdendo o título para a Associação Atlética Independente, de Feira de Santana (ex-Palmeiras do Nordeste), com dois empates nas finais (2 a 2 e 0 a 0). Parecia sina.

Em 2013, enfim, as coisas deram certo: primeiro colocado de seu grupo na primeira fase, avançou à segunda fase ao lado de Flamengo, Catuense e Itabuna. Na reta final, o Galícia reverteu uma derrota por 1 a 0 na primeira semifinal, de mando rubro-negro, vencendo em Salvador por 4 a 1 – destaque para a atuação de Alemão, que marcou três gols na vitória no Estádio de Pituaçu. Enfim, terminava a agonia azul.

É claro, porém, que ainda não é momento de anunciar a volta de potências que desafiem o reinado de Bahia e Vitória. O Galícia se unirá ao Botafogo na elite, mas o próprio Ypiranga, sétimo colocado na primeira fase da segunda divisão, ficou longe do acesso – e nem se sabe se estará de volta à competição em 2014. O Fluminense de Feira, com dois títulos estaduais, foi rebaixado da elite em 2013. O Leônico está licenciado. Ainda assim, não há dúvidas: o futebol baiano ganha muito com o acesso dos Granadeiros da Cruz de Santiago.

Bahia e Ypiranga disputam jogo-treino em 2013; partidas oficiais, porém, não devem acontecer tão cedo (Crédito: EC Bahia/Divulgação)

Agora, a segunda vaga na elite será disputada neste domingo na outra semifinal entre Itabuna e Catuense. No jogo de ida, o time de Catu venceu por 3 a 0. Quem avançar, enfrenta o Galícia pelo título. Da primeira divisão, foram rebaixados em 2013: Fluminense de Feira de Santana e Atlético de Alagoinhas.

Atualização: o Itabuna venceu por 1 a 0, mas não conseguiu reverter o placar da primeira semifinal. Assim, a Catuense avançou à decisão do título e também retorna à primeira divisão do Campeonato Baiano em 2014.

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