Eu odeio o Shakhtar Donetsk

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Imagine que o Atlético-MG ainda tem Bernard e joga com alegria nas pernas. Agora pense que, em vez do veterano Alex, o forte Inter conta com Taison, provando que é, sim, melhor que Messi. E no outro lado da força em Porto Alegre existe o bom volante Fernando no lugar do quebrador Edinho.

Não pare de imaginar… o Palmeiras, agora carente de centroavante, contrata Luiz Adriano, ex-Inter. Reflita ainda sobre a possibilidade de Douglas Costa reforçar o campeão brasileiro Cruzeiro. Ou então o meia Fred, ex-Inter, fazer o Flamengo enfim embalar.

Pense em outras possibilidades ainda: Alex Teixeira firme e forte no Vasco, consolidado como ídolo e jogando na primeira divisão; Wellington Nem no melhor ataque do Brasil ao lado de Rafael Sóbis e Fred; Dentinho de volta ao Corinthians para acabar com o comodismo do Romarinho.

"Sou campeão brasileiro", comemora o dono da Ucrânia
“Sou campeão brasileiro”, comemora o dono da Ucrânia

Tudo isso junto faria o Campeonato Brasileiro ser uma competição 100% melhor, correto? Mas nada disso acontece por causa de um time apenas: o Shakhtar Donetsk.

Um time ucraniano, recheado com dólares do multibilionário Rinat Akhmetov, resolveu contratar quase todas revelações recentes do futebol brasileiro. Não sabe onde está aquele jogador que surgiu bem no seu time, mas foi vendido logo depois? Procure ele escondido na neve ucraniana.

Impossível condenar os jogadores. O tal Akhmetov é o dono da Ucrânia e paga milhões de grívnias (nome da moeda local, acredite) para os brasileiros. Assim a maioria deles aceita virar reserva por lá e desperdiçar a chance de ser astro no Brasil ou até brilhar em outro grande centro europeu.

Voltemos a imaginar… sabe o Willian, ex-Corinthians e hoje no Chelsea? Ele foi para esse time detestável em 2007 e, apesar de jogar bem, ninguém lembrava dele. Chegou a se esconder ainda mais no Anzhi (outro time que odeio). Imagine então se ele tivesse continuado no frio ucraniano (ou russo) em vez de ir para o Chelsea em 2013. Aposto outros milhões de grívnias que ele não estaria convocado para a Copa do Mundo de 2014.

Algo parecido aconteceu com o volante Fernandinho, que foi para o Manchester City e logo vestiu a camisa da Seleção Brasileira. E futuramente pode acontecer ainda com Alex Teixeira, Douglas Costa e Taison, por exemplo, que desequilibram no Shakthar atualmente, mas ninguém vê. Só o Google. Afinal, quem mais acompanha o Ucranianão de perto?

Não me incomodo com o fato de o Shakhtar ter um milionário por trás e ser dominante demais na Ucrânia. Os outros que corram atrás, oras. Sou fã de futebol alternativo, mas estou aberto a ver as transformações que o dinheiro pode fazer mundo afora. Não propago, portanto, o ódio eterno ao futebol moderno. Só faço questão de divulgar esse meu ódio eterno ao Shakhtar Donetsk!

*Este texto é de responsabilidade do autor e não representa necessariamente a opinião do site.
Se a Copa fosse um ano mais tarde, Bernard ia cair no ostracismo, ser esquecido por Felipão e odiar o Shakhtar junto comigo
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