Escolhemos as 10 camisas mais icônicas do futebol alternativo

Imagem: Acervo pessoal
487

No Última Divisão, a gente adora camisa de futebol. É provável que você que acompanha a gente também goste.

Por isso, decidimos fazer uma listinha aqui para a galera colecionadora, de 10 camisas históricas, que vale a pena você ter na sua coleção.

Publicidade

Para a gente chegar a essa lista, a gente contou com as opiniões do pessoal que apoia o Última Divisão no Catarse.

Primeiro, a gente pediu sugestões para todo mundo. Lembrou de uma bonita? Pode citar. Lembrou de uma histórica? Pode citar também.

Depois, a gente pegou todas as camisas e pediu notas de 1 a 10 para todo mundo que ajudou a definir a lista. Com os resultados, pegamos as médias – as notas para cada uma que você verá aqui – e também no vídeo acima, com imagens de todas.

E se você quer apoiar o Última Divisão, é simples: www.ultimadivisao.com.br/apoie

Então, sem mais delongas, vamos às 10 camisas que nós listamos. Confere aí:

10. Guarani (Dell’Erba, 1994): 6,72

Desde o início da década de 1990, a Dell’Erba já fornecia camisas bem alinhadas com os padrões da época ao Guarani. Era aquela época de tecido sintético, brilhante, com estampas bem chamativas.

A camisa mais emblemática dessa época é a de 1994, especialmente por causa da boa campanha que o Guarani fez naquele Brasileirão – naquele ano, o time foi semifinalista do campeonato.

O torcedor bugrino ainda pôde ver Djalminha, Amoroso e Luizão com essa camisa. Nada mal, né?

9. XV de Piracicaba (Umbro, 1995): 6,81

Em 1995, o Comandante Rolim Amaro assumiu a presidência do XV de Piracicaba. Se você não lembra quem era o Comandante Rolim Amaro, a gente explica: era o então presidente da TAM, a empresa aérea.

Com a chegada dele, o XV recebeu o patrocínio máster da TAM nas camisas, que ficou no clube até 1997 – justamente o período da presidência do Comandante Rolim. Nessa época também, chegou a Umbro, que forneceu uniformes para o clube entre 1995 e 1998.

Essa combinação de Umbro e TAM deu ao XV uma camisa muito bonita e muito emblemática. E, de quebra, ainda vestiu o time no título da Série C do Brasileiro de 1995.

8. Novorizontino (Finta, 1995): 6,90

Na década de 90, o Novorizontino fez muita camisa bonita. E a gente destaca as que foram usadas em 1995 e 1996.

A partir de 1995, o Novorizontino adotou um Tigre estampado no ombro direito da camisa, em alusão ao mascote do clube. Ficou tão marcante que até mesmo o Grêmio Novorizontino, que foi fundado depois do fim daquele Novorizontino, adotou em algumas camisas.

Mas se a gente for falar das camisas bonitas do Novorizontino, a gente vai longe aqui.

7. Criciúma (Replay, 1991): 7,09

O Criciúma é mais um exemplo de que camisa aurinegra só fica feia se quiserem muito. E essa de 1991 é bastante especial pelo título da Copa do Brasil.

Mas não é só isso. O Criciúma talvez não fosse tão conhecido na época a nível nacional, então aquela camisa chamou atenção pelas cores, pelo desenho. Ficou muito marcante.

Vale lembrar que o Criciúma disputou a Libertadores de 1992 e fez uma ótima campanha, caindo diante do São Paulo nas quartas de final em um confronto bem equilibrado.

6. África do Sul (Kappa, 1998): 7,45

A África do Sul foi uma das seleções que estrearam em Copas do Mundo na edição de 1998, na França. E chegou logo fazendo barulho com uma camisa muito bonita, que mesclava faixas pretas e douradas com detalhes verdes.

Havia uma expectativa relativamente grande pela participação da África do Sul naquela Copa. Não só por ser a primeira e pelo fim recente do regime do Apartheid, mas também pelas recentes surpresas africanas em Copas, como Nigéria em 1994 e Camarões em 1990.

Infelizmente, não foi o caso da África do Sul, eliminada na fase de grupos em 1998.

4. Jamaica (Kappa, 1998): 8,09

E falando em estreantes na Copa do Mundo de 1998, vamos lembrar a camisa de outra seleção que debutou naquele torneio, mas que não voltou mais nas décadas seguintes: a Jamaica.

Os Reggae Boyz foram à França com camisas muito emblemáticas. A titular amarela e a reserva verde, mas com estampas muito fortes do lado direito da camisa e do calção.

A gente só fica devendo aqui a explicação da estampa. Se você souber, deixe aí nos comentários, OK

Leia também:

4. Camarões (Puma, 2002): 8,09

A seleção de Camarões conquistou a Copa Africana de Nações de 2002 com uma camisa que entrou para a história por não ter mangas. Na época, a justificativa para o modelo inspirado em uniformes de basquete foi o calor.

Foi um sucesso tremendo, mas a Fifa não gostou muito e alegou que aquilo não era uma camisa, mas um colete. E para disputar a Copa do Mundo daquele ano, Camarões precisaria de uma camisa.

No fim das contas, Camarões disputou a Copa com umas mangas pretas naquela camisa. Deu pra manter a ideia do modelo, mas sem a mesma inovação.

3. Brasiliense (Líder Sport, 2010): 8,18

Brasília é a capital nacional do rock. Por isso, em 2010, o Brasiliense decidiu fazer uma homenagem com uniformes referentes a bandas de rock.

Foram lançadas duas camisas, uma preta e uma azul – na verdade, “denim”, aquela cor de jeans. Nas estampas, várias referências ao Fiend Skull, um símbolo da banda Misfits.

É uma camisa peculiar. Você decide aí se gostou.

2. Chapecoense (Umbro, 2016): 8,45

A Chapecoense lançou uma camisa especial para disputar a Copa Sul-Americana de 2016, com um tom de verde mais escuro e uma faixa central mais clara, no mesmo tom dos detalhes.

Na competição, o time chegou à final, até que sofreu o desastre aéreo a caminho da Colômbia para a decisão contra o Atlético Nacional.

Aquela camisa acabou se tornando internacionalmente conhecida. A gente lembra inclusive de times que homenagearam a Chape lançando uniformes parecidos.

1. Bragantino (Dell’Erba, 1990): 9,27

Essa aqui era barbada que ia pintar porque é realmente emblemática.

No começo da década de 90, o Bragantino arrebentou nos resultados em campo, conquistando o Paulistão de 1990 e o vice no Brasileirão de 1991. Tudo isso vestindo uma camisa que se tornou marca registrada do clube, conhecida como “carijó”.

A estampa estava em alta na época – no fim da década de 80, o Ajax já tinha lançado um uniforme naquele padrão. Mas o Bragantino ficou tão vinculado à estampa que vira e mexe acaba repetindo o desenho. Como foi o caso da camisa comemorativa pelo título da Série B de 2019.

-U-D-

Por fim, a gente deixa aqui o nosso agradecimento a todo mundo que colaborou com esta lista:

  • Allan Brito
  • Amir Bliacheris
  • Andreas Trapp
  • Emanuel Colombari
  • Gui Bucalon
  • Hélder Machado
  • Igor Mestre
  • Jorge Blattner
  • Pedro Façanha
  • Ricardo Vitor
  • Tiago de Paula
Comentários