Em 10 anos, Duque de Caxias surpreendeu, pagou mico e “sumiu”

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O Duque de Caxias está oficialmente fora de qualquer competição nacional em 2016. O time é novo demais, foi fundado em 2005, mas nos últimos anos era até comum vê-lo em alguma divisão – chegou a disputar a Série B entre 2009 e 2011. Mas depois de uma derrota para o Gama em casa, neste final de semana, o Duque vive o pior momento da sua história.

A ascensão do Duque de Caxias foi rápida demais, o que pode até ter atrapalhado o clube. O crescimento não foi sustentável. Dois anos após a fundação, o time já conquistou o acesso para a elite do Campeonato Carioca. Em 2008, após desistências de Bangu, Nova Iguaçu e Olaria, uma vaga na Série C caiu no colo do Duque, que aproveitou muito bem: ficou em quarto e subiu para a Série B.

Duque sempre teve jogadores famosos no elenco, como Washington "Orelha", mas poucos brilharam
Duque sempre teve jogadores famosos no elenco, como Washington “Orelha”, mas poucos brilharam

Nos dois primeiros anos de Série B o time conseguiu fazer campanhas medianas (8º e 11º). Mas foi em 2011 que começou a decadência: o Duque foi ridículo a ponto de vencer apenas dois jogos em 38 disputados, conquistar só 17 pontos e ser rebaixado com 7 rodadas de antecedência. É claro que se trata da pior campanha na história da segunda divisão na era dos pontos corridos.

Mas não foi o pior ano da história do Duque. Em 2014, o time foi rebaixado no Campeonato Carioca e na Série C. Aquele time que parecia surpreender no cenário nacional passou a ser um “saco de pancadas” em todas competições. E só piorou em 2015, já que não subiu no Carioca e tem feito uma campanha pífia na Série D: conquistou apenas 4 pontos em 6 jogos e por isso foi eliminado com duas rodadas de antecedência.

Duque sentiu falta do Estádio Romário de Souza Faria, o "Marrentão". Que nome!
Duque sentiu falta do Estádio Romário de Souza Faria, o “Marrentão”. Que nome!

É difícil saber o que foi mais decisivo para essa decadência do Duque. Mas vários problemas podem ser apontados, como a perda de apoio da prefeitura (Washington Reis encabeçava essa ajuda no início) e de investidores; gastos excessivos nas disputas da Série B, já que o time não podia usar estádios próximos, pois não tinham capacidade para receber 15 mil pessoas; e até mesmo a falta de torcida – a população duque-caxiense ainda não se identificou totalmente com o clube e enxerga ele como um clube secundário apenas, torcendo mais para os quatro grandes e esquecendo o Duque nos momentos mais difíceis.

Sem qualquer disputa nacional em 2016, restará ao Duque apenas a Série B Carioca para que a próxima década seja menos irregular.

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