Dez curiosidades sobre o futebol da Islândia

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Se você é como nós e gosta de ver times pequenos surpreenderem os gigantes, certamente já criou simpatia pela Islândia. Mas para torcer é preciso ter um pouco de conhecimento sobre o futebol do país. Então veja abaixo a lista de dez curiosidades:

1) A Islândia é o menor país entre aqueles que estão no top 50 do ranking da Fifa – atualmente está na 32ª posição, mas deve subir ainda mais por causa das recentes vitórias. O país tem apenas 325 mil habitantes e uma área de 103.000 km². É menor que muitas cidades pequenas do Brasil. É como se a seleção de Bauru, cidade do interior paulista, brilhasse na Eurocopa. Imagina!

2) Em 2014, a Islândia esteve muito perto de se classificar para a Copa do Mundo e vir para o Brasil. O time foi para o playoff decisivo contra a Croácia, empatou o primeiro jogo, mas perdeu por 2 a 0 depois. Se tivesse vencido, certamente teria ganhado nossa torcida, assim como fizemos com a Bósnia.

Vamos pra Rússia, Islândia!
Vamos pra Rússia, Islândia!

3) A Islândia já teve dois técnicos: Lars Lagerbäck e Heimir Hallgrímsson. O primeiro, sueco, assumiu a equipe primeiramente, mas teve pouco sucesso e deu a ideia de promover seu auxiliar técnico. Depois disso, o islandês Hallgrímsson passou a participar mais ativamente das decisões, e o aproveitamento da Islândia melhorou muito.

4) A maioria dos jogadores da seleção da Islândia já está internacionalizada. Os jogadores atuam fora do país, apesar de não estarem em grandes equipes. Por enquanto. O meia Sigurdson é um dos mais famosos, já que foi contratado pelo Tottenham em 2012. Atualmente ele está no Everton.

5) Quem ainda joga na Islândia tem uma dificuldade extra: por causa do frio no país, a grama dos estádios precisa ser artificial. Não deve ser fácil atuar em outro piso quando os jogos são fora de casa. Além disso, o maior estádio na Islândia, Laugardalsvöllur, tem capacidade para apenas 15 mil pessoas. Como a popularidade do esporte tem crescido, é melhor a Islândia construir o seu Maracanã logo.

Uniforme do time mais tradicional da Islândia tem influência do Newcastle, que tem 122 anos
Uniforme do time mais tradicional da Islândia tem influência do Newcastle, de 122 anos

6) O Knattspyrnufélag Reykjavíkur (leia como quiser) é o maior campeão do futebol islandês. É claro que ninguém chama o time por esse palavrão aí. É o popular “KR” apenas. Ele tem 26 títulos conquistados em incríveis 116 anos de existência. E você aí pensando que o futebol na Islândia nasceu ontem…

7) Mas o clube islandês mais popular mundialmente é o Stjarnan, por um motivo bastante justo: entre 2010 e 2011, os jogadores do time abusaram do bom humor em diversas comemorações de gol. Teve bicicleta humana, pescaria, Rambo, robô, piscina, nascimento e até uma cagadinha. Só vendo os vídeos para acreditar (e dar muita risada).

8) Se você tentar se lembrar de um jogador da Islândia, certamente vai citar Eidur Gudjohnsen, que já atuou por Chelsea e Barcelona. O que nem todos lembram é que ele já protagonizou uma história incrível: ele foi o primeiro jogador que já atuou em uma partida internacional ao lado do pai, Arnór Gudjohnsen. Era apenas um amistoso contra a Estônia, mas entrou para a história por causa desse belo momento familiar. O Última Divisão já contou essa história com mais detalhes em outro texto.

9) A Islândia tem um jogador que “traiu” o país. Na verdade Aron Jóhannsson nasceu no Alabama, mas foi criado desde criança como islandês e inclusive defendeu a seleção sub-21. Chegou a aceitar uma convocação para a equipe principal, mas foi cortado por lesão. Depois disso, mudou tudo: de forma surpreendente, foi chamado para a seleção dos EUA e passou a jogar como americano. Inclusive atuou na Copa do Mundo de 2014 e também no amistoso contra o Brasil em 8 de setembro de 2015.

É melhor comemorar a vaga na Eurocopa ou lamentar uma goleada contra o Brasil, Aron?
É melhor comemorar a vaga na Eurocopa ou lamentar uma goleada contra o Brasil, Aron?

10) Por pouco a Islândia não teve também o seu “7 a 1”. E logo contra a Seleção Brasileira! Em março de 2002, o time de Felipão (sim, logo ele) aplicou 6 a 1 em um time muito ingênuo, que sofreu até dois gols do Anderson Polga. Lembra dele? Pois é! E a história foi bem parecida: o Brasil aproveitou o longo “apagão” da Islândia, fez 6 vezes e só no final sofreu o gol de honra islandês. A Dona Lúcia da Islândia ficou louca!

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