De Díli a Moscou: a Copa do Mundo de 2018 começa pelos nanicos da Ásia

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Se você está esperando o dia 14 de junho de 2018 para acompanhar a Copa do Mundo da Rússia, pense duas vezes. A competição começa a valer nesta quinta-feira, 12 de março de 2015, com a primeira fase das Eliminatórias Asiáticas.

Serão seis jogos que certamente não vão sair nas primeiras páginas dos jornais internacionais, nem receberão correspondentes de diversos países para acompanhar. Mas que já merecem atenção por classificarem seis equipes para a fase de grupos.

Neste primeiro estágio, a Confederação Asiática de Futebol (AFC) separou suas 12 piores seleções no ranking da Fifa para disputar seis vagas em confrontos direto (ida e volta). Nesta briga, as seis classificadas avançam.

O primeiro de todos os jogos acontece na cidade de Díli, no Timor Leste, a partir das 4h (horário de Brasília). Ali, no Estádio Nacional (este da foto que abre o post), os timorenses enfrentam a Mongólia. Cinco dias depois, os mongóis hospedam o confronto de volta em Ulan Bator.

As datas, 12 e 17 de março, são as mesmas para os cinco confrontos preliminares. Seleções como Índia, Nepal, Butão e Paquistão estarão em campo, apontando ainda em março os seis primeiros eliminados da Copa de 2018.

Datas e horário (de Brasília) dos confrontos na Ásia
Datas e horário (de Brasília) dos confrontos na Ásia

Mas você sabe o que esperar destes confrontos?

Para isso, o Última Divisão reuniu breves informações a respeito de cada um dos confrontos da Ásia. Em nosso pequeno guia, colocamos pitacos dos próprios integrantes do blog – e, de certa forma, apresentamos com alguma superficialidade um panorama dos times na disputa.

Você é nosso convidado a arriscar um palpite – o espaço para os comentários está aí para isso!

Confira os palpites da equipe do Última Divisão (atualizados com os posteriores classificados):

Timor Leste 2 x 1 Mongólia

Allan Brito: (Timor Leste): é o confronto de pior nível e também o mais equilibrado. São duas seleções muito inexperientes e bastante parecidas. Mas aposto no Timor Leste pela influência do futebol brasileiro, que tem crescido a cada ano no país – a língua portuguesa tem facilitado essa contribuição.
Diego Freire (Timor Leste): confronto equilibrado, mas motivos não faltam para que eu prefira o Timor Leste – seja pela propaganda do Super Timor ou pelo orgulho lusófono. Além disso, a chance é grande de algum brasileiro naturalizado jogar – e, nesse nível de futebol, isso pode fazer uma grande diferença.
Emanuel Colombari (Mongólia): o Timor jogou apenas quatro jogos por Eliminatórias para Copas do Mundo, e perdeu todos. A Mongólia deve passar fácil. Olho em Bayasgalangiin Garidmagnai, Murun Altankhuyag e Ganbaataryn Tögsbayar, os candidatos a destaques mongóis.

Classificado: Timor Leste (5 a 1 no placar agregado)

Camboja 2 x 1 Macau

Allan Brito (Camboja): Macau é uma seleção com histórico de grandes goleadas sofridas. Nas Eliminatórias para Copa de 2014, por exemplo, perdeu por 7 a 1 (eles também conhecem essa dor) e 6 a 0. Ou seja, foi 13 a 1 no placar agregado para o Vietnã. Já o Camboja tem evoluído a cada competição e até organizado uma competição nacional decente.
Diego Freire (Camboja): o Camboja está em franca decadência no ranking da Fifa (na última atualização caiu cinco posições), mas ainda está à frente de Macau e deve levar a melhor.
Emanuel Colombari (Macau): na fase preliminar da Copa do Leste Asiático 2015, a seleção macaense conseguiu bons resultados, com direito a uma vitória por 3 a 2 sobre a Mongólia. Em compensação, os cambojanos tropeçaram nas eliminatórias para a Copa do Sudeste Asiático 2014.

Classificado: Camboja (4 a 1 no placar agregado)

Sri Lanka 3 x 0 Butão

Allan Brito (Sri Lanka): é disparado o jogo mais desigual dessa fase. Entre as 12 seleções que estão nessa fase, o Sri Lanka é a terceira melhor colocada no ranking da Fifa (173º). Já o Butão é a última seleção do ranking inteiro, atrás até de pequenas ilhas da Oceania. Seria sensacional uma surpresa do Butão, mas é totalmente improvável.
Diego Freire (Sri Lanka): apesar de inexperiente, a seleção do Butão já enfrentou o Sri Lanka algumas vezes… E nunca conseguiu sequer um empate! Não há motivos para acreditar que será diferente agora, na estreia butanesa em Eliminatórias para a Copa
Emanuel Colombari (Sri Lanka): o Sri Lanka vem de bons resultados em competições do Sul da Ásia, e não deve ter dificuldades contra os últimos colocados do ranking da Fifa. Olho no atacante Nipuna Bandara, que pode decidir o confronto a favor dos singaleses.

Classificado: Butão (3 a 1 no placar agregado)

Taiwan 3 x 0 Brunei

Allan Brito (Taiwan): são duas seleções que enfrentaram problemas recentes. Brunei até entrou em divergência com a Fifa e foi suspenso. Se o momento atual não é bom, prefiro apostar pelo histórico: Taiwan já foi forte no passado e essa experiência deve ajudar.
Diego Freire (Taiwan): enquanto o Brasil tenta se recuperar do 7 a 1, Taiwan precisa superar o trauma de ter levado um 7 a 3 da Palestina no final do ano passado (com quatro gols sofridos na prorrogação). Apesar dessa humilhação, Brunei é ainda pior e não deve fazer frente.
Emanuel Colombari (Taiwan): no último duelo entre os dois times, em um amistoso em 2009, Taiwan venceu por 5 a 0. Brunei aposta nos jogadores do DPMM FC, onde jogam 16 dos 19 jogadores da seleção. Mas, com quatro derrotas em quatro jogos nas eliminatórias da Copa do Sudeste Asiático 2014, fica difícil acreditar na equipe.

Classificado: Taiwan (2 a 1 no placar agregado)

Índia 2 x 1 Nepal

Allan Brito (Índia): o Nepal é uma seleção muito carismática, até mesmo na bandeira. Mas é impossível não apostar na Índia depois do país ter organizado um campeonato totalmente alternativo no ano passado. Com tanta gente no país, essa seleção já deveria ser bem mais forte.
Diego Freire (Índia): por incrível que pareça, a altitude de Katmandu não é grande coisa – só 1.400m, metade de algumas que encontramos na Copa Libertadores da América. Assim, nem vai dar para deixar os indianos sem fôlego. O confronto deve ser equilibrado, como foram os últimos jogos entre os países, mas a Índia passa.
Emanuel Colombari (Nepal): o técnico da Índia, Stephen Constantine, treinou o Nepal entre 1999 e 2001, e perdeu para os indianos na ocasião por 4 a 0. Hoje do outro lado, Constantine parece mais otimista com o futuro do que com o presente. Talvez dê para os Gorkhalis neste confronto.

Classificado: Índia (2 a 0 no placar agregado)

Iêmen 2 x 1 Paquistão

Allan Brito (Paquistão): as duas seleções têm qualidades para estar na fase de grupos das Eliminatórias. O Iêmen tem um histórico razoável em competições asiáticas do passado. Mas o Paquistão, junto com a Índia, tem a melhor colocação, de acordo com o ranking da Fifa (171º), entre todas seleções asiáticas que estão nessa fase.
Diego Freire (Iêmen): nos últimos 12 jogos que disputou (todos fora de casa, já que o país não oferece segurança necessária para sediar grandes eventos esportivos), a seleção do Iêmen empatou sete – cinco por 0 a 0. Com esse retrospecto, vão jogar com o regulamento e neutralizar o fraco ataque paquistanês. Em algum dos confrontos, acharão um golzinho, o suficiente para avançar.
Emanuel Colombari (Iêmen): os paquistaneses começam a exportar jogadores para a Europa, mas ainda parece pouco para enfrentar os iemenistas. Em 1993, as duas equipes se enfrentaram nas Eliminatórias Asiáticas para a Copa de 1994, e o Iêmen venceu por 8 a 1 no placar agregado.

Classificado: Iêmen (3 a 1 no placar agregado)

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