Copa Libertadores: bolivianos fazem história e vão às oitavas

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Pode ser que os clubes brasileiros não tenham muito o que comemorar na fase de grupos da Copa Libertadores da América de 2014. Afinal, embora Atlético-MG, Cruzeiro e Grêmio estejam classificados para as oitavas de final, Flamengo, Botafogo e Atlético-PR deram adeus ainda neste momento da competição, deixando o Brasil em uma situação desconfortável.

Mas se o futebol brasileiro não corresponde às próprias expectativas neste momento da Libertadores, sabe quem está rindo à toa? O futebol boliviano. Com dois times classificados às oitavas de final (The Strongest e Bolívar), o país quebra alguns tabus na Libertadores.

Detalhe importante: como o The Strongest foi o segundo do Grupo 1 e o Bolívar terminou como líder do Grupo 7, ainda existe a chance de que os dois times se cruzem nas oitavas de final, colocando um boliviano nas quartas.

O feito igualaria a melhor campanha da história do futebol boliviano, conquistada três vezes pelo próprio Bolívar: 1997, 1998 e 2000. Na época, os celestes tinham um time respeitado na América do Sul, que tinha atletas como Antônio Vidal González (vice-artilheiro da Libertadores de 1997 com nove gols), Sérgio João (brasileiro naturalizado boliviano, artilheiro do torneio em 1998 com 10 gols) e Julio César Baldivieso.

Em 1997, o Bolívar se classificou em um grupo complicado, à frente de Oriente Petrolero (Bolívia), Guaraní (Paraguai) e Cerro Porteño (Paraguai), despachando o Minervén (Venezuela) na segunda rodada com uma goleada por 8 a 1 no placar agregado e caindo nas quartas para o Sporting Crista (Peru), que seria o vice-campeão da competição vencida pelo Cruzeiro.

Também classificado, o Oriente Petrolero teve menos sorte e caiu logo nas oitavas de final, levando um baile da Universidad Católica. Foram duas derrotas: 4 a 0 e 5 a 1. Foi ainda a última vez que dois times bolivianos passaram para a segunda fase do torneio, equivalente às oitavas de final.

No ano seguinte, o Bolívar liderou um grupo que tinha Peñarol (Uruguai), Nacional (Uruguai) e Oriente Petrolero, despachando o Atlético Bucaramanga (Colômbia) na segunda fase. Nas quartas, perdeu para o Barcelona de Guayaquil (Equador), que seria o vice-campeão da competição vencida pelo Vasco.

Em 2000, o Bolívar terminou a chave à frente do Atlético-MG (classificado), do Bella Vista (Uruguai) e do Cobreloa (Chile). Nas oitavas de final, fez um confronto duríssimo contra o Nacional (Uruguai), que teve uma vitória por 3 a 0 para cada lado – a classificação boliviana só veio nos pênaltis. Na fase seguinte, o time caiu para o América (México), eliminado nas semifinais pelo Boca Juniors (Argentina).

De antemão, é difícil apostar que as classificações de 2014 possam se converter em vagas inéditas nas semifinais – ao lado da Venezuela, a Bolívia é o único país com representantes na Copa Libertadores da América que jamais colocou um time entre os quatro melhores do torneio. No entanto, não dá para deixar de lado o bom momento do futebol boliviano, acostumado a um papel secundário entre os sul-americanos no século XXI. Fica o alerta para quem se previne apenas contra a altitude.

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