Copa Africana x Copa Asiática: quem leva a melhor em cinco rounds?

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África e Ásia estão no centro das atenções mundiais no mês de janeiro, quando ambos os continentes realizam seus principais torneios de seleções. A 16ª edição da Copa Asiática será disputada na Austrália, a partir do dia 9, enquanto a 30ª Copa Africana de Nações começa no dia 17, na Guiné Equatorial. São simplesmente as duas regiões mais populosas do planeta, mas há quem faça pouco caso… Como os clubes europeus, descontentes por perderem jogadores no meio da temporada.

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É impossível agradar a todos, certo? Ainda bem que pensamos diferente. Ansiosos para que as competições comecem logo, resgatamos um pouco da história dos dois campeonatos e, como quem não quer nada, impulsionamos uma rivalidade saudável: África e Ásia são forças emergentes do futebol, mas quem tem a melhor Copa?

Distribuímos pontuações de 0 a 5 em cinco rounds (história, tradição fora das fronteiras, confronto direto, estrelas atuais e estrelas do passado) até eleger um vencedor. Confira a seguir quem levou a melhor:

 A BATALHA: COPA AFRICANA X COPA ASIÁTICA – EM CINCO ROUNDS

Primeiro round – História (África 4 x Ásia 4)

 

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Os dois torneios estão entre os mais antigos do mundo envolvendo seleções, perdendo apenas para a Copa América e ganhando em idade até da Eurocopa. Foram realizados de forma constante desde o início, ou seja, não falta tradição. O ponto fraco é a dificuldade que ambos sempre tiveram em “blindar” o futebol dos problemas regionais.

Na Ásia as disputas começaram antes e sempre seguiram um calendário rígido: ininterruptamente, desde 1956, as maiores forças do continente se enfrentam. Apesar da periodicidade nunca ter sido interrompida, ao longo da história foram comuns os  países afastados por conta de conflitos geopolíticos, como nos casos do Afeganistão (de 1984 a 2002), Vietnã do Sul (anos 70), Iraque (início dos anos 90) e Líbano (anos 80 e momentos da década de 2000). Uma exceção à regra é a Síria, que, mesmo em situação extremamente conturbada nos últimos anos, não desistiu de tentar qualificação para a atual edição do campeonato.

Enterro de Améleté Abal, assistente técnico da seleção do Togo morto após ataque contra ônibus na Copa da África de 2010
Enterro de Améleté Abal, assistente técnico da seleção do Togo, morto após ataque contra ônibus na Copa da África de 2010

Já com Israel não teve jeito: presença habitual nos primórdios da competição, a equipe teve que migrar para a Confederação Europeia à medida em que se intensificaram as tensões com os vizinhos. Em anos recentes, outro incidente lamentável envolveu a Coreia do Norte, banida temporariamente por “conduta imprópria” em 2004, quando proibiu a seleção jordaniana de jogar em seu país alegando problemas de visto.

Na África o histórico de fatores extra-campo não é muito diferente. Logo na primeira edição, em 1957, a África do Sul foi excluída pro proibir negros em sua equipe – só retornando 35 anos depois, quando o regime do Apartheid finalmente começou a perder força. Outras seleções também se ausentaram em anos de instabilidade, como nos casos da Rodésia (atual Zimbábue), durante guerra civil nos anos 80, e de Ruanda, que se distanciou dos eventos esportivos na época do terrível genocídio de 1994.

Em praticamente todas as edições, alguma desgraça africana interferiu diretamente na competição. Foi assim, por exemplo, em 2010, quando Togo abandonou o torneio após ter seu ônibus metralhado por guerrilheiros angolanos. Até mesmo a atual edição teve que mudar de sede depois da desistência do Marrocos, preocupado com a epidemia do ebola.

Segundo round – Tradição fora das fronteiras (África 4 x Ásia 3)

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A Ásia chegou mais longe em Copas do Mundo, com a histórica (e contestada) campanha da Coreia do Sul semifinalista em 2002. Mas não se discute muito que, em geral, as equipes africanas sempre impuseram maior respeito internacionalmente.

Com 34 aparições nos Mundiais, em apenas outras seis oportunidades os representantes asiáticos passaram da primeira fase: uma vez avançando até as quartas (Coreia do Norte-1966) e nas cinco restantes caindo nas oitavas (Arábia Saudita-1994, Austrália-2006, Coreia do Sul-2010 e Japão-2002 e 2010).

Seleção da Coreia do Norte surpreendeu a Itália em 1966
Seleção da Coreia do Norte surpreendeu a Itália em 1966

A África tem vantagem discreta nesse balanço de Mundiais. Foram 39 participações, com 9 equipes passando da fase inicial. Delas, seis perderam nas oitavas (Marrocos-1986, Gana-2006, Argélia-2014 e Nigéria-1994, 1998 e 2014), e três chegaram nas quartas (Camarões-1990, Senegal-2002 e Gana-2010).

O grande diferencial africano nas Copas foram as vitórias surpreendentes contra potências. Ao menos quatro delas são lembradas até hoje: Argélia 2 x 1 Alemanha em 86, Camarões 1 x 0 Argentina em 90, Nigéria 3 x 2 Espanha em 1998 e Senegal 1 x 0 França em 2002. Já os asiáticos “surpreenderam” menos as grandes forças. Mesmo eliminando italianos e espanhóis, a Coreia do Sul de 2002 dificilmente tem seus méritos reconhecidos nesses jogos, muito mais lembrados pelos erros de arbitragem. Sendo assim, a glória solitária asiática fica sendo o já distante Coreia do Norte 1 x 0 Itália em 1966.

Analisando a fundo, os africanos nem foram tão melhores em Mundiais, mas são vistos como equipes de muito mais potencial. Nos Jogos Olímpicos, ao menos, isso já virou realidade: foram dois ouros (Nigéria-1996 e Camarões-2000), uma prata (Nigéria-2008) e um bronze (Gana-1992), com direito também a vitórias históricas como Zâmbia 4 x 0 Itália em 1990. Os asiáticos, por sua vez, sempre passaram despercebidos na competição, com apenas dois bronzes (Japão-1968 e Coreia do Sul-2012) e menções honrosas aos quartos lugares da Índia em 1956, proibida de jogar descalça, e do Iraque em 2004, goleando Portugal de Cristiano Ronaldo.

Por fim, em Copas das Confederações foram dois vices para a Ásia (Arábia Saudita-1992 e Japão-2001) contra um da África (Camarões-2001). Prova de que, se os africanos ainda podem ser considerados mais temidos, a diferença para os asiáticos não é assim tão grande. Vejamos mais disso no próximo tópico…

Terceiro Round – Confrontos diretos (África 5 x 5 Ásia)

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O equilíbrio em confrontos diretos entre Ásia e África nas três principais competições do futebol* comprova a proximidade do desenvolvimento dos dois continentes no esporte. Vamos relembrar esses jogos…

Jogos Olímpicos (29 J, 12 V África, 10 V Ásia, 7 empates)

Argélia 4 x 2 Coreia do Sul, no Beira-Rio, pela Copa de 2014 - último confronto direto
Argélia 4 x 2 Coreia do Sul, no Beira-Rio, pela Copa de 2014 – último confronto direto

1964 – República Árabe Unida (atual Egito) 10 x 0 Coreia do Sul
1964 – Gana 3 x 2 Japão
1968 – Japão 3 x 1 Nigéria
1968 – Israel (ainda pela Ásia) 5 x 3 Gana
1972 – Marrocos 6 x 0 Malásia
1972 – Burma (atual Myanmar) 2 x 0 Sudão
1980 – Kuwait 3 x 1 Nigéria
1980 – Argélia 3 x 0 Síria
1984 – Camarões 1 x 0 Iraque
1984 – Marrocos 1 x 0 Arábia Saudita
1988 – China 0 x 0 Tunísia
1988 – Zâmbia 2 x 2 Iraque
1992 – Catar 1 x 0 Egito
1992 – Marrocos 1 x 1 Coreia do Sul
1996 – Coreia do Sul 1 x 0 Gana
1996 – Nigéria 2 x 0 Japão
2000 – Coreia do Sul 1 x 0 Marrocos
2000 – Camarões 3 x 2 Kuwait
2000 – Japão 2 x 1 África do Sul
2004 – Mali 3 x 3 Coreia do Sul
2004 – Japão 1 x 0 Gana
2004 – Marrocos 2 x 1 Iraque
2008 – Costa do Marfim 1 x 0 Austrália (já competindo pela Ásia)
2008 – Nigéria 2 x 1 Japão
2008 – Coreia do Sul 1 x 1 Camarões
2012 – Senegal 1 x 1 Emirados Árabes Unidos
2012 – Coreia do Sul 0 x 0 Gabão
2012 – Japão 1 x 0 Marrocos
2012 – Japão 3 x 0 Egito

Copa das Confederações (5 J, 3 V Ásia, 1 V África, 1 empate)
1995 – Nigéria 3 x 0 Japão
1997 – Emirados Árabes Unidos 1 x 0 África do Sul
1999 – Arábia Saudita 5 x 1 Egito
2001 – Japão 2 x 0 Camarões
2009 – África do Sul 0 x 0 Iraque

Copa do Mundo (14 J, 4 V África, 4 V Ásia, 6 empates)
1994 – Arábia Saudita 2 x 1 Marrocos
1998 – África do Sul 2 x 2 Arábia Saudita
2002 – Camarões 1 x 0 Arábia Saudita
2002 – Japão 2 x 0 Tunísia
2006 – Irã 1 x 1 Angola
2006 – Coreia do Sul 2 x 1 Togo
2006 – Tunísia 2 x 2 Arábia Saudita
2010 –  Japão 1 x 0 Camarões
2010 – Nigéria 2 x 2 Coreia do Sul
2010 – Costa do Marfim 3 x 0 Coreia do Norte
2010 – Gana 1 x 1 Austrália
2014 – Irã 0 x 0 Nigéria
2014 – Costa do Marfim 2 x 1 Japão
2014 – Argélia 4 x 2 Coreia do Sul

Total: 48 jogos, 17 V África, 17 V Ásia, 14 empates

Isso mesmo. O confronto direto está EMPATADO no atual momento. Se formos pelo saldo de gols, os africanos, com mais goleadas ao longo da história, levam vantagem. Mas, excluindo os Jogos Olímpicos (amadores até a Olimpíada de 1984 e predominantemente sub-23 a partir de 1992), seriam os asiáticos os vencedores. Não há critério de desempate, tudo igual absolutamente.

* Não foram considerados os jogos da Copa de Nações Afro-Asiática, disputada sete vezes entre 1985 e 2007 confrontando os campeões da Copa Africana de Nações contra os da Copa da Ásia ou do torneio de futebol masculino dos Jogos Asiáticos, variando no decorrer das edições. O maior campeão do torneio foi o Japão, com dois títulos, mas a África teve mais vitórias no somatório geral.

Quarto round – Estrelas atuais (África 5 x 4 Ásia)

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Sabe quando jogadores importantes desfalcam clubes brasileiros porque estão na seleção? Você já deve ter ouvido que esse tipo de absurdo nunca acontece na Europa. Bom, em geral isso é verdade, as ligas europeias realmente costumam parar em dias de datas FIFA. Mas nem mesmo eles estão imunes a perder craques em momentos importantes. É o que vai acontecer em janeiro por conta das Copas da África e da Ásia.

Alguns exemplos de estrelas de equipes europeias que deverão desfalcar seus times por algumas semanas:

Marfinense Yaya Touré desfalcará o Manchester City
Marfinense Yaya Touré desfalcará o Manchester City

Copa Africana – Yaya Touré (Costa do Marfim/ Manchester City), Kolo Touré (Costa do Marfim/ Liverpool), Christian Atsu (Gana/ Everton), Papiss Cissé (Senegal/ Newcastle), Sadio Mané (Senegal/ Southampton), Emmanuel Mayuka (Zâmbia/ Southampton), Diafra Sakho (Senegal/ West Ham), Bony Wilfried (Costa do Marfim/ Swansea), Nabil Bentaleb (Argélia/ Tottenham), Feghouli (Argélia/ Valencia), Medhi Lacen (Argélia/ Getafe), Stéphane Mbia (Camarões/ Sevilla), Gervinho (Costa do Marfim/ Roma), Seydou Keitá (Mali/ Roma), Faouzi Ghoulam (Argélia/ Napoli), Kalou Salomon (Costa do Marfim/ Hertha Berlim), Cédric Makiadi (Rep. Dem. do Congo/ Werder Bremen), Aubameyang (Gabão/ Borussia Dortmund), Choupo-Moting (Camarões/ Schalke 04), Cheick Diarra (Mali/ Auxerre), André Ayew (Gana/ Olympique de Marselha), Bakari Koné (Burkina Faso/ Lyon), Lacina Traoré (Costa do Marfim/ Monaco), Moussa Sow (Senegal/ Fenerbahçe), Yacine Brahimi (Argélia/ Porto), Islam Slimani (Argélia/ Sporting).

Uma lista respeitável, que atinge todos os principais campeonatos europeus. Isso porque a atual campeã Nigéria não se qualificou para o torneio e nomes conhecidos como Demba Ba (Senegal/ Besikitas), Drogba (Costa do Marfim/ Chelsea), Eto’o (Camarões/ Everton) e Alex Song (Camarões/ West Ham) se aposentaram de suas seleções ou não foram convocados para a competição. Machucado, Assouu-Ekotto (Camarões/ Tottenham) também está fora.

Copa Asiática – Maya Yoshida (Japão/ Southampton), Ki Sung-yueng (Coreia do Sul/ Swansea), Lee Chung-yong (Coreia do Sul/ Bolton), Mile Jedinak (Austrália/ Crystal Palace), Reza Ghoochannejhad (Irã/ Charlton), Ali Al-Habsi (Omã/ Wigan),  Javad Nekounam (Irã/ Osasuna), Keisuke Honda (Japão/ Milan), Yuto Nagatomo (Japão/ Inter de Milão), Shinji Kagawa (Japão/ Borussia Dortmund), Hiroshi Kiyotake (Japão/ Hannover), Makoto Hasebe (Japão/ Eintracht Frankfurt), Takashi Inui (Japão/ Eintracht Frankfurt), Gōtoku Sakai (Japão/ Stuttgart), Shinji Okazaki (Japão/ Mainz 05), Kim Jin-su (Coreia do Sul/ Hoffenheim), Park Jo-hoo (Coreia do Sul/ Mainz 05), Koo Ja-cheol (Coreia do Sul/ Mainz 05), Son Heung-min (Coreia do Sul/ Bayer Leverkusen), Robbie Kruse (Austrália/ Bayer Leverkusen), Sardar Azmoun (Irã/ Rubin Kazan), Vitaly Denisov (Uzbequistão/ Lokomotiv Moscou)

Ao menos duas das principais estrelas desta edição da Copa Asiática jogam nos Estados Unidos: Tim Cahil (Austrália/ New York Red Bulls) e Justin Meram (Iraque/ Columbus Crew). Também vale ressaltar que, pelo maior poderio econômico em relação à África, os asiáticos conseguem manter alguns dos maiores destaques de suas seleções em clubes da região. São os casos de Yasuhito Endō (Japão/ Gamba Osaka), Mark Bresciano (Austrália/ Al-Gharafa), Jong Tae-Se (Coreia do Norte/ Suwon Samsung Bluewings), Saud Kariri (Arábia Saudita/ Al-Hilal), Al-Shamrani (Arábia Saudita/ Al-Hilal), Lee Keun-ho (Coreia do Sul/ El Jaish), Han Peng (China/ Sandong Luneng) e Server Djeparov (Uzbequistão/ Seongnam FC).

Outros jogadores conhecidos do público brasileiro, como Park Ji-sung (Coreia do Sul, ex-Manchester United e hoje aposentado) e os experientes goleiros australianos Brad Jones e Mark Schwarzer (reservas, respectivamente, de Liverpool e Chelsea) não atuam mais por seus países. Nem eles ajudariam. Não há como questionar o maior protagonismo dos atletas africanos em suas equipes atualmente. Mas será que sempre foi assim?

Quinto round – Estrelas do passado (África 5 x 3 Ásia)

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Há pouco mais de um mês, a Confederação Asiática, em comemoração ao seu 60º aniversário, divulgou uma lista de dez atletas de futebol que compõem a “Calçada da Fama” da entidade. Vamos segui-la (excluindo duas nomeadas do futebol feminino) para apontarmos os melhores asiáticos da história:

Homayoun Behzadi (meia-atacante, Irã) – liderou a seleção em duas conquistas da Copa da Ásia nos anos 60 e 70, mas sempre jogou no futebol do país.
Baichung Bhutia (atacante, Índia) – também sempre atuou no futebol local e defendeu sua seleção por 20 anos, tendo a primeira oportunidade de disputar uma Copa da Ásia já aos 34 anos, em 2011.
Ali Daei (atacante, Irã) – ultrapassou Pelé marcando mais de 100 gols por sua seleção nacional, que defendeu por 20 anos, disputando duas Copas do Mundo e chegando no máximo às semifinais da Copa da Ásia. Jogou por duas temporadas no Bayern de Munique.
Myung-bo Hong (zagueiro, Coreia do Sul) – estrela da seleção sul-coreana nos anos 90. Disputou quatro Copas do Mundo (90, 94, 98 e 2002). Fez carreira por clubes do próprio país, mas se aposentou em 2004 no Los Angeles Galaxy
Sami Jaber (atacante, Arábia Saudita) – jogou quatro Copas do Mundo pela seleção saudita (94, 98, 2002 e 2006), marcando três gols, e foi campeão da Copa da Ásia de 1996. É o maior ídolo da história do Al-Hilal, deixando o clube apenas para defender o inglês Wolverhampton por empréstimo. Se aposentou em 2008.
Harry Kewell (meia-atacante, Austrália) – fez carreira no futebol inglês, se destacando pelo Leeds United e, especialmente, no Liverpool, clube pelo qual conquistou a Liga dos Campeões 2004/05. Jogou duas Copas do Mundo (2006 e 2010) e foi vice-campeão da Copa da Ásia em 2011.
Yasuhiko Okudera (meia, Japão) – grande nome dos primórdios do futebol japonês. Nos anos 80 chegou a ser titular do Werder Bremen, algo raro para um asiático na época. Se aposentou da seleção em 1987, um ano antes da classificação do Japão para a sua primeira Copa da Ásia.
Soh Chin Aun (zagueiro, Malásia) – sempre atuou no futebol malaio. Alega ter 324 convocações para a seleção nacional entre 1968 e 1988, marca que não é reconhecida pela FIFA por falta de documentação oficial. Disputou duas Copas da Ásia, em 1976 e 1980.

Soh Chin Aun, lenda do futebol da Malásia
Soh Chin Aun, lenda do futebol da Malásia

A Confederação Africana não possui uma lista semelhante. Então consideraremos como melhores jogadores do continente na história os oito maiores vencedores do troféu “Jogador Africano do Ano”, somando os prêmios com esse nome da revista France Football (entregue de 1970 a 1994) e da própria confederação continental (desde 1992 até os dias de hoje):

Samuel Eto’o (atacante, Camarões) – eleito quatro vezes o Jogador Africano do Ano e terceiro Melhor do Mundo pela FIFA em 2005. Disputou três Copas do Mundo e seis Copas da África pela seleção camaronesa, além de ter conquistado o ouro olímpico em 2000. É o maior artilheiro da história das Copas Africanas, com 18 gols, e venceu o torneio duas vezes (2000 e 2002). Na Europa teve seu auge por Barcelona e Inter de Milão. Em 2011 se tornou o jogador mais bem pago do mundo na época quando passou pelo russo Anzhi Makhachkala.
George Weah (atacante, Libéria) – foi três vezes Jogador Africano do Ano e é o único nascido do continente a vencer o prêmio de Melhor do Mundo da Fifa, em 1995, quando defendia o Milan, equipe pela qual teve seus melhores momentos. Nunca jogou uma Copa, mas conseguiu levar a fraca seleção liberianas a duas Copas da África, em 1996 e 2002. Se candidatou à presidência do país em 2011 e atualmente é senador.
Abedi Pelé (atacante, Gana) – um dos maiores atacantes da história do Olympique de Marselha. Foi eleito Jogador Africano do Ano por três vezes, no início da década de 90. Nunca jogou a Copa, mas venceu a Copa da África com o seu país em 1992, sendo eleito o craque do torneio.
Yaya Touré (volante, Costa do Marfim) – atual tricampeão do troféu de Africano do Ano. Destaque do Manchester City, tentará em 2015 o seu primeiro título na Copa da África. Jogou três Copas do Mundo.
Didier Drogba (atacante, Costa do Marfim) – aposentado da seleção marfinense, é o maior artilheiro da história do país. Foi a grande estrela da Copa do Marfim em três Copas do Mundo e dois vice-campeonatos na Copa da África (2006 e 2012).
Roger Milla (atacante, Camarões) – com grandes passagens no futebol francês, jogou três Copas do Mundo pela seleção camaronesa e se tornou o atleta mais velho a marcar no torneio em 1994, aos 42 anos. Venceu duas Copas da África (1980 e 1988).
Thomas N’Kono (goleiro, Camarões) – goleiro do Español entre 1982 e 1991, abriu as portas do clube para o conterrâneo Kameni, da mesma posição, que também foi ídolo mais recentemente. Jogou três Copas do Mundo e quatro Copas da África. Em 2002, como treinador de goleiros da seleção nacional, foi banido do futebol por um ano acusado de fazer magia negra antes de um jogo contra Mali. É ídolo do goleiro italiano Buffon, que declarou ter nomeado seu filho Thomas em homenagem a N’Kono.
Nwankwo Kanu (atacante, Nigéria) – ídolo de Ajax, Inter de Millão e Arsenal, venceu a medalha olímpia de 1996 com a seleção nacional, além de atuar em três Copas do Mundo e chegar ao vice da Copa da África em 2000.

Menções honrosas: Hossam Hassan (atacante, Egito) e El Hadji Diouf (atacante, Senegal).

É, não há muito o que discutir, os africanos levam essa disputa também.

Manny Pacquiao is knocked down in the third round while taking on Juan Manuel Marquez

Fim da luta. Os asiáticos foram perseverantes e elevaram o nível, mas a África tem mais moral quando o assunto é futebol. Será que topam uma revanche no badminton?

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