Mortes e adiamentos: como a gripe espanhola afetou o futebol

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Nossa geração nunca viu algo parecido como o novo coronavírus (COVID-19). As paralisações sem prazo para acabar em campeonatos do mundo todo e adiamento de torneios como Eurocopa, Copa América e Olimpíada tornarão 2020 uma temporada sempre lembrada no futebol.

Mas nada disso é inédito. Entre 1918 e 1919, durante a pandemia de gripe espanhola, o futebol foi bastante impactado. No Brasil, campeonatos estaduais pararam e alguns sequer acabaram. Muita confusão marcou o Campeonato Paulista, o Campeonato Carioca e o Campeonato Gaúcho.

O Campeonato Sul-Americano de 1918, terceira edição da Copa América, teve que ser adiado para 2019 e a seleção brasileira teve problemas com os atletas paulistas na questão financeira.

O estádio das Laranjeiras foi erguido no meio ao casos e Nelson Rodrigues até escreveu anos mais tarde: “quem não morreu na gripe espanhola? Só escapou o Fluminense”.

Muitos jogadores pegaram a gripe e teve até time campeão dando WO por falta de atletas saudáveis. Infelizmente, diversos atletas morreram também, como o mártir do São Cristóvão, João Cantuária. Um dos nomes mais importantes da época, Belfort Duarte também adoeceu…

No Paraguai e na Argentina, incrivelmente não foi a gripe espanhola que parou os campeonatos. Na Europa, a soma de epidemia do vírus da gripe espanhola e I Guerra Mundial gerou muitos estragos. Aliás, a quase morte do Rei Alfonso XIII por gripe espanhola poderia ter mudado a história do Real Madrid para sempre.

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