Campos: o foguete roxinho do Rio de Janeiro

0 200

A cidade de Campos dos Goytacazes está fora da elite do Campeonato Carioca desde que o Americano foi o lanterna da edição 2012. No entanto, o futebol campista estará de volta à primeira divisão do Rio de Janeiro em 2017 – não com o Americano ou com o tradicional Goytacaz, mas com o emergente Campos Atlético Associação.

campos_aa-escudoNão que o Roxinho seja um clube novo. Na verdade, o Campos Athletic Association foi fundado em 1912, e teria seu nome posteriormente aportuguesado. Em seus primeiros anos, foi vencedor do Campeonato Municipal em 1918, 1924 e 1932 – neste último, o Goytacaz também foi campeão, mas em um torneio organizado paralelamente.

O Campeonato Campista foi profissionalizado em 1952, pouco antes do primeiro grande momento do Campos AA. Em 1956, a Federação Fluminense de Desportos (FFD) criou a Divisão Departamental de Profissionais (DDP), que dividiria o antigo estado do Rio de Janeiro em regiões; destas, sairiam campeões que definiriam o campeão estadual.

O Campos acabou campeão da Zona Campista (que contava também com Americano, Goytacaz, Municipal, Rio Branco e São José, todos da mesma cidade), com resultados que também valeram ao clube o título do Campeonato Campista de 1956. Classificado à fase final, o Roxinho disputaria o título na segunda fase contra Central (Barra do Piraí), Guarani (Duque de Caxias) e Serrano (Niterói); entretanto, por falta de datas, o torneio ficou sem campeão.

O time perdeu terreno na década de 1970, a partir da fusão dos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara em 1975. Ainda foi campeão fluminense em 1976, antes da fusão dos dois torneios estaduais em 1978, mas não voltou a conquistar títulos. O Campos ainda participou da terceira divisão em 1988 e 1989 antes de se desfiliar do futebol profissional em 2006 e passar a se dedicar à parte social.

A “entrada” do Carapebus

O Carapebus em 2011 (Crédito: André Luiz Pereira Nunes)
O time do Carapebus na Série C do RJ em 2011 (Crédito: André Luiz Pereira Nunes)

Fundada em 12 de abril de 2006, a Associação Atlética Carapebus teve uma trajetória rápida no futebol fluminense. Em 2011, conseguiu o acesso na Série C do Carioca, mas foi rebaixado da Série B já no ano seguinte. Em 2013 e 2014, pediu licença junto à Ferj, que cobrou do clube uma multa de R$ 100 mil (R$ 50 mil por ano).

Neste intervalo, o Campos foi adquirido por Victor Mothé e Marcos Brito, responsáveis por um projeto de reorganização do clube. E para que o Roxinho retornasse aos gramados profissionais, a nova diretoria se aproveitou da situação do Carapebus.

No começo de 2015, ao invés de filiar novamente o Campos à Ferj (o que custaria a bagatela de R$ 500 mil), a diretoria firmou uma parceria com o Carapebus. Assim, bancou uma dívida de R$ 178 mil do clube junto à Federação e assumiu o CNPJ da equipe – oficialmente, Victor Mothé é o presidente do Carapebus, que não entra em campo.

Com a vaga do Carapebus, o Campos entrou na Série C do Campeonato Carioca 2015 e não decepcionou: conquistou o acesso invicto, com 15 vitórias em 17 jogos. Na Série B 2016, também foi promovido, ao lado do Nova Iguaçu. Assim, pela primeira vez em sua história, garantiu presença na primeira divisão do Campeonato Carioca.

A estreia acontece em 2017. Até lá, quem poderá dizer onde o foguete roxinho poderá chegar?

(A foto que abre este texto é de Igor Dorilêo, do FutRio)

Você pode gostar também
Comentários
Carregando...