Bósnia, Eu Acredito: 10 motivos para torcer conosco pela estreante da Copa

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É com grande prazer que o Última Divisão convida você para acompanhar a Copa do Mundo de um jeito diferente. Claro que cornetar o Brasil e analisar as seleções gringas é sempre legal. Mas divertido mesmo será aderir à campanha “Bósnia, Eu Acredito”. A seleção mais carimática da Copa precisa do nosso apoio no Brasil.

Existem muitos motivos para torcer pela Bósnia-Herzegovina. Dez deles estão listados abaixo. Se esses argumentos funcionarem, você torcerá conosco e encontrará no Última Divisão a melhor cobertura sobre a Bósnia da internet brasileira. Claro que não serão publicadas notícias do dia a dia, porque fugiria dos princípios do site – preferimos ficar de olho em todas histórias, personagens e curiosidades que os bósnios trouxerem ao Brasil. As notícias rotineiras irão para nossas redes sociais, Twitter e Facebook.

Agora veja os motivos para torcer pela Bósnia e deixe se levar pela empolgação:

Olha esse argentino catimbeiro parando o futebol arte da Bósnia com falta
Olha esse argentino catimbeiro parando o futebol arte da Bósnia com falta

1. Pode vir, Argentina!

Vai ser fácil torcer pela Bósnia desde o primeiro jogo, pois a estreia acontecerá logo contra a Argentina. O jogo será na noite (19h) de um domingo (15 de junho), então é perfeito para a família boleira do Brasil torcer em peso. Já consigo até imaginar o Tadeu Schmidt fazendo piadinhas infames com o Messi logo depois, no Fantástico.

Apenas o retrospecto é ruim: Bósnia e Argentina se enfrentaram duas vezes na história, mas ambas tiveram vitórias dos hermanos: 5 a 0 em 1998, e 2 a 0 em 2013. Agora é hora de revanche, igualando saldo de gols: aposto em 7 a 0 para os bósnios!

2. É a chance de unir um país

A Bósnia-Hergovina surgiu após a dissolução da Iugoslávia, mas demorou para se consolidar como país – primeiro porque houve uma guerra contra a Sérvia, que durou três anos, até a assinatura do Acordo de Dayton em 1995; mas também porque a Bósnia é um país cheio de etnias diferentes que ainda precisa se unir e encontrar uma identidade. O futebol já fez transformações sensacionais em outros países e mais uma vez pode ser útil nesse sentido.

Ainda vamos explorar e detalhar mais esse tema em outros textos, porque é um dos pontos principais dessa bela história.

Aprende, Bósnia!
Aprende, Bósnia!

3. Um novo Taiti?

Foi inesquecível o que aconteceu com a seleção do Taiti na Copa das Confederações de 2013. Era a estreia da equipe em uma competição tão grande e foi sucesso absoluto. Os brasileiros, agregadores e fãs de futebol alternativo, abraçaram o Taiti e fizeram festa inclusive nas previsíveis derrotas do time.

Com a Bósnia pode acontecer algo semelhante, pois ela é a única seleção estreante. Seu carisma pode tornar cada jogo um sucesso. Com uma diferença: a Bósnia tem futebol de qualidade e poderá fazer festas pelas vitórias também.

4. Tem certeza que vai vencer?

A Bósnia tem chances reais de ir longe. Após a goleada por 7 a 0 contra a Argentina, o time vai enfrentar a Nigéria, de Okocha, Kanu e Taribo West. Portanto, é um time perigoso mas não imbatível. E a decisão virá contra o Irã. Basta se matar nesse jogo (entenderam?) e a classificação já será uma festa para quem acredita na Bósnia.

Pjanic e Dzeko em festa: essa cena vai se repetir com frequência no Brasil
Pjanic e Dzeko em festa: essa cena vai se repetir com frequência no Brasil

Mas a festa não tem fim: nas oitavas o adversário sai do Grupo E, que tem França, Suíça, Honduras e Equador. Difícil? Não para Dzeko e companhia…

5. O time sabe jogar

Não é assim uma “geração belga”, mas existem muitos bósnios bons de bola. Edin Dzeko é o principal destaque – consegue decidir jogos na Inglaterra, mesmo com a centenas de atacante comprados a cada ano no Manchester City. E aqueles que armam as jogadas para ele na Bósnia também tem qualidades, principalmente Pjanic, da Roma. E há ainda Misimovic, que está longe do auge, mas é experiente; o líder da defesa e capitão do time é o bom Emir Spahić, do Bayer Leverkusen. E existem outros bons nomes em times relevantes na Europa, como Begovic (Stoke City), Lulic (Lazio), Kolasinac (Schalke 04) e Ibisevic (Stuttgart).

É a última vez que usaremos esse trocadilho, prometemos, mas permitam… esse não é um time de bos…nia!

No Brasil não precisa de cachecol
No Brasil não precisa de cachecol

6. Bela torcida

Não é segredo para ninguém que mulheres do leste europeu são lindas. A Bósnia pode não ser uma República Tcheca, mas está quase lá. Uma matéria do GloboEsporte.com inclusive mostrou que elas entendem de futebol. As bósnias estão vindo empolgadas para o Brasil e ficarão no Guarujá, com praia e biquínis. Elas até acreditam no título da Bósnia na Copa. Tem certeza que não quer ajudá-las a torcer?

Para não desagradar as mulheres: alguns jogadores da Bósnia são bonitinhos, o que indica que também existirão motivos para vocês torcerem com eles.

7. Quer trocar figurinhas?

Se você gosta do álbum da Copa do Mundo, certamente já tem um assunto para falar com os bósnios: eles estão empolgados com a Copa e também transformaram as figurinhas em uma febre nacional. Existe até um álbum alternativo, com desenhos engraçados, como Ibrahimovic (que nem vai para Copa) sem camisa. Fica a dica para quem já completou um álbum e quer colecionar outro. Ainda dá tempo de pedir para os bósnios!

Se você já completou o álbum da Panini, agora tem um novo desafio
Se você já completou o álbum da Panini, agora tem um novo desafio

8. Paixão e crescimento

Os torcedores bósnios são verdadeiramente apaixonados pelo futebol. O campeonato local parou durante a guerra, mas rapidamente voltou e consolidou uma grande rivalidade: Sarajevo e Željeznicar disputam o posto de maior time do país, com provocações e fanatismo. Isso até já gerou problemas graves, com confusões, mas mostra como o campeonato bósnio tem potencial de crescimento, a partir dessa paixão dos torcedores.

9. Bósnios de coração

Com tantos conflitos étnicos, separatistas e a guerra contra a Sérvia, muitos bósnios fugiram do país. Esses imigrantes tiveram filhos, que passaram a ter dupla nacionalidade. Mas vários deles entenderam que eram bósnios de coração e deixaram para trás a Alemanha, como fizeram Misimovic, Kolasinac e Besic; a Suíça, como fez Izet Hajrovic; ou até a rival Croácia, como Spahic e Mujdza.

10. Vamos para o jogo!

A maioria dos ingressos para os jogos grandes da Copa já está esgotada ou na mão de cambistas, inclusive as entradas da partida entre Argentina e Bósnia. Então, atualmente, o melhor jeito de ver o Mundial no Brasil é seguir as seleções mais alternativas em jogos “escondidos”. E a Bósnia é a melhor de todas nesse quesito.

A segunda partida, que acontecerá no dia 25 de junho, na Arena Pantanal, é um dos três jogos menos procurados pelos torcedores. Com a nossa torcida, isso deve mudar em breve. E vale procurar ingressos para o terceiro e decisivo jogo, na Bahia, contra o Irã. Não deve ser difícil e promete ser explosivo (entenderam de novo?). Bósnia, eu acredito em você!

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