6 vezes em que os times do interior decidiram uma final estadual

Reprodução/GloboEsporte
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As finais do Campeonato Baiano de 2021 entraram para a história, e não é exagero. Pela primeira vez, dois times de fora de Salvador foram para a decisão do título.

No caso, o Bahia de Feira de Santana e o Atlético de Alagoinhas. E o duelo acabou virando um tira-teima, já que reuniu os dois vice-campeões anteriores: o Bahia de Feira em 2019, e o Atlético em 2020.

Por isso, a gente decidiu lembrar aqui mais seis decisões alternativas na história dos estaduais. Bora relembrar?

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Bragantino, campeão paulista de 1990

Vamos começar com aquela final que talvez seja a mais conhecida nessa lista: o Bragantino x Novorizontino do Paulistão de 1990.

A fase que definiria os finalistas tinha 14 times, jogando em turno e returno dentro dos grupos. O vencedor de cada chave iria à decisão.

No Grupo Vermelho, o Palmeiras era o favorito, mas chegou à última rodada precisando de uma combinação de resultados. O Novorizontino, principal adversário, ficou no 1 a 1 com a Portuguesa, mas o Palmeiras ficou no 0 a 0 com a Ferroviária. Melhor para o Tigre.

Já no Grupo Preto, Bragantino e Corinthians decidiriam a vaga em um duelo de líderes em Bragança. O Braga, além de jogar em casa, tinha a melhor campanha até então. No fim, conseguiu um 0 a 0 e também se classificou.

Nas finais, empates por 1 a 1 em ambos os jogos e 0 a 0 na prorrogação em Bragança. Por ter a melhor campanha, o Bragantino foi campeão.

 

Londrina, campeão paranaense de 1992

O Campeonato Paranaense teve muito campeão diferente vindo do interior, como o Monte Alegre de Telêmaco Borba, o Comercial de Cornélio Procópio, o Paranavaí e o Operário Ferroviário. Mas a gente escolheu uma das finais sem times de Curitiba.

Em 1992, o Londrina conquistou o terceiro título estadual de sua história. Na decisão, venceu o União Bandeirante.

Naquele Paranaense, o Londrina, passou pela primeira fase em quinto lugar, com direito a dez empates seguidos. Na segunda fase, foi o segundo colocado em um quadrangular que o Paraná Clube liderou. Depois, nas semifinais, passou pelo Atlético.

Foram três partidas para decidir o título. Nos dois primeiros, dois empates. Na decisão, vitória por 1 a 0 para o Londrina, que condenou o União Bandeirante ao quinto vice paranaense.

 

ASA, campeão alagoano de 2005

Às vezes pode parecer que o Campeonato Alagoano se resume a um CRB x CSA, com uma ou outra presença do ASA na briga. Não é bem assim, já que cidades como Coruripe, Capela e Murici também já tiveram times decidindo títulos.

Em 2005, o Alagoano teve, pela primeira vez, uma decisão de título sem times de Maceió em campo: ASA e Coruripe. No fim, depois de dois turnos, o ASA levou a melhor sobre o Coruripe.

Mas desde então, Maceió viu a concorrência crescer. Em 2010, o Murici foi campeão em cima do ASA, e em 2011 o ASA levou de novo em cima do Coruripe.

 

Perdigão, campeã catarinense de 1966

O frigorífico Perdigão já deu nome a um clube de futebol, que durou pouco tempo, mas teve relativo sucesso: a Sociedade Esportiva e Recreativa Perdigão, que disputou competições entre 1964 e 1969 e conquistou o Campeonato Catarinense de 1966.

Naquele ano, o Catarinão contou com 27 times, divididos em dois grupos na primeira fase: Litoral e Oeste. Campeão e vice foram para um quadrangular final.

A Perdigão foi campeã do Oeste na primeira fase e foi para a fase final com o Comercial de Joaçaba, o Metropol e o Almirante Barroso. E os dois representantes do Oeste na fase final acabaram como campeão e vice – no caso, Perdigão campeã e Comercial vice. Não teve final, mas essa dobradinha dos dois primeiros vale uma menção aqui.

E vale destacar que aquele Catarinense contou com muito time de peso, como Avaí, Figueirense, Almirante Barroso, Inter de Lages, Hercílio Luz… Não dá pra dizer que foi um torneio fraco.

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Perdigão campeão de 1966 (Reprodução/Blog La Pelota)

 

Baraúnas, campeão potiguar de 2006

A decisão do Campeonato Potiguar de 2006 não foi apenas disputado sem times de Natal. Não… Aquele Potiguar foi decidido por dois times de Mossoró: Baraúnas e Potiguar.

Na primeira fase, o Baraúnas fez a melhor campanha e o Potiguar foi terceiro. Na primeira edição do mata-mata, o Baraúnas eliminou o América nas semifinais e o Potiguar eliminou o ABC. Nas finais, o Baraúnas venceu a ida por 2 a 0, mas o Potiguar venceu a volta por 3 a 1.

E o título? O título precisou esperar. Em uma guerra de liminares, o ASSU eliminou o ABC nas quartas de final e conseguiu uma vaga nas semifinais. Aí, o Potiguar levou a melhor com um 9 a 1 no agregado.

Na nova decisão, dois empates por 0 a 0. E Baraúnas campeão por ter melhor campanha.

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Baraúnas campeão potiguar de 2006 (Ricardo Lopes/ACEC Baraúnas Oficial)

 

Volta Redonda, campeão da Taça Guanabara de 2005

O Campeonato Carioca nunca teve uma final sem um time da capital, mas já teve decisão envolvendo dois times do interior. Você se lembra?

Aconteceu na Taça Guanabara de 2005. Na primeira fase, Flamengo, Fluminense e Vasco foram eliminados. Para as semifinais, passaram Volta Redonda, Botafogo, Americano e Cabofriense.

Moleza para o Botafogo? Nada disso. Nas semifinais, o Americano despachou o Bota e foi à decisão. A outra vaga ficou com o Volta Redonda, que venceu a Cabofriense.

Na decisão do primeiro turno do Carioca, Americano e Volta Redonda ficaram no 0 a 0. Aí, nos pênaltis, o Voltaço levou a melhor.

O time ainda foi para as semifinais da Taça Rio, mas foi eliminado pelo Flamengo, que perdeu o turno para o Fluminense. Nas finais, o Voltaço venceu a ida contra o Flu por 4 a 3, mas perdeu a volta por 3 a 1 e ficou sem o título.

Restou o consolo de ter o artilheiro do Cariocão: Túlio Maravilha, ele mesmo.

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