[Anões Olímpicos] Uma medalha para inspirar o povo da Guatemala

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Na disputa de 20 km da marcha atlética, em um dos esportes mais sacrificantes do calendário olímpico, Erick Barrondo conseguiu a primeira medalha da história da Guatemala, nos Jogos de Londres-2012. Foram necessárias doze edições (a primeira em Helsinque-1952) até que o sonho se tornasse realidade.

Após o feito, o atleta aproveitou a exposição para enviar uma mensagem de esperança ao país, um dos mais violentos do mundo: “sabe-se que na Guatemala há problemas com armas e facas. Espero que minha medalha inspire a juventude a terminar com esse flagelo e calçar um par de tênis, para praticar esporte”, declarou na época.

Barrondo vibra ao terminar sua prova em Londres-2012
Barrondo vibra ao terminar sua prova em Londres-2012

Barrondo nasceu em uma família humildade na pequena cidade de San Cristóbal Verapaz. Filho de um agricultor e uma cozinheira, abandonou os estudos ainda adolescente para procurar emprego na capital. Na Cidade da Guatemala, conheceu o cubano Rigoberto Medina, treinador da salvadorenha Cristina Esmeralda López (especialista em marcha atlética que venceu, nos Jogos Pan-Americanos do Rio-2007, a primeira medalha de ouro da história do seu país).

Medina apresentou o guatemalteco ao esporte e o transformou em campeão pan-americano nos Jogos de Guadalajara-2011. A glória olímpica viria em 2012 e o transformaria definitivamente em herói nacional.

Prova disso é que o “Parque de la Democracia”, um dos maiores da Cidade da Guatemala, teve seu nome alterado para “Parque Erick Barrondo Garcia”. Imagina se ele faturar outra medalha no Rio-2016

A série Anões Olímpicos conta a história dos 26 países que conquistaram apenas uma medalha na história olímpica entre 1896 e 2012. Os textos são reedições atualizadas do post O que esses caras estão fazendo nesse blog?, publicado por Diego Freire, em 2012. Para ler as outras reportagens da série, CLIQUE AQUI.

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