[Anões Olímpicos] Um gesto e uma medalha de ouro que orgulham o Burundi

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País irmão da tragicamente famosa Ruanda, Burundi também tem a população dividida pelos tribos tutsi e hutu e foi palco de diversos conflitos sangrentos durante toda a história. O único medalhista olímpico do país, no entanto, criou fama justamente por um gesto de amizade.

Corredor de ponta e favorito para a prova dos 1.500m do atletismo em Atlanta-1996, Vénuste Niyongabo  cedeu sua vaga na corrida ao compatriota Dieudonné Kwizera, seu treinador na época e veterano atleta burundinês. A atitude foi uma homenagem a Kwizera, impedido de competir nas Olimpíadas de Seul-1988 e Barcelona-1992 – quando sua nação ainda não era filiada ao Comitê Olímpico Internacional.

Burundi conquistou o ouro logo na primeira participação olímpica, em Atlanta-1996
Burundi conquistou o ouro logo na primeira participação olímpica, em Atlanta-1996

Niyongabo abriu mão de correr na distância em que era favorito mais destacado e aceitou se aventurar nos 5.000 m, sem grande experiência. Mesmo fora da prova original, ele demonstrou ser um dos melhores atletas da época e conquistou a medalha de ouro em um pódio todo africano, também formado por um queniano e um marroquino.

Como se sabe essas disputas são longas e costumam reservar a emoção para os minutos finais. A quem quiser assistir, o grande momento burundinês pode ser visto aqui.

A série Anões Olímpicos conta a história dos 26 países que conquistaram apenas uma medalha na história olímpica entre 1896 e 2012. Os textos são reedições atualizadas do post O que esses caras estão fazendo nesse blog?, publicado por Diego Freire, em 2012. Para ler as outras reportagens da série, CLIQUE AQUI.

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