[Anões Olímpicos] Bahrein, conduzido ao pódio pelos imigrantes

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A relação mais óbvia entre esportes e Bahrein é o Grande Prêmio de Fórmula 1 realizado no país asiático desde 2004. Dois fatos marcantes costumam acompanhar as provas: protestos violentamente reprimidos nos arredores do circuito (afinal, os bareinitas tentam mudar seu governo desde a Primavera Árabe) e as comemorações no pódio com uma espécie de champanhe não-alcoólico, respeitando os costumes muçulmanos.

O futebol também já reservou algumas glórias ao pequeno reino, que chegou muito perto de disputar uma Copa do Mundo em 2010, quando eliminou a Arábia Saudita nas Eliminatórias Asiáticas e caiu na repescagem intercontinental diante da Nova Zelândia. Em 2004, a seleção local já havia provado sua força regionalmente alcançando as semifinais da Copa da Ásia e arrancando um empate em Pequim contra a China, um país com população mil vezes mais numerosa (1,3 bilhão x 1,3 milhão) e de área quase 14 mil vezes maior (9,5 milhões de km² x 700 km²).

Da esquerda para a direita, Maryam Jamal e Rashid Ramzi, responsáveis por levar Bahrein ao pódio olímpico (embora só uma medalha tenha valido)
Da esquerda para a direita, Maryam Jamal e Rashid Ramzi, responsáveis por levar Bahrein ao pódio olímpico (embora só uma medalha tenha valido)

As minúsculas dimensões não impediram Bahrein de fazer bonito também em Jogos Olímpicos. Na prática, a ilha já havia comemorado sua primeira medalha da história em Pequim-2008, com um ouro de Rashid Ramzi na prova de 1.500 m do atletismo. O sonho, porém, virou pesadelo um ano depois quando o atleta foi desclassificado por doping e teve que entregar seu prêmio ao queniano Asbel Kiprop.

O trauma nacional apenas foi superado em Londres-2012, quando Maryam Jamal subiu ao pódio com um bronze na versão feminina da mesma prova. Curiosamente, tanto Ramzi quanto Jamal não nasceram no país. Eles são imigrantes, oriundos, respectivamente, do Marrocos e da Etiópia.

A série Anões Olímpicos conta a história dos 26 países que conquistaram apenas uma medalha na história olímpica entre 1896 e 2012. Os textos são reedições atualizadas do post O que esses caras estão fazendo nesse blog?, publicado por Diego Freire, em 2012. Para ler as outras reportagens da série, CLIQUE AQUI.

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