A tragédia de Heysel e o ápice do hooliganismo

Reprodução/BBC/Eamonn McCabe
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A tragédia de Heysel, na Bélgica, é lembrada até hoje – 36 anos depois – por ser considerada uma das mais impactantes da história do maior esporte do mundo e por ter colocado em evidência o problema do hooliganismo no futebol europeu.

No dia 29 de maio de 1985, Liverpool e Juventus se enfrentaram pela final da Taça dos Campeões da Europa — atual UEFA Champions League. Mas o jogo, que terminou com o placar de 1 a 0 para a equipe italiana, ficou em segundo plano por conta do que aconteceu nas arquibancadas.

Fora do estádio já dava para notar que as coisas seriam tensas, com os ingleses saqueando lojas e depredando bens públicos. Mas dentro do estádio que tudo ficou pior: os hooligans ingleses conseguiram acessar uma parte da arquibancada onde estavam torcedores italianos e foram para a cima, usando as barras de ferro que separavam os torcedores.

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O jogo continuou acontecendo normalmente, enquanto na arquibancada o que se via era selvageria dos torcedores. Resultado: 39 pessoas perderam suas vidas (em grande maioria torcedores italianos) e outros 600 ficaram feridos.

O esquema de segurança foi extremamente fraco, houve superlotação, inclusive com torcedores ingleses cavando buracos para conseguir acessar ao estádio. UMA LOUCURA!

Esse desastre só mostrou que alguma atitude precisava ser tomada. A UEFA resolveu punir TODOS os clubes ingleses por cinco anos, por causa dos hooligans. Vale lembrar que antes dessa final, nas últimas sete decisões, cinco foram vencidas pelos ingleses.A própria rainha Elizabeth condenou publicamente as atitudes dos adeptos e apoiar a decisão de punir os clubes ingleses.

Algo tinha que ser feito, e se não acabou de vez, pelo menos entenderam o quão perigoso é esse tipo de torcedor nos estádios de futebol.

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