A Segundona argentina é forte, sí señor!

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Ariel Ortega, 34 anos, duas Copas do Mundo e um sério problema de alcoolismo no último ano. O polêmico meia é o principal nome da Segunda Divisão da Argentina, a B Nacional, que neste ano ganhou holofotes graças à presença do Burrito no Independiente Rivadavia, de Mendoza.

A chegada de Ortega, após problemas com o técnico Diego Simeone no River Plate, serviu para trazer a atenção que a B Nacional merecia – e precisava. O sistema de rebaixamento no país vizinho (média de pontos dos últimos três anos) dificulta o descenso de um gigante. Basta ver o próprio River, que no final de 2008 foi lanterna absoluto do Apertura e não corre risco algum de cair.

Se no Brasil a Segundona se popularizou com a presença de clubes grandes nos últimos anos, na Argentina a atração vem por conta da competitividade entre os times. Com pelo menos 10 equipes em um nível razoável, a competição é equilibrada e apenas um time se vê em melhores condições.

Hinchada poderosa – Em 2006, o canal argentino TyC Sports elegeu as cinco melhores canções de torcidas argentinas. A tradicional banda Jugador nº12, do Boca Juniors, emplacou apenas a terceira posição. Os vencedores foram Los Funebreros, torcedores do Chacarita Juniors.

A canção “Chacarita, yo te quiero” é belíssima. E neste ano, vem embalando o líder da B Nacional. Até a vigésima primeira rodada, o Chacarita se encontrava com 41 pontos, seis à frente do vice-líder Belgrano. Muito desse sucesso passa pelos pés do atacante Javier Toledo. O delantero divide a artilharia da B com Luís Salmerón, do Talleres. 11 gols para cada lado. Além de Toledo, outro nome conhecido é o zagueiro chileno Cristian Suárez, de passagem apagadíssima pelo Corinthians no ano passado.

Acabou o encanto? – O Platense já foi tido como um clube “fantasma” na principal divisão da Argentina. Por anos a fio, o clube ao norte de Buenos Aires (fica em Vicente Lopez) se salvou do rebaixamento com resultados improváveis e sempre renasceu nas rodadas finais. Entre 1976 e 1999, o clube fez história colecionando milagres para se manter na elite do futebol local. O mais expressivo foi uma goleada de 4 a 0 sobre o Boca Juniors, em La Bombonera, que salvou o time da degola na última rodada.

Depois de 99, com o descenso consumado, o Platense nunca mais foi o mesmo. Em 2002 o clube caiu para a B Metropolitana, uma das chaves da Terceira Divisão argentina (a outra é o Torneo Argentino A, com equipes de fora da Grande Buenos Aires).

O acesso só veio em 2006. E no ano seguinte, o fantasma ameaçou voltar para seu tradicional lugar. Nos playoffs da Segundona (disputado entre as equipes que ficam do segundo ao quinto lugar), o Platense chegou à final diante do Tigre, um de seus maiores rivais. Porém, a derrota por 2 a 0 na soma das duas partidas tirou a chance de retorno do Calamar.

Enquanto o Tigre já conquistou dois vice-campeonatos argentinos nos últimos dois anos, o Platense sofre mais uma vez para não voltar à B Metropolitana. Na lanterna da Segundona, com problemas na administração do estádio Ciudad de Vicente Lopez e com um um time fraquíssimo, o clube parece já estar entregue. A média de pontos faria hoje com que o Platense se salvasse, mas uma campanha ruim na próxima temporada selaria outra queda de um dos pequenos clubes mais tradicionais da Argentina.

Córdoba respira rivalidade – Tigre e Platense. Atlético Tucumán e San Martin. Colon e Unión de Santa Fé. Olimpo e Villa Mitre. Atletico Rafaela e Ben Hur. Todos esses clássicos já foram atrações da B Nacional, mas nenhum foi disputado na última temporada. Não tem problema. Afinal, ainda restou um dos maiores (só perde para Rosario Central x Newell´s) clássicos do interior da Argentina. Em Córdoba, Talleres e Belgrano são a representação maior de rivalidade na Segundona.

Ambos já tiveram passagens pela Primera División. O Talleres, inclusive, já conquistou até uma Copa Conmebol em 1999, sobre os brasileiros do CSA (AL), e tem um título da B Nacional (97/98). O Belgrano se orgulha de ter a maior torcida da cidade. Basicamente, são dois clubes que se completam.

Hoje, o Belgrano tem um time melhor e uma situação mais confortável. Há dois anos bate na trave na hora de retornar à elite. Já o Talleres vive o fantasma do rebaixamento. Na média de pontos, é o penúltimo colocado. Cairia para a Terceira Divisão se a competição já tivesse terminado.

Em Córdoba é assim mesmo. Uma gangorra. Para o futebol local, bom mesmo seria esse grande clássico na elite. Em matéria de fanatismo, Talleres e Belgrano não devem nada a Boca e River, Independiente e Racing, Estudiantes e Gimnasia…

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