5 times que “apoelizaram” a Europa

Christian Gimenez, sem camisa, comemora - afinal, ele era o craque do time
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Embora o Barcelona seja o time que encanta o mundo, não dá para negar que o APOEL, do Chipre, é a sensação da Liga dos Campeões da Europa na temporada 2011/2012. O clube da colônia grega de Nicósia chegou às quartas de final da competição, e embora tenha chances mais do que escassas de tirar o título dos gigantes, já entrou para a história com uma campanha bastante digna, passando por Porto, Shakhtar Donetsk e Lyon no caminho para as quartas de final.

Mas o APOEL não é a primeira surpresa a fazer bonito na Liga dos Campeões. Pelo contrário: nos últimos dez anos, pelo menos cinco clubes já deixaram os pelotões inferiores para causarem frisson entre as principais potências da Europa.

Para ajudar a lembrar os últimos “APOEIS” da Liga dos Campeões, o Última Divisão lista aqui algumas das principais surpresas da última década na principal competição da Europa. Se sentir falta de algum, já sabe: os comentários estão logo abaixo do texto.

FC Basel
O Basel não fez feio na Liga dos Campeões 2011/2012, caindo nas oitavas de final para o Bayern de Munique. Mas antes disso, em 2002/2003, o time suíço já havia feito bonito, saindo das fases de pré-qualificação e passando bem perto de uma campanha vitoriosa. Na época, mesmo com Hakan Yakin no time, o grande nome em campo era o carequinha argentino Christian Gimenez.

Christian Gimenez, sem camisa, comemora - afinal, ele era o craque do time

Depois de estrear na segunda fase de pré-classificação despachando o Zilina (Eslováquia), e tirar o Glasgow Celtic (Escócia) na terceira fase, o clube da Basileia caiu no Grupo B do torneio, ao lado de Valencia, Liverpool e Spartak Moscou. De surpresa, ficou em segundo com nove pontos, à frente de Liverpool (oito) e Spartak (zero). Invicto, o Valencia fez 16 pontos.

Na segunda fase, também de grupos (foi a última temporada do torneio neste formato), o Basel foi parar no equilibrado Grupo D com Manchester United, Juventus e La Coruña – os dois primeiros passavam às quartas de final. O Manchester liderou com 13 pontos, enquanto os outros três times ficaram com sete pontos cada. A Juventus passou nos critérios de desempate e só caiu na final, contra o Milan. O Basel foi terceiro na chave.

AS Monaco
Poucas vezes a Liga dos Campeões teve uma edição tão exótica quando na temporada 2003/2004. Antes de Porto e Monaco chegarem à final, vencida pelos portugueses do técnico José Mourinho, os dois times derrubaram uma série de nomes poderosos. E os monegascos, que não eram favoritos à final, tiveram um caminho respeitável até lá.

Na fase de grupos, quem ficou pelo caminho foi o PSV Eindhoven, que ficou em terceiro nos critérios de desempate. Depois de tirar o Lokomotiv Moscou nas oitavas, a zebra começou a galopar forte, derrubando o Real Madrid nas quartas de final e o Chelsea nas semifinais. Na final, derrota para o Porto: 3 a 0.

Posteriormente rebaixado para a segunda divisão do Campeonato Francês (onde não está nada bem, aliás), o Monaco contava com muitos nomes que se deram bem ali: Fernando Morientes, Dado Prso, Ludovic Giuly, Patrice Evra, Flavio Roma, Sebastien Squillaci, Hugo Ibarra, Shabani Nonda…

De pé: Hugo Ibarra, Edouard Cissé, Flavio Roma, Fernando Morientes, Andreas Zikos e Lucas Bernardi. Abaixados: Gaël Givet, Ludovic Giuly, Jérôme Rothen, Julien Rodriguez e Patrice Evra

Artmedia Bratislava
As fases de pré-classificação da Liga dos Campeões da Europa 2005/2006 são lembradas pela presença do Liverpool, então campeão europeu, em caminhada que começou contra o Total Network Solutions (lembra da história, aqui?). Mas outro time que começou da primeira fase de classificação e chegou aos grupos foi o Artmedia Bratislava, da Eslováquia.

O Artmedia passou apertado na primeira fase pelo Kairat Almaty, do Cazaquistão, despachou o Glasgow Celtic de maneira emocionante na segunda fase (5 a 0 na ida e 0 a 4 na volta) e tirou o Partizan Belgrado nos pênaltis na terceira. Acabou no Grupo H, com Inter de Milão, Glasgow Rangers e Porto, e não decepcionou: com seis pontos, ficou à frente do Porto (cinco) e atrás do Rangers (sete).

Lembra dessa arvorezinha?

A equipe acabou indo para a Copa da Uefa (hoje Liga Europa), e caiu logo no primeiro rival, o Levski Sofia. Mesmo assim, deixou a lembrança do time-base: Cobej; Petras, Debnar, Durica e Urbanek; Borbely, Kozak, Vascak e Fodrek; Halenar e Hartig. Desde então, o time se mudou para a cidade de Petrzalka (virou Artmedia Petrzalka) e mudou de nome duas vezes (MFK Petrzalka e FC Petrzalka 1898).

Anorthosis Famagusta FC
Antes que o APOEL animasse o público na Liga dos Campeões 2011/2012, outro time do Chipre já despertara a atenção dos fãs na temporada 2008/2009: o Anorthosis Famagusta. Reforçado pelo brasileiro Sávio, o time passou pelas três fases prévias de eliminação, despachando Pyunik Yerevan (Armênia) na primeira, Rapid Viena (Áustria) na segunda e Olympiakos (Grécia) na terceira.

No sorteio dos grupos, o Anorthosis foi para o Grupo D, que se mostraria bastante equilibrado. Jogando ao lado de Inter de Milão, Werder Bremen e Panathinaikos, o time cipriota conseguiu somar cinco pontos em casa (uma vitória e dois empates), e um fora (0 a 0 com o Werder). Com seis pontos, foi o lanterna da chave, contra 10 do Panathinaikos, 8 da Inter e 7 do Werder. E acabou como o “melhor lanterna” dentre os grupos.

Anorthosis apostou em Sávio, e até que o reforço não decepcionou

Vale destacar ainda outra campanha na Champions 2008/2009: o BATE Borisov, da Bielorrússia. Presença mais constante nos últimos anos, o clube fez sua estréia na fase de grupos naquela temporada passando também por três eliminatórias e caindo como lanterna de sua chave. O estreante CFR Cluj, da Romênia, entrou direto na fase de grupos, mas caiu como último colocado.

FK Copenhaguen
O Copenhaguen não fez feio na edição 2010/2011 da Liga dos Campeões da Europa. Liderado pelo brasileiro Claudemir, o time dinamarquês entrou na terceira fase de classificação para o torneio, e conseguiu sua vaga na fase de grupos ao derrotar o BATE Borisov no mata-mata (0 a 0 na Bielorrússia e 3 a 2 na Dinamarca). Depois, ainda tirou o Rosenborg, com 2 a 2 no placar agregado e um gol marcado fora de casa.

Claudemir é o nome da fera

A coisa complicou na fase de grupos. O Copenhaguen caiu no Grupo D, ao lado do Barcelona (favorito ao título), do Rubin Kazan e do Panathinaikos. Pois não é que os dinamarqueses passaram às oitavas, e com estilo? Com duas vitórias e um empate em casa (poderia até ter vencido o Barça na Dinamarca), o time somou 10 pontos em seis partidas e ficou em segundo lugar, atrás dos 14 dos catalães e à frente dos 6 do Rubin.

Nas oitavas, porém, o sonho acabou diante do Chelsea. Derrotado no Parken Stadion por 2 a 0, com dois gols de Nicolas Anelka, o Copenhaguen não conseguiu reagir em Stamford Bridge, onde um empate sem gols classificou os londrinos. E o carrasco inglês passou, sendo eliminado já na fase seguinte pelo Manchester United.

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