10+ Última Divisão: os jogadores que marcaram o ano de 2018

Reprodução/8bit football
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A lista de jogadores mais marcantes de 2018 é triste, afinal ela começa e termina com atletas que morreram de forma lamentável. Mas esta citação a eles é uma forma de homenagem do UD. Até porque no restante da lista existem outros personagens muito importantes. Luka Modric e Salah foram os destaques mais surpreendentes do ano. E também existem histórias de superação, de Alan Ruschel e de Son. Realmente foi uma temporada de emoções fortes. E quando isso acontece, os melhores personagens ganham grande destaque no 10+.

Como já é tradição aqui no UD, todo começo de ano nós escolhemos (com ajuda de nossos amigos amantes do futebol) as melhores equipes, jogadores e jogos da temporada que se passou. Relembre como foi:

2014 – Melhores equipes I Melhores jogos I Melhores jogadores
2015 – Melhores equipes I Melhores jogos I Melhores jogadores
2016 – Melhores equipes I Melhores jogos I Melhores jogadores
2017 – Melhores equipes I Melhores jogos I Melhores jogadores

Deixando claro: quando falamos “o que o ano teve de melhor”, nos referimos às melhores histórias pelo nosso critério – ou seja, situações marcantes pelo improvável, seja porque um time pequeno e seus atletas surpreenderam, ou mesmo quando integrantes do mainstream futebolístico proporcionam um momento ímpar (seja por superação de alguém, por ser um grande vexame, etc.)

REGULAMENTO

O regulamento, apenas para reforçar, é o mesmo dos anos anteriores. Em um BRAINSTORM, nossa equipe listou 30 partidas, 30 jogadores e 30 times que marcaram o ano. Desta lista, enviamos um formulário para os seletos eleitores, que deram a cada “candidato” uma nota de 1 a 5, sendo 1 o menos marcante e 5 o mais marcante. Com a divisão de notas totais pelo número de eleitores, fizemos a média para apontar os 10 mais marcantes em cada categoria.

Por fim, deixamos aqui nosso agradecimento aos 21 convidados que tiveram a paciência de votar na eleição de 2018. A atenção de vocês é uma grande recompensa ao nosso trabalho.

10+ ÚLTIMA DIVISÃO
OS JOGADORES QUE MARCARAM O ANO DE 2018

9. Davide Astori (zagueiro, Fiorentina): nota 3,8

Aos 31 anos, Astori tinha uma carreira consolidada no futebol italiano, inclusive tendo servido à seleção do país. No dia 4 de março, em Udine, às vésperas de uma partida contra a Udinese, foi encontrado morto em um quarto de hotel, por conta de uma parada cardíaca. Em sua homenagem, dois times que eles defendeu, Cagliari e Fiorentina, decidiram aposentar a camisa 13.

9. Gustagol (atacante, Fortaleza): nota 3,8

Ele foi emprestado pelo Corinthians ao Fortaleza em 2018 e acabou o ano como artilheiro do Brasil na temporada, com 30 gols. Seu faro artilheiro foi fundamental para que o Leão conquistasse a Série B e se tornasse o time mais marcante do ano, segundo o 10+. Aliás, o técnico Rogério Ceni afirmou que em toda a carreira viu poucos cabeceadores tão bons quanto ele. Em 2019, Gustago está de volta ao Corinthians, com a gratidão eterna da torcida cearense. Seguirá em alta?

8. Alan Ruschel (meia, Chapecoense): nota 3,9

Sobrevivente do acidente de avião que matou 71 pessoas, incluindo praticamente todo o elenco da Chape, em 2016, Alan Ruschel voltou aos campos no ano seguinte e, mesmo atuando por poucos minutos nas primeiras partidas, emocionou a todos. Vale lembrar que ele fraturou a décima vértebra da coluna na tragédia aérea e correu sério risco de ficar tetraplégico. Pois o ano de 2018 serviu para firmar a incrível história de Alan Ruschel: ele se tornou uma peça comum do elenco do clube catarinense, atuando partidas inteiras e alterando períodos de titularidade com outros na reserva, ajudando a Chapecoense a se manter na Série A mais uma vez. Enquanto Ruschel, com 29 anos, segue a carreira de forma quase milagrosa, o zagueiro Neto, também sobrevivente, ainda não recuperou condições de jogo e trabalha para voltar aos gramados em 2019.

5. Luka Modric (meia, Real Madrid e Croácia): nota 4,14

Teve a temporada mais brilhante da carreira, com o tri da Champions pelo Real e a final da Copa do Mundo com a seleção croata. Peça importante nas duas conquistas, interrompeu a hegemonia de dez anos de Messi e Cristiano Ronaldo e se tornou o primeiro croata a vencer os prêmios de Melhor do Mundo da Fifa e Ballon d`Or da France Football. Na infância, foi refugiado de guerra e tem o nome em homenagem ao avô, que morreu em um bombardeio.

5. Son Heung-Min (atacante, Tottenham e Coreia do Sul): nota 4,14

O sul-coreano se destaca no futebol europeu há pelo menos oito anos, com as camisas do Hamburgo, Bayer Leverkusen e Tottenham. Mesmo sendo um astro internacional, Son, como cidadão da Coreia do Sul, deveria cumprir as obrigações legais e servir ao Exército do país por dois anos, fatalmente tendo que se afastar da Europa. Suas únicas chances de dispensa, na condição de atleta, seriam vencer uma medalha olímpica ou de Jogos Asiáticos até os 25 anos, ou passar da primeira fase da Copa do Mundo. No ano limite para conseguir os feitos, ele até marcou na histórica vitória do seu país contra a Alemanha no Mundial da Rússia, mas, ainda assim, não cumpria os requisitos. A liberação do serviço militar veio apenas nos Jogos Asiáticos, que terminou com o ouro sul-coreano no futebol.

5. Felipe Baloy (zagueiro, Panamá): nota 4,14

O defensor de 37 anos era o nome mais conhecido da seleção panamenha para os brasileiros: entre 2003 e 2005, defendeu as cores do Grêmio e Atlético-PR. Mais de dez anos depois, era um dos líderes do elenco que conseguiu a histórica classificação para Copa. E coube a Baloy marcar o primeiro gol de seu país em Mundiais, em derrota por 6 a 1 para a Inglaterra. O curioso foi a grande festa do jogador e da torcida do Panamá após marcar um simples golzinho em uma goleada. A maior parte do mundo foi incapaz de compreender a grandeza desse momento para o futebol do Panamá.

2. N’golo Kanté (volante, Chelsea e França): nota 4,19

Em 1998, com 7 anos de idade, Kanté recolhia lixo nas ruas de Paris após a festa da primeira Copa do Mundo vencida por seu país. Filho de imigrantes de Mali, sofreu com preconceito até se afirmar pelo futebol. Com um tipo de jogo voluntarioso e exímio marcador, foi o “carregador de piano” fundamental para que a França vencesse o segundo Mundial – com um time multicultural, em momento de grandes tensões na Europa pelo fluxo de refugiados e imigrantes.

2. Danijel Subasic (goleiro, Monaco e Croácia): nota 4,19

Defendeu quatro pênaltis na Copa do Mundo e igualou o recorde de Goycochea em 1990. Ao fim das disputas vencidas, mostrava uma camisa com homenagem a Hrvoje Custic, amigo que morreu em 2008 após bater a cabeça em um muro de concreto durante jogo do campeonato croata. Foi um dos maiores responsáveis por levar sua seleção à final e, apesar de ter falhado em um dos gols na decisão, não diminuiu em nada seu feito histórico. Na sequência, se aposentou da carreira de 10 anos como titular da meta croata.

2. Mohamed Salah (atacante, Liverpool e Egito): nota 4,19

No meio do ano terminou uma temporada inacreditável para um jogador egípcio vestindo uma das principais camisas da Europa: fez 44 gols em 52 partidas pelo Liverpool, levando o time à final da Champions League. Justamente nessa decisão, contra o Real Madrid, teve uma lesão no ombro em disputa com Sergio Ramos e teve sua participação na Copa pelo Egito ameaçada. Conseguiu se recuperar em tempo de representar seu país no retorno a um Mundial após 28 anos.

1. Daniel (meia, São Bento): 4,23

Apelidado de “Daniel Messi” quando surgiu nacionalmente pelo Botafogo, o meia não conseguiu ter sequência na carreira, principalmente por conta de muitas lesões. Da base do Cruzeiro, atuou ainda por São Paulo, Coritiba, Ponte Preta e São Bento de Sorocaba, onde estava tentando retomar os melhores momentos. Porém, em um final de semana de folga, foi assassinado após uma festa em Curitiba, aos 24 anos. Daniel teve seu pênis decepado e seu corpo foi encontrado em um matagal na região metropolitana da capital paranaense, em um crime que horrorizou o país. Sete pessoas estão presas por causa do ocorrido e serão julgadas em um Tribunal do Júri, em data não confirmada.

Quem votou

Allan Brito (Última Divisão), Allan Farina (Goal Brasil), Arthur Chrispin, Bruno Guedes (Agência Efe), Carlinhos Novack (Última Divisão e SPNet), Diego Freire (Última Divisão), Evandro Furoni (Freelancer), Fabio Chiorino (ESPN Brasil), Felipe Augusto Pereira Silva (Revista Série Z), Fernando Cesarotti (Jornalista e professor universitário), Igor Nishikiori (Última Divisão), João Almeida (Linha de Fundo), Julio Simões (Última Divisão), Leonardo Bonassoli (Futebol Metrópole), Lucas Mello (Veja/Placar), Luís Felipe dos Santos (GaúchaZH), Menon (UOL), Napoleão de Almeida (Bandsports e UOL Esporte), Rafael Luis Azevedo (Verminosos por Futebol), Rodrigo Gasparini (Rádio Cruzeiro FM), William Correia (Lance!)

Veja também: Os melhores times e os melhores jogos de 2018

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