10+ Última Divisão: os jogadores que marcaram o ano de 2016

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Um ex-operário que vira destaque da liga mais rica do mundo em alguns anos; um desconhecido goleiro faz história ao tirar um gigante brasileiro da fila; o autor do gol mais bonito da última temporada decide se aposentar precocemente para jogar vídeo-game… Os jogadores que mais se destacaram em 2016 marcaram seu nome para sempre por razões diversas – uns ganhando, outros perdendo, muitos surgindo para o futebol e alguns se despedindo após carreiras fantásticas.

Em comum, apenas o fato de que todos serão lembrados por bastante tempo. E é por isso que estamos aqui: para relembrar os 10 jogadores que mais marcaram o ano de 2016.

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A exemplo do que fizemos em 2014 e 2015, nós, do Última Divisão, aproveitamos o fim do ano e acionamos nossa rede de colegas jornalistas para que cada um avaliasse quais jogadores, de uma lista pré-concebida, foram mais marcantes no ano.

O regulamento, apenas para reforçar, é o mesmo dos anos anteriores. Em um BRAINSTORM, nossa equipe listou 30 partidas, 30 jogadores e 30 times que marcaram o ano. Desta lista, enviamos um formulário para os seletos eleitores, que deram a cada “candidato” uma nota de 1 a 5, sendo 1 o menos marcante e 5 o mais marcante. Com a divisão de notas por eleitores, fizemos a média para apontar os 10 mais marcantes em cada categoria.

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Por fim, deixamos aqui nosso agradecimento aos 45 convidados que votaram. A atenção de vocês é uma grande recompensa ao nosso trabalho.

FORÇA, CHAPE!

A lista dos jogadores mais marcantes procura premiar a individualidade em um esporte coletivo, porém, em um caso específico deste ano, não faria sentido fazer tal separação: ao lembrarmos da tragédia que vitimou o elenco da Chapecoense, não iremos pensar em um rosto específico, mas sim de todo um time que sempre admiraremos.

A Chape foi presença constante em nossas listas nos últimos anos (especialmente nas categorias “melhores equipes”e “melhores jogos”), sendo impossível descrever a lacuna que aquele acidente nos deixou. Em meio a nossas homenagens, não selecionamos nenhum jogador do clube para essa votação, pois não haveria espaço para tantos nomes e não gostaríamos de preterir nenhum deles.

Ainda assim, olhando para a frente e tentando superar a dor de tantas perdas, estamos certos de que, em 2017, nomes como Neto e Alan Ruschel, sobreviventes que estão lutando para voltar aos gramados, estarão presentes em nossa lista para representar a Chape daquela forma que sempre aconteceu por aqui – com alegria e otimismo.

10+ ÚLTIMA DIVISÃO
OS JOGADORES QUE MARCARAM O ANO DE 2016

10. William Pottker: nota 3,5000

Revelado pelo Figueirense, ganhou destaque ao defender o Linense em duas edições consecutivas do Campeonato Paulista (2015 e 2016). Em maio, chegou à Ponte Preta para a disputa do Campeonato Brasileiro e não se intimidou: marcou 14 gols, dividindo a artilharia do torneio com Diego Souza (Sport) e Fred (Atlético-MG). Por suas atuações mágicas, ganhou um ganhou o apelido de “Harry Pottker’, o bruxo que ajudou a Macaca a fazer a sua melhor campanha na história dos Brasileiros de pontos corridos.

9. Paulo Baier: nota 3,5714

Aos 41 anos, o meia ainda tinha bola para jogar sem decepcionar no cenário nacional. Optou por defender o São Luiz, de Ijuí, na Divisão de Acesso do Campeonato Gaúcho. Não conquistou o acesso, mas pendurou as chuteiras com marcas importantes na carreira – entre elas, o segundo lugar na artilharia do Campeonato Brasileiro por pontos corridos, com 106 gols.

8. Weverton: nota 3,7619

A convocação de Fernando Prass para a seleção brasileira olímpica foi recebida com um misto de surpresa e comemoração. Entretanto, o veterano goleiro do Palmeiras, considerado de antemão uma liderança na equipe, se lesionou antes mesmo da estreia. O que fazer? De última hora, Weverton, do Atlético-PR, foi convocado, e não decepcionou: em seis partidas, levou apenas um gol e ainda defendeu uma cobrança de pênalti na final, atuando decisivamente na conquista inédita da medalha de ouro olímpica para o Brasil no futebol.

7. Antoine Griezmann: nota 3,8571

Poucos jogadores tiveram um ano tão destacado (para bem ou para mal) quanto o francês. Pelo Atlético de Madrid, chegou à final da Liga dos Campeões, e perdeu o pênalti que poderia ter dado à equipe o título do torneio no tempo normal – permitindo que o rival Real Madrid se sagrasse campeão. Na Eurocopa, foi o artilheiro com seis gols, mas passou em branco na final e viu Portugal levantar a taça pela primeira vez. No fim do ano, foi indicado ao prêmio da Fifa de melhor jogador do mundo na temporada.

6. Éder: nota 4,0952

A Eurocopa 2016 teve a final com o maior número de jogadores negros em sua história: 12, entre os titulares de Portugal e França. Porém, coube a um reserva português, negro, fazer história. Nascido em Guiné-Bissau, um dos países mais pobres do mundo, Éder saiu do banco aos 34 min do segundo tempo para fazer o gol do título: na prorrogação, o jogador do Lille acertou um chute de rara felicidade e determinou a vitória lusa, por 1 a 0.

5. Fumagalli: nota 4,1428

Aos 39 anos, o camisa 10 já poderia ter abandonado o futebol, mas mostrou no Guarani que segue a todo vapor. Em 2016, chegou aos 81 gols com a camisa do clube, igualando a marca de Zenon e superando nomes como Evair (73) e Renato Pé-Murcho (70) na artilharia histórica bugrina. O ápice veio no segundo jogo das semifinais da Série C, quando marcou três vezes na histórica vitória por 6 a 0 sobre o ABC-RN, em Campinas (na ida, a equipe campineira havia sido derrotada por 4 a 0, precisando de um “milagre”de Fumagalli para passar de fase).

4. Wendell Lira: nota 4,166

O atacante começou o ano nas nuvens: em janeiro, superou Lionel Messi e Alessandro Florenzi no Prêmio Puskas, entregue ao autor do gol mais bonito do mundo no ano anterior. Contratado pelo Vila Nova, porém, quase não jogou. Em agosto, aos 27 anos, anunciou a aposentadoria dos gramados. Na nova carreira, decidiu jogar vídeo-game e perseguir o sucesso nas redes sociais.

3. Miguel Borja: nota 4,3809

O atacante colombiano trocou o modesto Cortuluá pelo Atlético Nacional em 8 de junho. Um mês depois, em 6 de julho, estreou pela equipe nas semifinais da Copa Libertadores, enfrentando o São Paulo em pleno Estádio do Morumbi. Problemas? Não para Borja, que marcou os dois gols da vitória por 2 a 0. No jogo de volta, fez a rede balançar outras duas vezes, ajudando a colocar a equipe de Medellín nas finais da competição. No segundo jogo da decisão, fez o gol do título, contra o o Independiente del Valle. Terminou o ano como um dos maiores goleadores do mundo na temporada e eleito o craque da América do Sul.

2. Jaílson: nota 4,4285

Em um elenco com Gabriel Jesus, Moisés, Tchê Tchê e companhia, o goleiro acabou conseguindo seu destaque. Contratado junto ao Ceará, em 2014, passou dois anos com pouco espaço diante de opções como Fernando Prass (titular) e Aranha (reserva em 2015). Em 2016, diante da lesão de Prass, foi a segunda opção testada – Vagner, o primeiro reserva, entrou e não correspondeu. No fim, Jaílson defendeu o Palmeiras durante boa parte da vitoriosa campanha no Brasileirão, com defesas importantes em todos nos jogos nos quais atuou. Na partida do título, diante da Chapecoense, foi substituído pelo próprio Prass no fim, abraçado pelos companheiros e saudado por mais de 40 mil torcedores.

1. Jamie Vardy: nota 4,5952

Quando 2015 terminou, todo mundo estava de olho no Leicester. Afinal, a grande zebra da temporada 2015/2016 na Europa conseguiria terminar com o título do Campeonato Inglês? Pois bem, não só conseguiu o feito, como ainda conseguiu emplacar o ex-operário Jamie Vardy como vice-artilheiro do torneio – 24 gols, contra 25 de Harry Kane. Sem surpresas, Kane e Vardy se dividiram na função de centroavante da Inglaterra durante a Eurocopa 2016. No fim do ano, ainda ficou entre os finalistas ao prêmio da Fifa de melhor jogador do mundo.

QUEM VOTOU

Adalberto Leister Filho (Máquina do Esporte), Allan Brito (Goal.com Brasil/UOL/Última Divisão), Allan Farina (Goal.com Brasil), Ana Cláudia Cichon (Jovem Pan), André Donke Tenreiro (ESPN Brasil), Arthur Chrispin (escritor e cronista), Bruno Guedes (EFE), Diego Freire (Última Divisão), Diorgnes Saldanha (Prefeitura de Blumenau/Última Divisão), Dominique Cavaleiro (TV Tapajós/GloboEsporte.com), Evandro Furoni (freelancer), Fabio Chiorino (ESPN Brasil), Fabio Marcondes (Rádio Esporte na Rede), Felipe Lobo (Trivela), Fernando Cesarotti (ESPN FC), Fernando Duarte (BBC), Francisco de Laurentiis (ESPN Brasil), Gabriel Ribeiro (UOL), Guilherme Moreira (Lance!), Hugo Vecchiato (Rádio Bandeirantes), Igor Nishikiori (Última Divisão), João Paulo di Medeiros (O Popular), José Edgar de Matos (UOL), Julio Cesar Cardoso (FutDados.com), Julio Simões (Última Divisão), Leandro Santiago (TV Anhanguera Tocantins), Leonardo Bonassoli (Futebol Metrópole), Lucas Mello (Placar), Luís Augusto Símon (Blog do Menon/UOL), Luís Felipe dos Santos (Puntero Izquierdo), Luiz Castro (Veja.com), Luiz Teixeira (Rádio BandNews FM), Matheus Schenk (Non Sense Football/UOL), Michel Castellar (Jornal Extra), Napoleão de Almeida (BandSports/UOL), Olga Bagatini (Lance!), Rafael Alves (Planeta Futebol Feminino), Rafael Luis Azevedo (Verminosos por Futebol), Rodrigo Gasparini (Jornal Cruzeiro do Sul/Trivela), Sérgio Oliveira (AllTV), William Correia (freelancer) e Yuri Casari (Do Rico ao Pobre).

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