10+ Última Divisão: os jogadores que marcaram o ano de 2015

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O futebol viveu um 2015 de ressaca. Um ano depois da Copa do Mundo, precisamos voltar à realidade, para bem (não é toda hora que levamos um 7 a 1) ou para mal (cadê aquelas festas bonitas que a gente via diariamente?).

Mas (atenção: alerta de clichê) a bola não parou de rolar nos gramados do Brasil e do mundo. E nós pudemos ver jogadores e times realizando partidas que tocaram, de alguma forma, quem gosta do esporte mais popular do planeta.

E foi por isso, que mais uma vez, nós entramos em contato com diversos amigos, da imprensa tradicional ou de blogs, para realizarmos o 10+ Última Divisão. O objetivo foi, a exemplo do que realizamos antes, tentar listar de forma democrática o que de melhor aconteceu no futebol mundial ao longo do último ano. A nossa retrospectiva.

Vale lembrar aqui o regulamento da brincadeira, o mesmo de 2014. Em um BRAINSTORM, nossa equipe listou 25 partidas, 25 jogadores e 25 times que marcaram o ano. Desta lista, enviamos um formulário para eleitores que toparam entrar na brincadeira, e que deram a cada “candidato” uma nota de 1 a 5, sendo 1 o menos marcante e 5 o mais marcante. Com a divisão de notas por eleitores, tiramos uma média para cada “candidato”, apontando os 10 mais marcantes de cada categoria.

Leia também:
Relembre as edições anteriores dos 10+ Última Divisão

Neste primeiro texto, apresentamos os 10 jogadores mais marcantes de 2015, com seus respectivos times e notas. Na categoria, a disputa foi bastante parelha. Tão parelha que tivemos um empate triplo na 10ª posição. Ou seja: a lista dos 10 jogadores mais marcantes de 2015 tem, na verdade, 12 nomes – e olhe que muita gente digna de menção ficou de fora. O resultado? Talvez te surpreenda.

Por fim, antes de apresentarmos a lista, gostaríamos de agradecer aos 37 amigos e amigas que toparam analisar cada um dos jogadores, jogos e equipes. Não temos dúvida que foi preciso paciência para avaliar cada um dos 75 candidatos. A todos, mais uma vez, nosso muito obrigado.

10+ ÚLTIMA DIVISÃO:
OS JOGADORES QUE MARCARAM O ANO DE 2015

10. Raul (New York Cosmos-EUA): 3,40

O espanhol despediu-se do futebol com um ano de brilho discreto no New York Cosmos. Estreou pela equipe em abril, lesionando-se logo na primeira partida. Mesmo assim, recuperou-se a tempo de ser decisivo para a equipe – foi dele o gol da vitória por 2 a 1 sobre o Fort Lauderdale Strikers nas semifinais do Soccer Bowl, campeonato pós-temporada da NASL. O Cosmos acabou campeão ao bater o Ottawa Fury, encerrando a vitoriosa carreira de Raul.

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10. Martunis (Sporting-POR): 3,40

Em 2004, Martunis era uma criança de sete anos que sobreviveu ao tsunâmi na Indonésia. Sem sua mãe e suas duas irmãs, todas mortas na tragédia, ele sobreviveu por 21 dias em uma praia, até que fosse achado – na ocasião, vestia uma camisa da seleção de Portugal e disse que queria ser jogador de futebol. Passados 11 anos, em 1º de julho de 2015, o Sporting Lisboa apresentou seu elenco sub-19 para a temporada. Martunis estava entre os jogadores. “Este clube tornou meu sonho realidade”, declarou o agora jogador.

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10. Karim Benzema (Real Madrid-ESP): 3,40

O atacante de origem argelina é alvo frequente de polêmicas na França, seja por não cantar o Hino Nacional do país antes de jogos pela seleção francesa, seja por seus recorrentes problemas ao volante. Em 2015, porém, exagerou: foi acusado de envolvimento com uma quadrilha que tentava extorquir 150 mil euros de Mathieu Valbuena, meia do Lyon e da seleção francesa, que protagonizou um vídeo erótico com a namorada. O caso ainda é investigado.

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9. Samuel Eto’o (Antalyaspor-TUR): 3,70

É bem verdade que Samuel Eto’o só ganhou o noticiário no Brasil em dezembro, graças a sua participação no amistoso entre Botafogo-SP e Comercial – ele jogou um tempo para cada time, marcando um gol para os comercialinos e dois para os botafoguenses no empate por 3 a 3. Mas o camaronês teve um ano de bastante destaque na Turquia, onde fechou 2015 como artilheiro da primeira divisão local. “Ah, mas é Turquia, é fim de carreira”, você pode pensar. Bem, Eto’o ficou à frente de nomes como Mario Gomez, Hugo Rodallega e Lukas Podolski, entre outros.

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8. André-Pierre Gignac (Tigres de la UANL-MEX): 3,72

Você já perdeu as contas de quantos jogadores viu deixar a América Latina para atuar na Europa, mas o caminho inverso ainda é bem incomum. André-Pierre Gignac o fez, trocando o Olympique de Marselha pelo Tigres de la UANL. Fim de carreira? Longe disso. Com direito a gol nas semifinais contra o Internacional, ajudou a colocar a equipe mexicana nas finais da Libertadores. Mesmo do outro lado do Oceano Atlântico, ainda é figura presente na seleção francesa.

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7. Nilson (Santos): 3,75

Apesar de ter marcado apenas dois gols no Campeonato Paulista com a camisa do São Bento, o atacante Nilson chegou ao Santos esbanjando autoconfiança. Na primeira coletiva, deu a entender que disputaria posição com Ricardo Oliveira e listou qualidades: “sou um jogador que segura bem a bola e faz o pivô. Bom de cabeça, de perna direita e de perna esquerda”. Na Vila Belmiro, porém, nunca chegou perto de entregar o que prometeu, marcando somente um gol em onze partidas. O pior viria na final da Copa do Brasil, quando protagonizou um lance incrível na primeira partida decisiva, finalizando para fora de frente para o gol vazio. Com a perda do título, foi considerado pela torcida como um dos grandes vilões e acabou dispensado.

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6. Marinho (Ceará): 3,91

O atacante já tinha uma certa quilometragem quando chegou ao Ceará em 2015. Até que veio o jogo Ceará 3 x 3 Santa Cruz, pela oitava rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O jogador recebeu o terceiro cartão amarelo, o que o obrigou a cumprir suspensão na partida contra o Oeste, pela rodada seguinte. Mas Marinho não sabia do gancho, e após a partida, desabafou de maneira bastante sincera. Seu “sabia não” virou até música.

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5. Jamie Vardy (Leicester-ING): 4,00

A juventude de Jamie Vardy não foi fácil. Aos 16 anos, chegou a ser detido e obrigado pela polícia a usar uma tornozeleira eletrônica por um ano. Aos 20, depois de ser dispensado pelo Sheffield Wednesday, foi atuar em uma equipe da sétima divisão inglesa. Até que, em 2012, chegou ao Leicester. Em 2015, mostrou o que tinha de melhor em campo: marcou em 11 jogos seguidos (quebrando o recorde anterior na Inglaterra, que pertencia a Ruud van Nistelrooy) e foi convocado pela seleção inglesa. De quebra, colocou o Leicester na briga pela liderança na Premier League.

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4. Marta (Brasil): 4,16

A cada ano, a melhor jogadora da história do Brasil aumenta sua lista de feitos. Em 2015, superou ninguém menos que Pelé como maior artilheira da Seleção Brasileira. O feito veio na vitória por 11 a 0 sobre Trinidad e Tobago, quando a camisa 10 marcou cinco vezes e chegou a 98 na carreira. Pelé, coitado, tem apenas 95…

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3. Robert Lewandowski (Bayern de Munique): 4,37

O polonês já era uma das referências ofensivas do Bayern de Munique, mas atingiu o auge no dia 22 de setembro, na vitória por 5 a 1 sobre o Wolfsburg. Reserva da equipe de Pep Guardiola, entrou em campo no segundo tempo (quando o Wolfsburg vencia por 1 a 0) e marcou cinco gols em nove minutos. Entrou para o Livro dos Recordes com quatro marcas e, de lambuja, ainda passou a figurar na lista de compras do Real Madrid.

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2. Rogério Ceni (São Paulo): 4,59

Depois de 26 anos de carreira, 25 deles no São Paulo, Rogério Ceni colocou um ponto final em uma das mais emblemáticas trajetórias do futebol brasileiro. No mundo todo, nenhum goleiro marcou mais gols (131, contra 62 de José Luiz Chilavert) em toda a história. Prestes a completar 43 anos, deixou o futebol, ainda jogando em alto nível e reverenciado pela exigente torcida são-paulina – na despedida, o Morumbi recebe um jogo festivo que foi destaque mundial.

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1. Wendell Lira (Goianésia): 4,62

Pouca gente conhecia Wendell Lira até 6 de novembro de 2015, data do anúncio dos finalistas do Prêmio Ferenc Puskas, dado pela Fifa ao autor do gol mais bonito do mundo no ano. O atacante, então desempregado, foi lembrado pelo golaço que marcou pelo Goianésia, frente ao Atlético-GO, pelo Campeonato Goiano. Garantido entre os três primeiros colocados da premiação, Wendell Lira já tem destino certo: em 2016, estará no Vila Nova – e nos livros de história do futebol brasileiro.

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QUEM VOTOU

Adalberto Leister (Máquina do Esporte), Allan Brito (Goal Brasil), Allan Farina (Goal Brasil), Arthur Chrispin (freelancer), Brunno Carvalho (UOL), Celso Unzelte (ESPN Brasil), Cirilo Junior (Rede Globo), Cristiano Silva (Rádio Guaíba), Dassler Marques (UOL), Diego Freire (Última Divisão), Diego Ribeiro (Globo Esporte), Emanuel Colombari (UOL), Evandro Furoni (freelancer), Fabio Chiorino (ESPN Brasil), Fábio Lima (Cidade Verde), Felipe Lobo (Trivela), Fernando Cesarotti (ESPN Brasil), Gabriel Andrezo (FutRio), Gabriel Francisco Ribeiro (UOL), João Almeida (Linha de Fundo), João Paulo di Medeiros (O Popular), José Edgar de Matos (ESPN Brasil), Júlia Zocchio Caldeira (UOL), Júlio Simões (Última Divisão), Leandro Santiago (TV Anhanguera), Leandro Stein (Trivela), Leonardo Bonassoli (freelancer), Lucas Mello (Placar.com.br), Luís Augusto Símon (UOL), Luís Felipe dos Santos (A La Fresca), Luiz Castro (Veja), Marco de Vargas (FOX Sports), Napoleão de Almeida (freelancer), Renan Prates (Torcedores.com), Rodrigo Gasparini (Cruzeiro do Sul), Wagner Gianella (Terra) e William Correia (Gazeta Esportiva).

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